Os moradores da Juréia e sua expulsão


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AJJ (Associação dos Jovens da Juréia) / UMJ (União dos Moradores da Juréia):

 

VAMOS ASSINAR ESTE ABAIXO-ASSINADO !

 

O FUTURO DAS COMUNIDADES CAIÇARAS DA JURÉIA DEPENDEM DIRETAMENTE DO SEU APOIO.

ASSINEM E DIVULGUEM!

 

LINK DO ABAIXO-ASSINADO

 

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6272

 

Juréia Terra de Caiçaras

 

Histórico de ocupação da Juréia

 

“O modo de vida das comunidades tradicionais caiçaras deve ser tomado como exemplo de conservação ambiental para o planeta, e não como risco de degradação ambiental”

 

      Logo após o descobrimento, na colonização do Brasil, começaram a chegar as primeiras famílias na Juréia, eram espanhóis e portugueses, onde em uma miscigenação entre povos europeus, negros e indígenas que habitavam a região formou a população caiçara que além do conhecimento herdado dos aborígenes que habitavam aquela região antes da colonização, que detinham técnicas apuradas de extrativismo e de cultivo apropriado às variáveis do ambiente onde viviam.

      Com o passar do tempo o saber colonizador europeu veio sendo aprimorado de forma positiva para aquele ambiente.Desde então, a somatória desses conhecimentos aplicados em inúmeros campos ligados ao uso racional dos recursos naturais como na pesca, caça e agricultura, bem como em relação a fenômenos naturais como maré, fases da lua, época do ano e suas interferência no que se diz respeito ao dia-a-dia do trabalho na lavoura vem sendo utilizado em prol da sua própria sobrevivência, conhecimentos tradicionais lapidados pela experiência e convívio com o meio ambiente, que se comprovou de maneira sustentável. Desenvolveram também, ao longo do tempo, inúmeras manifestações culturais na religião, em suas musicas e danças, comidas típicas e artesanato, que por sua vez eram utilizados no seu dia-a-dia, como colheres de pau e gamelas como instrumentos da cozinha, canoas e redes para pesca e violas e rabecas para o fandango.

      Hoje todos esses conhecimentos são sugados e utilizados por diversos pesquisadores, que na sua grande maioria não devolvem nenhum retorno as comunidades e muito menos créditos em suas pesquisas.

      A existência das comunidades caiçaras além de reterem todos esses conhecimentos e muitos outros, desempenham um papel de extrema importância para a conservação e manutenção do meio ambiente, como por exemplo, o controle e reposição de espécies, limpeza dos córregos rios e riachos restabelecendo o do fluxo das águas e recuperando a função florestal por conseqüência a irrigação da floresta e o escoamento das áreas alagadas pelas chuvas impedindo a morte e estresse de inúmeras espécies animais e vegetais.

      Essas comunidades vêm a mais de quatro séculos utilizando os recursos naturais de maneira sustentável, o que proporcionou a conservação da Juréia até hoje. Estes dados reforçam a extrema importância do homem para a estabilização do ecossistema, principalmente na Juréia.

      Vários estudos técnicos confirmam que essa visão do homem fora do meio é ultrapassada, pois temos certeza que as comunidades fazem parte da natureza.

      Para que essas comunidades dêem continuidade a essa cultura, na sua função ecológica de conservação e convívio em completa harmonia com o meio ambiente, é preciso garantir a permanência das mesmas em suas terras. Para isso é necessário re-categorizar as áreas de uso de todas as comunidades caiçaras da Juréia em Reservas de Desenvolvimento Sustentável, pois Unidades de Conservação como Estação Ecológica não permite a manifestação de nenhuma dessas atividades culturais.

 

LINK DO ABAIXO-ASSINADO;

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6272

 

Governo de São Paulo- O Grande Vilão .

