Operação Banqueiro: a resposta de Rubens Valente a Márcio Chaer

Prezados leitores,

Quando um escritor e uma editora lançam um livro, ainda mais quando ele trata de assuntos tão candentes quanto “Operação Banqueiro”, é claro que estão abertos a avaliações negativas. É parte da democracia e críticas sérias são bem aceitas.

Mas o texto que o empresário e jornalista Márcio Chaer publicou em seu site “Consultor Jurídico” na última segunda-feira passa muito longe de qualquer resenha profissional. Trata-se de uma série de acusações descabidas, numa tentativa de abalar a credibilidade do livro e do autor.

Basta dizer que, no texto, ele comparou a mim e outros jornalistas de muitos anos de experiência a uma pessoa presa em Minas Gerais sob acusação de falsificação de documentos. É uma dessas difamações inaceitáveis que não merecem o silêncio.

Comparar uma pessoa presa sob essa acusação com um jornalista que, como eu, trabalha há mais de 15 anos em um dos jornais mais lidos do país, que jamais foi condenado em virtude de qualquer matéria que tenha escrito _tendo coberto as mais áridas e arriscadas investigações ao longo de anos e anos_ não tem nada a ver com uma resenha: trata-se de um evidente ataque pessoal planejado para difamar o livro e o autor. Não conseguirá.

Em meu livro, apresentei fatos, documentos, interceptações telefônicas, datas, entrevistas. Márcio Chaer apresenta leviandades, ofensas, insinuações, mentiras e distorções.

Essa é a diferença entre um jornalista responsável pelo que apura e escreve e um jornalista que trabalha com ilações. Um fala com provas, o outro mente e deturpa.

Antes de tudo, preciso apresentar Márcio Chaer a quem não o conhece e os interesses que o cercam, já que, obviamente, ele não fez a sua correta apresentação aos seus próprios leitores.
Chaer tem ou teve como clientes de suas empresas alguns dos principais escritórios de advocacia do país, muitos dos quais receberam recursos da companhia telefônica Brasil Telecom na época em que ela era comandada por pessoas indicadas pelo grupo Opportunity. Márcio Chaer é amigo íntimo do ministro do Supremo Gilmar Mendes, devidamente referido em meu livro. 
Márcio Chaer também ofereceu os serviços de sua empresa para o então homem forte do banqueiro Daniel Dantas, Humberto Braz, depois condenado em primeira instância por corrupção no caso Satiagraha. Essa proposta foi enviada por e-mail, com arquivos anexados que previam os trabalhos de empresa de Márcio Chaer em prol da companhia telefônica. A proposta de contrato, a que tive acesso em detalhes, foi citada em meu livro. Diferentemente do que Márcio Chaer faz comigo em seu texto, contudo, tratei-o no livro com todo o respeito e até descrevi a defesa que ele apresentou em público, na internet.

Em síntese, Márcio Chaer insinua em seu texto que um dos empresários que tem divergências com o grupo Opportunity está por trás do livro. Trata-se, como já vimos, do mesmo argumento apresentado pelos advogados do banco Opportunity quando do lançamento do livro.

No livro “Operação Banqueiro”, procurei demonstrar como o banco e seus prepostos operam para descredenciar e desqualificar pessoas que têm um comportamento que o banco julga não ser de seu interesse. Examinei o caso da juíza do Rio Márcia Cunha, que teve que provar (com perícias!) que as decisões que ela proferiu eram dela mesmo.

Chaer propõe a mesma coisa: afirma que eu não escrevi o livro que escrevi. Provas, indícios, nenhum. Apenas palavras vazias ao sabor do vento.

Márcio Chaer, terei que contratar uma perícia para também demonstrar que eu escrevi o que eu escrevi? Sua insinuação é insultuosa.

O longo texto de Chaer será rebatido ponto a ponto, para que o leitor tenha a devida compreensão dos fatos.

