O Ritual da Distância, por Romério Rômulo

    Nem sempre o transtorno / Vira pedra.

    O Ritual da Distância

    por Romério Rômulo

    1.
    O Ritual do Poema
    É assentar-se e rever-se.
    Toda noite pode ser ocultada
    E o poema caber-lhe nas calças.
    As cadeiras são o tempo das águas
    E os frios colidem na manhã.
    Frio do norte, frio do sul
    Frio dos búzios e das lamentações.
    Há o transtorno das faces
    E um cabe no outro.

    Nem sempre o transtorno
    Vira pedra.
    2.
    O Ritual do Amor
    É quando chegam a razão e seu mistério
    Que as águas acompanham e as peles vibram.
    É quando se mostram as fugas e tudo está morno.

    O amor é só um pedaço do caminho.
    3.
    O Ritual da Distância
    Tem os olhos baixos.
    Todos os povos querem decifrá-lo.

    De herança deixo o meu coturno e uma estrela.

    Romério Rômulo

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