O povo que destrói seu próprio país

É importante lembrar, em tudo o que se lê, se vê e se fala sobre o nível baixíssimo do atual Congresso Nacional e dos políticos brasileiros em geral, que eles não são fruto de geração espontânea – eles chegaram à condição de governadores, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, e à Presidência da República, por meio do voto popular, ou seja, foram escolhidos pelo povo.

Dessa forma, eles representam, queiram ou não, o povo brasileiro.

São a cara do povo brasileiro.

 

Roubam, se roubam, porque o povo brasileiro permitiu e permite que eles ajam assim.

O povo brasileiro não precisa esperar que se abram inquéritos para investigar condutas ilícitas de políticos.

O povo brasileiro pode punir o mau político, o político corrupto, simplesmente não o reelegendo.

E se ele não faz isso, se ele vota em desclassificados, estelionatários, ladrões, vagabundos, picaretas, é porque quer votar, ninguém o obriga a isso.

Se o povo brasileiro quisesse, teria um Congresso de nível da Suécia, e chefes de Executivo tais como os das democracias mais avançadas do mundo.

Mas o povo brasileiro não quer isso.

Quer ser representado, no Parlamento e no Executivo, por essa escumalha que aí está.

Talvez porque essa escória reflita, de forma crua e nua, o que é, na essência, o povo brasileiro – uma massa ignorante, facilmente manipulável, sem noções elementares de cidadania, e seguidora cega de uma só lei, aquela que diz que o importante é levar vantagem em tudo. 

O povo brasileiro, cantado em prosa e verso, mitificado por artistas, é o maior responsável pela destruição de seu país. (Carlos Motta)

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