Obama, um presidente fadado ao fracasso

 

 

 

Obama, um presidente fadado ao fracasso

 

A metáfora que Obama usou no seu recente discurso do Estado da União, comparando o impacto que o lançamento do Sputnik no final de 1957 teve na sociedade americana com a situação atual, poderá surtir o efeito desejado, mas eu duvido. Vou dar a minha opinião pessoal sobre o assunto baseado na minha intuição, de quem esteve nos EUA em junho/julho de 1963 como estudante convidado. Fomos uns 100 do Brasil inteiro , sobretudo aqueles que atuavam na política estudantil universitária. Foi uma viagem muito proveitosa, pois participamos de seminários, conferências e palestras nas Universidades de Harvard e de Colúmbia, e também encontros e discussões diretamente com congressistas e outras autoridades americanas. Destaco a nossa longa entrevista com o Bob Kennedy que ocupava na época o importante cargo de Secretário de Estado da Justiça.

Explico-me, então:

Naquela época, a propaganda interna contra a URSS e os perigos do comunismo era intensa e nós sabemos como o povo americano é crédulo de modo geral. A essência do que lhes era dito era que os russos, os comunistas, eram um bando de ignorantes. Na URSS não havia médicos, engenheiros ou cientistas. Era um país super-atrasado, de camponeses, de militares e de espiões… E aí veio a bomba que não deu para esconder: a URSS lançou um satélite no espaço!!!Mas como se não havia gente capacitada para tal??? Aos poucos as estatísticas foram aparecendo, demonstrando que os EUA haviam sofrido uma ‘parada’ e a URSS os haviam ultrapassado em vários pontos, tais como, os de médicos, de engenheiros, de estudantes, de cientistas, etc., por habitante. Esse foi o ponto, o grande choque.

Com o impulso inicial de  Eisenhower, mas sobretudo com o do grande presidente Kennedy a partir de janeiro de 1961, que com a sua liderança ímpar e o seu carisma excepcional, tirou os EUA do seu estupor paralisante. Deu-se, então, um movimento de revitalização incrível nas universidades, nos centros de pesquisa, na criação da NASA e o célebre desafio lançado pelo seu grande líder: “A URSS foi pioneira e lançou o 1º satélite artificial no espaço, mas os EUA terão a primazia de até o final da década de fazer o homem pisar na Lua”. O que veio acontecer em julho de 1969.

Não creio que Obama vá conseguir mobilizar a sociedade americana como Kennedy fez. Há uma diferença muito grande de liderança e de carisma entre os dois presidentes.

A mudança radical dos seus ideais fizeram com que os EUA se tornassem numa nação guerreira e imperialista. O grande Mito Original Americano caiu por terra. Os EEUU foram a primeira nação do mundo que se edificou com base na razão e não no espírito guerreiro. Isto foi em 1776, quando as treze pequenas nações coloniais decidiram agir em nome do interesse comum, emancipando-se da Inglaterra, no entanto, sem desconsiderar os interesses particulares de cada uma delas. Esta é a base da democracia, do sonho americano: o reconhecimento e aceitação do outro e de seus direitos.  Supõe a aceitação ao mesmo tempo da igualdade e da diferença, de uma igualdade enriquecida pela diferença. Na Declaração de Independência, redigida por Thomas Jefferson e outros, logo no início, podemos ler:

“Nós, o povo, com o objetivo de formar uma União mais perfeita…

“Todos os seres humanos nascem iguais e são dotados pelo Criador dos mesmos direitos inalienáveis: a vida, a liberdade, a procura da felicidade”.

A essência do mito originário, do ideal americano tão bem engendrado por Thomas Jefferson, Georges Washington e outros, chamados de “Pais Fundadores dos Estados Unidos”, não existe mais.

O General e Presidente Eisenhower denunciou no seu discurso de transmissão da presidência para JFK a grande aliança militar intervencionista e a chamou de “O Complexo Industrial-Militar”, sem a qual a economia americana não sobreviveria, segundo ele. Para entender melhor tal aliança, vale a pena ler o livro “O Estado Militarista” do jornalista americano Fred J. Cook, publicado em 1962, mas parecendo que saiu hoje da gráfica, tal a sua atualidade. Com a sua leitura entenderemos bem melhor do que se passou na Coréia, no Vietnam e no Iraque, e o que está se passando hoje no Egito, e o que se passará fatalmente em breve em outros países.Parte superior do formulário

 

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