1) Chaer inicia seu texto logo com uma mentira na primeira frase. Diz que uma certa ação de improbidade foi protocolada pelo procurador da República Luiz Francisco em setembro de 2008, quando na verdade isso ocorreu em 2004. Por que 2008 e não 2004? Ora, em 2008 houve a Operação Satiagraha, então o suposto engano do procurador fica mais interessante na construção de Chaer para vincular “falsificações” à Satiagraha. Uma mentira entre tantas. Ele segue insinuando que eu tive alguma qualquer participação na “falsificação” de uma reportagem citada pelo procurador _a palavra é dele. Os fatos: anos atrás, escrevi uma matéria na “Folha de S. Paulo” sobre o caso Banestado e remessas de doleiros no exterior. Meses depois da publicação, o procurador da República Luiz Francisco citou essa mesma reportagem em inicial de ação judicial, no entanto ele disse que naquela matéria tratava de coisa que, na verdade, não estavam escritas ali. Meses depois, compareci (não me recordo em que instância do Judiciário) para falar sobre o assunto na condição de testemunha. Como isso ocorreu anos atrás, e não é incomum eu comparecer à Polícia Federal e ao Judiciário para falar na condição de testemunha, não tenho aqui comigo agora de quem partiu o pedido para que eu fosse ouvido, mas assim que localizar os detalhes, informarei. De qualquer forma, o que importa é que eu disse a verdade: que a matéria citada não tratava do assunto descrito na ação. Pelo que me recordo, indagado em seguida se confirmava determinadas informações que constavam na ação civil, eu disse que sim, que estavam corretas ou me pareciam corretas. Como testemunha, disse a verdade, ou seja, que de fato havia ocorrido um erro de procedimento naquela ação, que a matéria citada não era a correta, mas que havia números ou fatos corretos na ação. Tendo dito isso na condição de testemunha, fui dispensado. E para mim acabou aí esse episódio, jamais voltei a ouvir falar disso.

Mas o que diz agora Márcio Chaer, tantos anos depois? Que eu fui “interpelado sobre a falsificação”. Isso jamais ocorreu. A expressão usada por Chaer induz o desavisado leitor de seu site a acreditar que, de alguma forma, eu fui suspeito ou investigado pelo problema na citação indevida, quando na verdade eu apenas esclareci o que havia ocorrido. O meu esclarecimento, na verdade, prejudicou a posição do procurador da República, pois eu esclareci que houve um erro, não fugi. Meu compromisso é com a verdade.

2) Na segunda etapa do seu texto, Márcio Chaer diz que as “obras completas” do empresário Luiz Demarco foram “condensadas em um livro”, “Operação Banqueiro”. Leviano. Jornalistas trabalham com fatos. Que evidência ou mesmo indício Chaer apresenta para tão grave afirmação? Nenhuma, zero. Nesse momento, os prezados leitores pelo menos têm a oportunidade de presenciar, ao vivo e em cores, como se processa a tentativa de manchar a idoneidade de um profissional. É assim: acusa-se sem provas, depois vemos o que acontece. O importante é fazer circular o boato. Quem não conhece o alvo, pelo menos fica em dúvida, o que já valeu para a operação de desconstrução de uma pessoa. Trata-se de um método. 

3) Márcio Chaer dá sequência à sua peça de acusação com nova absurda mentira. Diz que o livro “foi oferecido” a duas editoras, a Três Estrelas e a PubliFolha. Ocorre que a editora Três Estrelas não existe. Trata-se de um selo da mesma editora Publifolha. Não preciso aqui explicar a Chaer, um homem tão perspicaz, a diferença entre um selo e uma editora. O empresário segue afirmando que o livro “foi rejeitado por defeitos incorrigíveis”. Ocorre que tenho em minhas mãos (pedirei autorização para divulgá-los) inúmeros e-mails dos responsáveis pela editora PubliFolha dizendo justamente o contrário: que o livro era excelente, que estava aprovado para publicação. Ou seja, a editora PubliFolha, diferentemente da mentira assacada por Chaer, jamais rejeitou o livro, pelo contrário, tentou de várias maneiras lançá-lo. Não tenho a mínima dúvida da boa-fé e da idoneidade dos responsáveis pela editora PubliFolha. O lançamento acabou não ocorrendo pela PubliFolha, conforme me foi detidamente explicado, por razões operacionais, já que é uma editora pequena, e por isso o lançamento foi postergado por duas vezes nos últimos dois anos. Compreendo e aceito as explicações da PubliFolha, que é dirigida por pessoas idôneas e íntegras. Nesse meio tempo, eu e a editora fomos procurados pelo editor Luiz Fernando Emediato, interessado no lançamento da obra em seu selo “História Agora”. Após uma conversa inteiramente amigável com a PubliFolha, eu mesmo solicitei (tudo por escrito) a liberação do livro para a publicação na outra editora, a Geração Editorial. O que acabou ocorrendo em janeiro último. Tendo em vista todas essas minhas explicações, o que dizer da afirmação de Chaer de que meu livro foi recusado por “defeitos incorrigíveis”? É outra insinuação insustentável, pois os e-mails em meu poder demonstram amplamente o contrário. E como Chaer poderá provar aquilo que não aconteceu? Jamais.
Como o texto de Chaer, embora vazio, é bastante longo, retomarei em breve a sequência das minhas explicações, para não cansar o leitor.
Obrigado, Rubens Valente

 

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27 comentários

  1. “Basta dizer que, no texto,

    “Basta dizer que, no texto, ele comparou a mim e outros jornalistas de muitos anos de experiência a uma pessoa presa em Minas Gerais sob acusação de falsificação de documentos”:

    Ele tava certo entao:  a acusacao contra Carone eh tao “verdadeira” quanto as acusacoes contra Valente.

  2. As pessoas com algum nível de curiosidade

    já sabem que é M. Chaer. Portanto o R. Valente não precisava escrever tudo isso.

    E mais uma vez obrigado e parabéns pelo livro “Operação banqueiro” que é o melhor livre que li nos últimos anos sobre a historia recente do Brasil. “Privataria tucana” foi bom, mas este é muito melhor.

    • Por que estes livros, não provocam …

      Desde o lançamento do Privataria(pirataria) Tucana, e agora com o Operação Banqueiro, que a sociedade civil, esperava que o Congresso, sabendo da veracidade dos fatos citados nos 2 livros, gerasse umas daquelas costumeiras CPIs, que na pior das hipóteses, escancarassem as estripulias dos envolvidos nos escandalos, alí citados e quem ganhou /quem perdeu, com os citados processos.

      Cadê o Congresso ?

      • Sãp livros com a visão de

        Sãp livros com a visão de leigos sobre questões complexas porisso não impressionam quem conhece especificamente os temas. Muito coisa que dizem que é ilegal não é, na Privataria é a mesma coisa, criminalizam operações que são normais e legais, por essa razão nem os MP e nem o Congresso tomaram conhecimento.

        • não transpus o bug do milênio

          Nasceu no tempo certo, no seculo retrasado, ao rei tudo era permitido a plebe ignara nada ficava sabendo apenas os fidalgos muitos de nome AA, MA e ou algo similar desfrutavam dos jogos da corte. Agora o poder está a um toque de internet onde verdades e mentiras não são valores absolutos. Muita empáfia desqualificar trabalhos fartamente documentados a embasar a Privataria, Banqueiros e o que mais vier.

          • A documentação de Privataria

            A documentação de Privataria é publica, está em cartorios ou registros societarios publicos, se fossem ilegais o MP e a Receita ja teriam aproveitado. Aqui mesmo disseram que residente no Brasil que investiu no Opportunity Fund já é ilegal,

            o que não é verdade, quem escreve isso não entende do assunto. Há gente que pensa que ter uma offshore em Cayman é ilegal, quase todo investimento brasileiro no exterior, quase 300 bilhões de dolares, se faz por offshores legais, declaradas

            ao fisco e ao Banco Central, ilegalidade fiscal e societaria precisa ser provada não basta mostrar que fulano tem uma off shore portanto e bandido. Sugiro ao mesmo jornalista que escreva um livro sobre as operações de Eike Baptista com dinheiro do BNDES, o grupo X qubrou,  pode causar enorme perda de recursos publicos, foi até outro dia apoiado

            pelo governo, como alegam que Dantas foi apoiado pelo governo anterior. A diferença é que Dantas nunca esteve perto de quebrar, é absolutamente solvente, o BNDES não perdeu dinheiro com ele.

             

          • É legal se declarar né…e

            É legal se declarar né…e todos declararam ? No caso do Oportunity found ? Há vários dizeres de que o investimento de residentes no tal fundo não seria legal. Talvez não em pelo menos algum período desses anos todos de 1998 até hoje.

            O livro privataria tucana eu não li, mas este livro do Rubens Valente é um exelente livro, explica muito bem uma teia intrincada de assuntos. Ademais, nem tudo que é público significa que o MP e a PF vão se utilizar. O que temos visto atualmente é que sem uma pressão da mídia as coisas não costumam andar na justiça e nem nas investigações.

            O Dantas fez acordos lesivos aos fundos de pensão no Governo FHC, controlava empresas com pequena parte das ações, usava dinheiro dessas empresas como bem queria, até para pagar espionagens. Subornou um delegado federal, manteve, através de advogados, contatos estranhos com o então presidente do STF, GM. Agora voce ta querendo defender ele ? Menos né André…

          • Meu caro Daniel, DD nunca foi

            Meu caro Daniel, DD nunca foi flor de bom cheiro, ao contrario, era visto com total cuidado por outros operadores do mercado, mas fez muitos e grandes negocios, a maioria bem liquidads, tanto que seu banco continua funcionando,

            financistas do porte dele existem muitos, ele não é o unico, ele fez coisas complicadas como controles de fundos com clausulas que só favoreciam a ele mas quase tudo o que ele fez é legal, tanto é que ele continua operando normalmente, não conheço punições do Banco Central, ou CVM de importancia contra ele.

            Cem vezes mais lesivo ao Pais foi o Eike e não vejo livros do campo da esquerda sobre como um individuo que jamais produziu um pé de alface pode levantar 30 bilhões de dolares, grande parte dinheiro publico, perdeu a maior parte desse dinheiro, deu e dará mega prejuizos aos bancos estatais e à reputação do Brasil nos mercados financeiros, colocado como modelo do capitalismo de compadres do Brasil, ele operou numa escala MUITO MAIOR que DD e com muito mais aventureirismo, onde estão os livris-panfletos sobre esse episodio de manipulação de dinheiro dos outros?

            Dantas é merreca perto de Eike, com a diferença que Dantas está absolutamente solvente, o maior operador do Porto de Santos, no geral seus empreendimentos deram certo, ao menos para ele.

            O Privataria realmente tem valor zero, não conta uma historia das privatizações, apenas episodios soltos e sem conexão como exemplo de corrupção mas não mostra como foi a corrupção, dando a entender que todas as privatizações foram corruptas, o que é absoluta inverdade. Participei de quatro privatizações do setor eletrico, todas foram perfeitamente regulares, em leilões publicos, venceu o melhor lance, não houve qualquer ato irregular, pode ter havido algum caso de irregularidade mas não foi a regra, foram leilões claros, à luz do dia, abertos a qualquer interessado, onde está a Privataria Tucana? O unico caso realmente controverso foi o segundo lote de telecomunicações, digo controverso porque

            envolveu um conflito de interesses entre os licitantes, os demais leilões foram altamente competitivos e grandes grupos perderam.

            O que é esse livro Privataria? É uma tese anti-privatização, pro-estatismo? Poderia até ser, mas não é. É uma tentativa de mostrar que todas as privatizações foram lesivas ao Pais? Não tem qualquer demonstração disso. Mostra corrupção nas privatizações? Qual foi a corrupção? Mostrou que a filha do Serra tem off-shores? E dai? Isso não prova nada. Mostra que a familia Serra comprou casas ou terrenos com off-shores? Sim, e dai?  Boa parte dos imoveis de 

            certo valor em SP estão em nome de off shores legais e declaradas, a casa do Serra é de classe média alta, nem é caso de rico.

            Acho que até cabe um livro-tese contra privatizações mas não é esse Privataria, que é apenas um amontoado de papeis desconexos que não provam cois alguma.

            Quanto ao segundo livro de Rubens Valente, comprei mas não li, versa sobre o mesmo Dantas, só digo uma coisa factual, prenderam o Celso Pitta, doente, na madrugada, já no ostracismo politico sob uma alegação totalmente maluca, que recebia dinheiro do Nahas mas a proposito do que? Nahas é uma pessoa particular e Pitta já estava fora do poder há decadas, se Nahas quer dar dinheiro a Pitta porque deveria ser preso, qual o crime?

            Só porisso e pelo fato de que a custa dessa operação o delegado foi eleito deputado federal, já considero tudo isso uma mera aventura judicial-policial com dividendos politicos, quando é contra o PT todo mundo se absepinha, essa foi uma simples jogada para efeitos mediaticos, veja que não estou defendendo DD por motivo algum, estou narrando minha opinião sobre essas teatralizações que geram mandatos, depois livros, só falta um filme.

          • Caro André, também não

            Caro André, também não concordo com tudo que o Eike fez. Talvez ainda sairão livros sobre ele, o assunto é mais recente. É que também nada indica que seu modus operandi implicava subornos e/ou espionagem, talvez por isso ele desperte menos interesses, mas tudo bem.

            Estou terminando este livro do Rubens Valente e achei muito bom.

            No livro há um apanhado geral sobre o personagem DD e também vários outros, como Gilmar Mendes e o próprio Protógenes. Ele explica que, no caso do delegado Protógenes, houveram erros, mas na opinião do autor, muito mais acertos. Além do que o DD já fora alvo de outras ações da PF, muito antes do Protógens entrar na estória. O DD atua nos meios políticos/financeiros desde o governo Collor, mais fortemente no governo FHC, com as privatizações.

            Protógenes acabou virando deputado depois, como que para se defender. Ficou acuado, sofreu vários processos internos na PF, o que também ocorreu com o Juiz Fausto de Sanctis em relação ao judiciário. Ele ficou acuado, percebeu a fama que recebeu em alguns meios e resolver tentar ser deputado, no que foi bem sucedido. Não foi uma armação desde o início com o objetivo de ser deputado, as coisas claramente foram acontecendo.

          • André, leia o livro, depois…

            Prezado aconselho-o, a ler o livro, que disseste ter comprado e não ter lido. Ele é imprescindível, para quem quer conhecer os bastidores das atuações do Oportunity, ou seja a “quadrilha” do Daniel Dantas, e seu exército de advogados, admiradores(como você) e até de juízes do STF, do STJ , que preferiram “escurrachar”o trabalho árduo do Del. da PF, Protógenes Queiróz, que ao contrário do que você tenta provar, nem queria virar político, as circunstancias o obrigaram a refugiar-se no Congresso, para ter um mínimo de impunidade, coisa que seu cargo na PF, não impedia, e cuja carreira, foi definitivamente encerrada, com a desmoralização, feita por um juíz do STF, que tambem estava(e ainda deve estar) na folha de pagamentos de qualquer uma das empresas do Daniel Dantas.

            Quanto a comparar o D.D ao Eike, eles são tão diferentes, como a água do vinho, e a prova disto, é que o segundo está pagando(financeira e judicialmente) pelas estripulias financeiras que fez, enquanto o D.D, transformou-se de acusado em acusador.

          • O que? O Eike está pagando o

            O que? O Eike está pagando o que?  Foi preso ? Pediu recuperação judicial, se pagar 10% do que deve será muito, mas a maior parte do que ele arrecadou foi por equity, ações e ai não precisa devolveer um centavo, quem investiu perdeu 99%.

            O DD não deu prejuizo a acionista, a Santos Brasil ganhou em 2013    R$ 254 milhões em lucro liquido depois de imposto de renda, o DD nunca colocou Ferrari na sala para exibir, é muito mais discreto, continua sendo um financista ultra polemico mas continua tendo gente que investe com ele, já o Eike só tem perdedores em seu circulo, a começar pelo BNDES,  e prejudicou imensamente o nome do Brasil, numa escala infinitamente maior que o DD.

