Oito organizações sociais do RJ receberam R$ 1,8 bi em dois anos

Instituições são investigadas pelo Ministério Público; valor representa 56% de todas as despesas pagas pela secretaria desde o início do governo Witzel

Foto: Reprodução/MPF

Jornal GGN – O esquema montado no Rio de Janeiro entre organizações sociais (OSs) para fechar contratos com o governo mediante jogo de cartas marcadas e pagamento de propina mostra, segundo o Ministério Público Federal (MPF), que o estado está envolvido em uma “vasta rede de corrupção”.

Informações do jornal O Globo mostram que as OSs relatadas nos documentos do Ministério Público receberam cerca de R$ 1,8 bilhão da Secretaria estadual de Saúde (SES) para a gestão de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em pagamentos de empenhos realizados entre 2019 e 2020.

O valor registrado representa 56% de todas as despesas que a secretaria pagou desde o começo do mandato de Wilson Witzel (PSC), que totalizam aproximadamente R$ 3,2 bilhões.

As investigações mantidas pelo MPF, assim como a delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, mostram diversos mecanismos adotados para o desvio de verbas: o objetivo era cobrar 5% de propina de cada contrato – no caso dos R$ 1,8 bilhão, esse montante chega a R$ 90 milhões. Os desvios também consideravam os “restos a pagar” de anos anteriores, o que aumentava o pedágio para 20% caso o fornecedor quisesse receber antes.

 

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