O mar em Fortaleza

Dia e noite ouço a música do mar.

Do décimo terceiro andar ouço as ondas

Voando como loucas no mesmo lugar.

Batem as asas, assopram, engolem.

 

Os navios no porto estão parados eternamente

Como uma garça sobre uma perna só.

As jangadas são verdes como o mar.

O tigre da manhã ruge feroz.

 

Ao meio-dia, à meia-noite o mar ruge.

Ouço o mar rugindo no outro mundo,

Ouço o grasnido de uma gaivota, ouço as pedras,

 

As árvores afogam-se no mar e gritam felizes.

Ouço o meu quarto navegando nas ondas do outro mundo.

Tenho todas as palavras na mão e desfolho o abismo.

 

 

 

 

 

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