O Timão depena o Galo e põe uma mão na taça, por João Sucata

O Timão depena o Galo e põe uma mão na taça, por João Sucata

Os times, a tabela, o futebol poucas vezes tiveram tanta regularidade, talvez nunca no país, como no Brasileirão atual. Há umas dez rodadas que nada muda Um comentário feito lá atrás, serve hoje.

O Corinthians continua sobrando, cada vez mais cada vez. O Galo continua procurando a bola. O Itaquerão pode ser preparado para a festa. O Timão  já pode comemorar não só o título, como o fato de ter a maior artilharia e a defesa menos vazada, o que não acontece desde 1993, quando o Palmeiras conquistou esse feito, com sua poderosa Academia (muito torcedor tem saudades, os mais jovens devem babar quando ouvem os mais velhos falarem daquele time e o compararem com os que o Verdão teve nos últimos anos). As demais torcidas devem tirar o chapéu para o Timão, devem vê-lo jogar quando puderem, pois o futebol é bonito e precisa ser muito burro para não reconhecer o mérito alheio, quando destacado. Nos melhores dias, pode enfrentar as seleções do Barcelona, Real Madri, Bayern de Munique e outros feitos com centenas de milhões de euros, sem fazer feio.

Dois outros príncipes acompanham o rei: Grêmio e Atlético.  Este teve que receber um cala a boca por pretender o lugar do rei. 0 x 3 em pleno Mineirão deixou a torcida do Galo de cabeça inchada, mas conformada: a superioridade foi flagrante. Só o técnico Levir Culpi entrou em transe e usou o ius sperneandi. Foi muita humilhação. Mas mesmo com a derrota, o Atlético ainda esta distanciado dos times que seguem abaixo. O vice campeonato, fique com ele ou com o Grêmio, está em boas mãos. Ao 3º sobra o consolo da vaga na Libertadores.

A disputa da quarta vaga nesse torneio é que ainda emociona. Santos e São Paulo vêm em seguida na tabela, mas Internacional, Sport, Ponte, Palmeiras, estão embolados, logo a seguir. A diferença entre o último do grupo e o primeiro é de quatro pontos. A derrota de um e a vitória de outro muda bastante o panorama. Se houvesse tanta lógica como nas corridas de Fórmula Um, o Santos teria a quarta vaga: a garotada do Santástico continua jogando muito. Alguém deveria fazer um estudo de como é possível transformar um time depauperado num time combativo e competente, com pouco dinheiro, escolhendo com competência jogadores com potencial de craques, com base no esquadrão santista. O São Paulo continua instável: levou um baile na rodada anterior e deu um baile nesta. Que será na próxima rodada? O Palmeiras, que chegou a estar na frente do grupo, agora pega a rabeira, devido a erros de seu técnico e a deficiências técnicas no grupo de jogadores. É um time que está devendo e deve reagir, ou no Brasileirão ou na Copa Brasil. A torcida não perdoará duas desclassificações seguidas.

Os times do Rio, Fluminense e Flamengo, ameaçaram reações mas só ameaçaram.  Agora irão jogar para cumprir tabela e têm até que ter cuidado para não entrar no bolo dos de baixo, onde sete outros disputam para não cair. O Vasco precisa  ganhar cinco pontos para não ir para a segundona e que os demais times ameaçados percam nas próximas rodadas. É pedir muito. O Rio tem o consolo da volta do Fogão, que disparou no Brasileirinho quase tanto como o Timão no Brasileirão.

Por falar em espernear, na parte de baixo o desespero bate forte. Com exceção do Vasco, os candidatos ao descenso são sempre os mesmos.  O Paraná já merecia ter um grande que disputasse títulos, mas seus clubes têm quando muito garra. O Curitiba nem isso vem demonstrando.  Já sente o fundo do tacho, muito quente, vai ferver, mais uma vez. Uma pena. O Vasco perdeu do Fluminense. Parece que o pessoal já está conformado.

Preparemo-nos para as últimas rodadas.

João Sucata

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora