Os dados da pandemia que confortam o governo de São Paulo no plano de retomada

Para a equipe de Doria e do prefeito Bruno Covas, a evolução do coronavírus está dentro do esperado e o importante é a capacidade de leitos instalada e a estabilidade no número de internações e óbitos

Jornal GGN – O governador João Doria insiste no script anunciado no final de maio para a retomada gradual e faseada de comércios e serviços suspensos durante a pandemia de coronavírus, o chamado Plano São Paulo. Nesta quarta (3), em coletiva de imprensa, ele e sua equipe exibiram alguns números que respaldam a decisão do Estado em flexibilizar a quarentena, mesmo sob críticas e questionamentos acerca das consequências de um afrouxamento a partir de 15 de junho.

Somente um dia após São Paulo bater recorde no número de mortes por covid-19 (foram 324 óbitos em 24 horas, anunciados na terça-feira), Doria afirmou que o estado é hoje o nono no Brasil na proporção de óbitos por número de habitantes. A melhora no ranking é creditada ao preparo realizado em parceria com os prefeitos, em especial a ampliação de leitos totais em 60% e o dobro de UTI com 7 novos hospitais de campanha somente na capital.

Hoje, o estado acumula 7.994 mortes causadas pelo vírus sem remédio e sem vacina, e soma 118 mil casos confirmados. Segundo o governador, países da Europa que se preparam para a reabertura têm taxas de óbito por milhão de habitantes de 2,5 até 3,5 vezes superiores a de São Paulo.

O crescimento diário de casos confirmados – na casa dos 4% – e de mortes – pouco acima dos 3% – não assusta o governo Doria, porque está dentro das projeções estudadas.

“Para o governo do Estado e para o Centro de Contingência, não há surpresa nos números que estão sendo anunciados”, disse o vice-governador Rodrigo Garcia, quando a imprensa questionou se o Plano São Paulo não é precipitado, tendo em vista que os casos e mortes continuam batendo recordes diários.

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O médico João Gabbardo, secretário-executivo do Comitê de Contingência contra o coronavírus, afirmou que não houve, nas últimas duas semanas, uma piora no quadro da pandemia. “O que temos é a elevação no número de casos novos vinculado ao aumento da testagem.” Para ele, esse resultado era esperado considerando que São Paulo, assim como outros estados, começou a fazer mais testes rápidos para covid-19.

“O importante é que ocupação dos leitos reduziu e número de óbitos também. A comparação da semana passada com a semana anterior não mostra aumento na velocidade de numero de óbitos. Pelo contrário, ela mostra redução no percentual de crescimento de óbitos”, insistiu.

OS DADOS PRECIOSOS

Na semana passada, o governo e a prefeitura de São Paulo já haviam anunciado que a taxa de reprodução do vírus está em torno de 1 no município administrado por Bruno Covas. A média na Grande São Paulo era de 1,5%, enquanto no Estado, graças ao avanço do coronavírus pelo interior, 1,7%. Quando a taxa de reprodução cai abaixo de 1, especialistas consideram que a pandemia estabilizou. Covas comentou que é o que espera para a capital antes do dia 15 de junho.

Nesta quarta, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, principal porta-voz do Plano São Paulo, apontou para outros dois dados que merecem ser “celebrados” na visão do governo: (1) a capacidade do sistema de saúde – que conseguiu ampliar de 11,8 para 13,3 o número de leitos por 100 mil habitantes  – e a (2) estabilidade no número de internações.

Covas, que recebeu autorização para flexibilizar o isolamento social na frente (e em descompasso) de outros municípios da Grande São Paulo, ilustrou a questão das internações em UTI e afirmou que a cidade “atingiu o platô”.

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Segundo ele, no final de março e começo de abril, São Paulo assistiu a uma “subida abrupta” no número de “entradas em UTI”, que giravam em torno de 28 casos diários. Esse número cresceu, atingiu as 33 internações diárias, em média, por volta do dia 15 de abril. No mês seguinte, continuou a subir e chegou a 52 internações diárias em UTI. “Por duas semanas esse número foi mantido, atingimos um platô – e muito desse platô se deve, inclusive, ao uso obrigatório de máscaras – e o que a gente observa nas últimas duas semanas é uma fase decrescente de solicitações de leitos de UTI na cidade de São Paulo.”

Segundo Covas, “são esses os números que a capital conseguiu atingir. A preocupação central é que a gente não retroceda”, comentou.