            O caso da prisão do Pitta que não teve absolutamente nada a ver com o DD, com o Cesar Tralli invadindo a casa dele com o microfone na mão as 5 horas da manhã , o Pitta já doente terminal e no ostracismo politico foi uma das coisas MAIS INDIGNAR JA FEITAS NA VIDA POLITICA DOS ULTIMOS ANOS e voce ainda elogiam essa “”operação”” de m…. porque acham que atingiria o FHC, faça-me o favor e ainda acham que o Eike é muito melhor, não dá para acreditar.

    • Realmente, o melhor livro dos

      Realmente, o melhor livro dos últimos anos sobre o “submundo” a que estamos imunes no dia a dia da vida de proletários/bancadores de impostos.

      Sobrepujou, inclusive, o “Privataria Tucana”.

      Li o “Satiagraha”, do Protógenes Queiroz (para “ouvir” a verão dele) e tô começando o “assassinato de reputações”, do Romeu Tuma Jr. (também aborda a operação satiagraha, dentre outros assuntos).

      E fica a pergunta: por que livros (ou capítulos…) de livros como esses não fazem parte do cotidiano escolar no Brasil?

      Afinal, essa é parte da “história republicana” de nosso país…

  3. O ataque descabido

    Talvez grande parte das pessoas não percebAm a tática da diReita! ATACAR COM QUALQUER ARGUMENTO PARA CRIAR DUVIDAS! Isto vale pa o Chaer, como para o Gilmar Dantas, como para o Batman, como para qualquer dos grandes meios de comunicação – PIGs.

    O Governo e o PT tem que reagir e tomar todos os cuidados. Não basta fazer um bom governo! A direita quer a “boca” de forma mais direta e lucrativa. Quer prIvatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Embrapa, Banco Central autonomo e ligado aos bancos e de tudo mais que é rentavel e mais ainda estratégico! 

    Sem o Banco do Brasil e a Caixa Federal, como o governo conseguiria distribuir ajuda financeira,  quando da crise dos bancos americanos e europeus. A direita quer deixar o governo sem meios de reação para poder ordenha-lo a vontade e o PIG é o instrumento de agressão com a sua mentiras e inverdaes. 

    Só posso dizer uma vez mais “ACORDA DILMA, ACORDA PT’!

  4. Rubens Valente

    Torna-se cada vez mais difícil praticar jornalismo isento na Federação de Corporações. Eu mesmo, na minha insignificância do blog que mantenho em Terra Magazine, recebo uma saraivada de ofensas e mal escrita por ter convicções de esquerda que nutro há 50 anos.

    Muitas vezes tenho vontade de desistir. Não ganho um tostão nem qualquer influência com o que escrevo aqui, ou em CartaCapital, ou no próprio blog. Não desisto quando lembro das pressões que hoje sofre Rubens Valente, Mário Magalhães, Amaury Ribeiro Jr., e o próprio Luís Nassif. Assim como Bob Fernandes, meu editor em Terra Magazine.

    Mas o desequilíbrio trazido pela internet, que Nassif vê como saudável para o jornalismo, me parece, cada vez mais, a pá de cal sobre as possibilidades que esses 12 anos de PT no poder poderiam ter feito para quebrar o acordo secular de elites que governa o País.

    O PT fez inúmeros erros, continua fazendo, ainda assim foi o primeiro partido, sob inspiração de Lula, a pensar num projeto de inserção social, fato inédito no Brasil.

    Poderia ter feito melhor? Não sei. As melhores cabeças do blog, sobretudo a do Nassif, poderiam responder isso melhor do que eu, um militante de esquerda, desde os barracões da Ciências Sociais, na Cidade Universitária, que nunca abriu mão de suas opiniões, mesmo sabendo que trabalharia em agronegócios para sobreviver.

    A decepção é enorme, como também o é a esperança de que o Nassif tenha razão na crença de que o país não perderá essa nova oportunidade histórica.

