o iluminismo de Steven Pinker

 

O iluminismo de Steven Pinker

Comecei a ler o livro “o novo iluminismo ” de Steven Pinker. A iniciativa é auspiciosa , trata-se de um trabalho vigoroso com estudos , pesquisas e dados preciosos que questionam vários consensos pessimistas acerca da atual condição da humanidade.

Ciência, razão e humanismo. Os pilares do iluminismo são tratados com brilhantismo e sofisticação por Pinker. Entretanto, quando aborda a economia seu entendimento não vai além da de um estadunidense médio.

Os preconceitos interessados com relação ao socialismo provocam julgamentos mesquinhos . Pinker não reconhece os esforços do socialismo na organização sindical, nas leis trabalhistas, nas conquistas sociais que tanto contribuíram para o progresso e a estabilidade social.
Em outro capitulo, Pinker afirma que não se deve confundir desigualdade com injustiça. Ora, numa sociedade como a brasileira são praticamente sinônimos. Um rico, poderoso bem relacionado é intocável pela justiça brasileira. Pinker se demonstra totalmente incapaz deste tipo de compreensão.

Seu ídolo na economia é Adam Smith , nada contra. Ocorre que John Maynard Keynes, o criador da macroeconomia, em escala, tem contribuições muito mais significativas para o progresso e contra a entropia do que Adam Smith. Embora Pinker reconheça a importância de um estado eficiente, no que pode ser uma manobra interessada ou uma ignorância curiosa, passa ao largo de Keynes.

Em questões geopolíticas se mostra parcial e tendencioso e por vezes ingenuo.

Enfim, para que vigore o cosmopolitismo de Steven Pinker é necessário que boa parte da intelectualidade se resigne a um caipirismo provinciano.

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