Enquanto o estado tem cerca de 85% de ocupação de leitos por coronavírus, a capital de São Paulo tem taxa de 63% somente em UTI. Para Covas, o lado positivo é que se trata do “segundo dia seguido com uma taxa abaixo dos 70%”.

“O município esta na fase 2 [do Plano São Paulo]. Se a gente conseguir manter a taxa média [de ocupação em UTI] em 63%, que foi o que a gente conseguiu nos últimos 7 dias, a gente vai para a fase 3.” Nesta etapa, shoppings centers podem reabrir com horário reduzido e medidas de proteção, por exemplo.

Na próxima quarta-feira (10), o governo estadual deve anunciar à imprensa o resultado da análise dos dados da última quinzena, utilizados para classificar cada uma das regiões do Estado em níveis de flexibilização que vão do 1 ao 5.

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Durante a coletiva, Covas foi reticente quando questionado sobre a reabertura dos comércios antes do dia 15, para aproveitar o Dia dos Namorados.

Quanto aos municípios que queimaram etapas do plano sem anuência do Estado, Doria afirmou que estes vão responder ao Ministério Público.

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4 comentários

  1. Meus parabéns a Dória(não acredito q escreví isso)se efetivado, meu agradecimento por todos pais de família q precisam levar o pão para casa e q não se curvaram a este VÍRU$$$$$$$ (VÁ.CLNA)
    Obs:Há vastos vídeos e documentos desde 2010 q anuncia q iria haver uma pandemia,q premonitório não?Quem se cala é cúmplice !!
    Obs2:Em respeito ao ggn #fique em casa !!!

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  2. Tudo farinha do mesmo saco, e pra quem acredita que estão preocupados com os pequenos está enganado, quem manda e desmanda são os grandes….

  3. Ah! É assim então. Controle da pandemia pra vocês é isso mesmo? Estabilizar o uso de UTI para COVID-19 abaixo de 70%? E aí continuar morrendo diariamente mais de 300 habitantes, por dia, no estado até atingir a meta de mortos?
    Cambada de assassinos? Qual é a meta de mortes? Combinaram com o Jair? 45.000 MORTES É A COTA DO ESTADO DE sÃO pAULO?
    Enquanto isso, no Vietnam, com 97 milhões de habitantes, o dobro do estado de São Paulo, quase metade da população brasileira, mais de 1000 km de fronteira com a China, que adotou bloquei total com apenas 10 casos confirmados, controlando o mal em seu nascedouro, acabou tendo um total de 328 contaminados, 298 já recuperados, 30 ativos e apenas 1 caso crítico e NENHUMA MORTE. Já voltaram a trabalhar, enviou ajuda inclusive para seus algozes americanos e muitos outros países. Pasmem, a economia projeta um crescimento de 2% do PIB. Lá, o governo cuida do povo e o povo vivo salva a economia. VIVA OS VIETNAMITAS.
    No passado derrotaram os americanos. No presente, já controlaram o COVID-19, novo inimigo.

  4. Ah! É assim então. Controle da pandemia pra vocês é isso mesmo? Estabilizar o uso de UTI para COVID-19 abaixo de 70%? E aí continuar morrendo diariamente mais de 300 habitantes, por dia, no estado até atingir a meta de mortos?
    Cambada de incompetentes, dissimulados, desumanos. Qual é a meta de mortes? Combinaram com o Jair? 45.000 MORTES É A COTA DO ESTADO DE SÃO PAULO?
    Enquanto isso, no Vietnam, com 97 milhões de habitantes, o dobro do estado de São Paulo, quase metade da população brasileira, mais de 1000 km de fronteira com a China, adotou bloquei total, barreiras sanitárias em cada esquina, com apenas 10 casos confirmados, controlando o mal em seu nascedouro, acabou tendo um total de 328 contaminados, 298 já recuperados, 30 ativos e apenas 1 caso crítico e NENHUMA MORTE. Já voltaram a trabalhar, enviou ajuda inclusive para seus algozes americanos e muitos outros países. Pasmem, a economia projeta um crescimento de 2% do PIB. Lá, o governo cuida do povo e o povo vivo salva a economia. VIVA OS VIETNAMITAS.
    No passado derrotaram os americanos. No presente, já controlaram o COVID-19, novo inimigo.
    ISSO SIM, EU CHAMO DE CONFORTANTE, PENA QUE NÃO É PARA O MUNDO TODO, INCLUSIVE NÓS POBRES BRASILEIROS ABANDONADOS.

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