    • O Nassif tem razão, sim.

      Amigo Rui, acho que o Nassif tem razão em acreditar que na continuidade deste governo popular,a experiencia de 3 gestões à frente do governo federal, dará ao PT, o tempo necessário para completar o seu compromisso com a maioria do povo brasileiro, mesmo tendo contra sí e seus programas, a mais terrível perseguição da grande mídia, e não perderá a chance de aproveitar esta oportunidade histórica.

    • O fato é que Gilmar Mendes é

      O fato é que Gilmar Mendes é personagem ATIVO nessa ytrama toda. Basta lembrar dos dois habeas corpus concedidos para livrar a cara do banqueiro que foi FLAGRADO oferecendo propina. E depois o plenário do STF hipocritamente coonestou o esbirro.

  5. Ser amigo íntimo do Gilmar Mendes,…

    Se todas as insinuações do Márcio Chaer, caem no vazio, quando sabemos que ele é amigo íntimo do ministro do Supremo Gilmar Mendes, o mais trapalhão juíz daquela côrte, e que estava tão comprometido com o Daniel Dantas e o Oportunity, que atropelou todo o processo, e as investigaçoes que durante anos, foi feita dentro do conceito legal, pelo Del da PF, Protógenes Queiroz, e desacreditou um magistrado federal, alem de toda a Operação Satiagraha, que não só prenderia os “lobos” do Oportunity, como moralizaria o criticado plano privatista dos governos tucanos, e suas implicações. A queda-de-braço do STF contra a Operação Satiagraha, foi encerrada pela brustal e indevida  interferencia do citado ministro e pelas defesas muito bem pagas, das bancas de advocacia, uma das quais, a do Márcio Chaer.

    A maior prova, de que a sociedade civil, não “engoliu” o resultado deste processo, e a inversão dos valores, com o acusado virando acusador, foi a eleição do Protógenes para a Câmara Federal, e o sucesso editorial deste livro, defenestrado pelo crítico do Conjur.

  6. Vendo o Rubens Valente no

    Vendo o Rubens Valente no Roda Viva ontem eu fiquei com a impressão de que ele foi convidado para o programa para desqualificarem o seu livro. Que obsessão era aquela do apresentador com o Lula? E uma convidada que ficava querendo tirar posições pessoais dele para desqualificar o valor da sua pesquisa.

    Eu não assisti a entrevista do Tuma. Eles tentaram desqualificar o livro como fizeram com o Valente? O detalhe é que todas as vezes que o desonesto Augusto Nunes desqualificava o trabalho porque o Lula e sua família não estavam incluidos, ele começava falando que ele era um ótimo reporter e bla bla bla bla bla bla.

    O Samuel Possebon escreveu um texto ontem falando da não inclusão do Cantidiano no livro e citou o Roda Viva. Entretanto o “jornalista” escolhido pelo apresentador porque citou o Roda Viva foi o Márcio Chaer. Ainda bem que o Valente perdeu a paciência e rasgou o verbo sobre o escolhido por Nunes.

    De quem será que partiu a pauta para convidar Valente para o Roda Viva? Psdb? Gilmar Mendes? Daniel Dantas? Pois se a pauta deles não partiu, muito lhes serviu.

  7. Cade o MP para investigar Chaer – Dantas?

    Uma simples pesquisa na internet traz informações detalhadas que clamam por uma atuação do Ministério Público Federal para desvendar as motivações de jornalistas/assessores de imprensa como Marcio Chaer.

    Por exemplo ao ler a matéria abaixo se observa que 52 milhões de reais foram pagos pela Brasil Telecom para advogados que trabalharam para Daniel Dantas. Os 52 milhões não encontram contrapartida em trabalho. Então foram para que??? O Mensalão acusou um publicitário de repassar dinheiro através de contratos que ele recebeu sem trabalhar. Mas os advogados não podem ser investigados??? Por que???

    http://www.teletime.com.br/05/05/2006/brt-apura-contratos-de-r-52-milhoes-com-advogados-em-favor-de-dantas/tt/62546/news.aspx

    O MP pode também usar o Internet Archive para recuperar o site antigo das empresas do assessor de imprensa Chaer, cuja maioria dos “clientes” são advogados, alguns que aparecem na lista dos honorários advocatícios superfaturados na Brasil Telecom de Dantas:

    http://web.archive.org/web/20080119190358/www.original123.com.br/clientes.php

    O Chaer continua livre distribuindo suas ilações e calúnias. Alguém precisava convocá-lo para explicar seus patrocinadores milionários e estes por sua vez explicarem o que fizeram para ganhar tanto dinheiro da empresa que o Daniel Dantas controlava.

