Os bagaços de Eduardo Cunha a Sérgio Moro, por Emiliano José

Por Lucinei Lucena
comentário no post Aécio prova o cálice amargo da Inquisição que ele instaurou, por Luis Nassif

Os bagaços: de Cunha a Moro

Por Emiliano José

Fico olhando, de soslaio.

Quando há crise de hegemonia, a volatilidade das figuras políticas dominantes é altíssima.

Os de cima navegam entre o pragmatismo e a traição.

Valer-se de figuras sem princípios para atingir objetivos de um preciso instante torna-se regra.

Aliada a outra: descartá-las logo que percam utilidade.

Eduardo Cunha foi essencial no golpe contra Dilma, preservado enquanto conduzia-o “com Supremo e tudo”, no dizer jucaniano.

Alcançado o objetivo, é jogado à masmorra, como traste imprestável.

E que não fizesse delação.

Michel Temer, alçado à presidência pelo mesmo golpe, prepara o terreno para o sucessor, com um pacote de maldades consistente contra os trabalhadores.

Terminado o serviço, voam no pescoço dele.

Não serve mais pra nada.

Como não atrapalha, pode esperar em liberdade – e é da lei que assim seja.

Como Aécio Neves, tão útil na preparação do golpe.

Como Serra, escanteado, mas livre.

Como FHC, um pavão sem serventia atualmente, não obstante aliado da Inquisição.

São laranjas maduras.

O próximo tirou licença por alguns dias.

É laranja madura na beira da estrada.

Prestou inimitável serviço à destruição dos pilares da Nação.

Prendeu o principal líder de nossa história, Lula, que ganharia a eleição com um pé nas costas.

Combinou ganhar em troca a Justiça.

Tudo que é sólido desmancha no ar.

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Não tem mais nenhuma utilidade.

Atrapalha, quem diria, até o governo da extrema-direita, morou?

O jornalismo sério o interceptou – desculpem o trocadilho.

Moro será uma triste lembrança na história.

Um bagaço.

Lula, ainda preso, eterna presença no coração do nosso povo.

 

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2 comentários

  1. Artigo cirúrgico. Assim é, assim será.
    Moro é laranja madura. Bichada e tem marimbondo no pé.
    Já foi chutado mas, mantém a pose.
    É do jogo.

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