 

Quinta-feira, 10 de Junho de 2010 20:12

 

De: “Mongue Proteção ao Sistema Costeiro” <[email protected]>

 

Está circulando pela internet um abaixo assinado pedindo, textualmente: a RECLASSIFICAÇÃO DA ESTACÃO ECOLÓGICA DA JURÉIA-ITATINS em RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL e garantir do direito de permanência das comunidades da Juréia em seus territórios:

 

O pedido é acompanhado de uma carta ao Governador, reproduzida abaixo:

 

“Excelentíssimo Sr. Governador do Estado de São Paulo

Nós abaixo assinados, vimos por meio desta manifestar nossa indignação perante aos fatos acontecidos desde a criação da Estação Ecológica da Juréia-Itatins em 1986 até a ação civil pública nº 441.01.2010.001767-0, em 2010 que prevê 120 dias para que o Governo Estadual tome medidas cabíveis para a total desocupação da Juréia, incluindo todas as comunidades tradicionais, causando perdas irreparáveis de suas raízes culturais, tais como o artesanato, o fandango (musicas e danças), o mutirão, os saberes tradicionais, e os causos. Tal fato acarretará o HOLOCAUSTO das comunidades Caiçaras da Juréia, também causará grande impacto nas periferias das cidades. Lembramos que algumas famílias residem no local a mais de 300 anos, protegidas por diversas convenções internacionais, fato que tem sido completamente ignorado pelo Governo do Estado de São Paulo.

Tendo em vista que a única e definitiva resolução para esse dilema é a reclassificação da unidade de conservação e entendendo a gravidade e a urgência de resolução desta questão. Solicitamos ao Governo do Estado a reclassificação da ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA JURÉIA em RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL garantindo assim a permanência de todas as comunidades em unidades de conservação de uso sustentável, como construtoras de biodiversidade, preservando seus direitos de acesso a seus territórios a conservação do meio ambiente e conseqüentemente a manutenção de sua cultura para que as futuras gerações tenham direito a um meio ambiente equilibrado e socialmente justo. autor: Gilson do Prado Carneiro”.

 

OPINIÃO DA MONGUE – http://www.mongue.org.br/

 

A Mongue foi questionada por várias pessoas que queriam saber nossa posição a respeito, pois nossa organização tem lutado, em conjunto com moradores e  associações de moradores que atuam na Juréia, pela permanência e o uso sustentável.

Discordamos frontalmente desta iniciativa que busca a reclassificação dos 80 mil hectares da Estação Ecológica transformando a área em RDS – Reserva de Desenvolvimento Sustentável. É sabido que são poucas as áreas que ainda abrigam moradores e seria um erro esta reclassificação.

Uma iniciativa destas, generalizando toda a área apenas enfraquece as comunidades perante a opinião pública e encobre os erros cometidos pelo governo do Estado de São Paulo ao longo dos anos. Além de permitir que Vereadores e outros oportunistas embarquem nesta causa buscando apenas a auto-promoção.

O Ministério Público, usando de suas atribuições legais, ajuizou uma Ação Civil Pública para que a Secretaria do  Meio Ambiente do Estado de São Paulo cumpra com suas atribuições através da Fundação Florestal – órgão gestor das unidades de conservação. A ação se estende não só à EEJI, mas a toda área do Parque Estadual da Serra do Mar.

O Estado de São Paulo teve 24 anos para implementar na Juréia todas as ações ora requeridas judicialmente. E o que fez? Nada, pois nenhuma delas foi efetivamente aplicada. O Estado apenas amedrontou moradores e protegeu infratores.

Está na hora de expulsar, não os moradores, mas estes administradores relapsos, incompetentes que nada fazem.

O MINISTÉRIO PÚBLICO TEM QUE PEDIR A EXPULSÃO DO SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE E DOS  DIRETORES DA FUNDAÇÃO FLORESTAL. ESTES SIM, OS GRANDES VILÕES DA DEGRADAÇÃO DA JURÉIA.

 

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