  8. Como sempre digo e repito,

    Como sempre digo e repito, desde a minha graduação em Direito na USP, e principalmente agora como servidor concursado em tribunal, não abro o Conjur de jeito algum, qué é para não colaborar com aquilo sequer com pageviews. Nunca tive colega sério que citasse aquele site, mas nas poucas vezes em que ouvi o nome, não hesitei em lembrar os incautos do episódio Oportunity, nem das discussões sobre matérias feitas para influenciar o Judiciário em casos atuais. Quem tem que influenciar o judiciário é a doutrina, falando em tese. Ou as partes, falando nos autos. Todo o mais é influencia e lobby indevido, excetuados os casos de jornalismo, como o praticado aqui no blog.

    Não conhecia Rubens Valente. Mas pelas suas colocações e postura, certamente vou comprar o livro. E ao que parece este blog me traz mais uma referência no mundo do jornalismo. É para isso que lemos lugares com fontes confiáveis todo dia. A construção de uma sociedade melhor se faz com o pequeno gesto de dar visibilidade a pessoas melhores, e tentar evitar que os amigos leiam abobrinhas em lugares pouco confiáveis.

  9. NA COVA DOS LEÕES – Leandro Fortes (facebook)

     

    O submundo comandado por Daniel Dantas bem que tentou intimidar Rubens Valente, no mesmo dia da entrevista dele no Roda Viva, da TV Cultura. Em um artigo publicado no site Brasil 247, Marcio Chaer, dono da assessoria de imprensa Bajulador Jurídico, atacou Rubens e o livro Operação Banqueiro para defender seu principal cliente, Gilmar Mendes.

     

     A razão é óbvia. No livro, fica claro que Mendes trabalhou de forma decisiva para livrar a cara do banqueiro bandido Daniel Dantas, a quem concedeu dois habeas corpus em menos de 48 horas, um recorde mundial. Além disso, Rubens demonstra de forma absoluta como o ministro, então presidente do STF, trabalhou diuturnamente para desqualificar a Operação Satiagraha e esconder os crimes de Dantas.

     

     A presença serena e profissional de Rubens no programa, normalmente uma Roda Morta a serviço dos interesses tucanos, foi gratificante em todos os sentidos. Como grande jornalista que é, não fugiu de nenhuma pergunta e deu uma visão clara e definitiva sobre o assunto.

     

     Achei estranha apenas a participação da jornalista Laura Diniz, que foi apresentada por Augusto Nunes como alguém especializado “também na cobertura de assuntos judiciais”. Eu não sei se virou uma coisa comum, mas eu nunca tinha visto um jornalista avulso no programa, alguém que não leve o crédito de ao menos pertencer a um blog jornalístico.

     

     O fato é que, em sintonia com o apresentador Augusto Nunes, também colunista da Veja, Laura Diniz mostrou-se preocupadíssima em proteger a imagem de Dantas e puxar a entrevista para uma suposta participação – negada, todo o tempo, por Rubens Valente – do ex-presidente Lula. Laura também se mostrou particularmente frustrada por não ter achado no livro mais histórias contra Luis Demarco, inimigo número um de Daniel Dantas e, por extensão, de seus amigos Chaer e Mendes.

     

     Uma olhada no Google me diz que Laura Diniz foi repórter do Bajulador Jurídico e da Veja. Em 2012, fazia parte de um time que analisava o julgamento do mensalão, no STF, ao lado de lumiares como Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo. Onde trabalha, hoje, não descobri.

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