OMS critica discurso antivacina de Bolsonaro

Diretor-geral da entidade diz que as pessoas não devem ser confundidas por movimentos antivacina, mas ver como elas foram usadas para erradicar doenças

Jornal GGN – O discurso antivacinação de Jair Bolsonaro foi alvo de críticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, se pronunciou após questionamento sobre o comentário do presidente brasileiro, que declarou que não vai obrigar ninguém a tomar vacina.

Segundo Tedros, os números das vacinas podem contar sua própria história, enquanto os movimentos antivacinação podem criar narrativas para lutar contra ela. “As pessoas não devem ser confundidas por movimentos antivacina, mas ver como o mundo usou vacinas para combater a mortalidade infantil e para erradicar doenças. Olhe os relatórios das vacinas, olhem vocês mesmos, especialmente os pais, como as vacinas mudaram o mundo. Esperamos ter uma contra a covid para o mundo voltar ao normal”, disse, segundo informações do portal UOL.

A declaração de Bolsonaro foi dada a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, em Brasília. Um de seus seguidores disparou: “Ô, Bolsonaro, não deixa fazer esse negócio de vacina, não, viu? Isso é perigoso”. Em resposta, o presidente declarou: “a vacina… ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”.

 

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8 comentários

  1. Hipócritas.

    Um medicamento deve ser analisado sob 2 aspectos. Segurança e efetividade.

    Com a Hidroxicloroquina, como era um medicamento que existi há 70 anos não era necessário se provar a segurnça. Mesmo assim a OMS declarou a droga insegura!

    Colocaram um selo na Hidroxicloroquina que não havia comprovação científica e de que era perigoso para a saude para não recomendar o uso e suspender todos os testes. E olhe que para usar precisa da aprovação do doente.

    Agora querem pegar qualquer vacina e fazer uma aprovação rápida sem os extensos estudos necessários para comprovação de segurança. E isso para não se falar na efetividade.

    Se no uso da Hidroxicloroquina é necessário que o doente assine um termo de responsabilidade, nada mais justo que também se exija esse mesmo termo para uma vacina que não passou pelos rigorosos padrões da CIENCIA a fim de liberar para o uso.

    E tem mais. Se a cloroquina será usada para 1, 2, 5 milhoes de pessoas, a vacina será usada por 100, 200 milhões de brasileiros. No mundo por bilhões de pessoas. 0,1% de problemas significa a morte de 200 mil brasileiros por problemas na vacina e no mundo até 6 milhões de pessoas.

    Por isso é inconcebível que se apresse as vacinas contra toda a regular e rigorosa prática científica.

    Temos um medicamento e tratamentos que já conseguem reduzir a internação nas UTIs e mortalidade em 75%.

    2 ª onda de infecções por coronavirus está se mostrando muitíssimo menos letal que no início. Basta ver a perplexidade do Nassif ao analizar os numeros no Brasil e Europa.

    A corrida já acabou. Coronavirus não vai empilhar dezenas de milhões de corpos no mundo.

    A hora é de respeitar a BOA ciencia. Se a vacina será injetada no corpo de 6 bilhões de pessoas, não pode haver, não deve haver precipitações.

  2. Sobre esses riscos à vida devo indagar o seguinte:

    Como pode um medicamento tão perigoso ser vendido há 70 anos sem prescrição médica?

    Anvisa, FDA e OMS foram criminosamente negligentes em permitir a comercialização livre desse veneno em forma de comprimidos?

    Os pacientes de artrite, lúpus só tomam esse medicamento nos hospitais, internados?

    A DIFERENÇA ENTRE UM MEDICAMENTO QUE CURA E UM VENENO QUE MATA ESTA NA DOSAGEM.

    Um médico – NAO UM CIENTISTA – vai receitar só paciente uma dosagem segura de medicamento.

    Ele vê o seu paciente como uma figura humana, uma pessoa, NÃO COMO COBAIA.

    Por isso a HCL é segura. Mas fujam de testes porque nunca se sabe o que se passa nos Cabeças de Planilha.

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