O mea culpa de Mourão: “entramos tarde no combate ao desmatamento”

Em evento, vice-presidente prometeu reduzir desmatamento e defendeu que índios não dependam de “esmola”; área é uma das mais criticadas no governo Bolsonaro

Hamilton Mourão, vice-presidente da República. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, fez um mea culpa sobre o combate ao desmatamento nesta sexta-feira, reconhecendo as dificuldades do governo na área ambiental.

“No ano passado, quando nós terminamos a Operação Verde Brasil 1, que foi de combate às queimadas (com apoio das Forças Armadas), deveríamos ter permanecido no terreno com aquela força constituída (…). Não fizemos isso, fomos entrar tarde, e já com o óbice maior da pandemia. Se a gente tivesse permanecido no terreno desde o ano passado, hoje teríamos números muito melhores para apresentar”, afirmou o vice-presidente, segundo o jornal O Estado de São Paulo.

Embora tenha evitado críticas ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, Mourão – que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal – se comprometeu a reduzir as taxas de desmatamento e criticou o “desperdício de recursos dentro do governo”. Sobre os indígenas, o vice-presidente defendeu que eles possuam renda própria e não dependam do que chamou de “esmola” do Estado.

A gestão da área ambiental é uma das mais criticadas dentro do governo Jair Bolsonaro, principalmente no exterior.  Em agosto, o total de incêndios registrados na Amazônia caiu 5% ante 2019, mas foi o segundo pior resultado em 10 anos de queimadas no bioma.

 

 

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