Os norte-americanos e sua diplomacia do porrete

Há bem pouco tempo a dupla Bradley Manning e Julian Assange revelaram ao mundo as sujeiras da diplomacia norte-americana. O primeiro ficou preso e incomunicável por vários anos e foi condenado a mais de três décadas de prisão. O segundo segue encurralado há mais de dois anos na Embaixada do Equador na Inglaterra.  O mundo triturou os dois e segue seu curso rumo a uma paz a cada dia mais improvável.

A lógica imperial segue orientando a diplomacia dos EUA. Após apoiar e financiar bandos de nazistas ucranianos para derrubar um governo eleito, os norte-americanos endossaram sem restrições o novo tirano que comanda o regime de Kiev. Seguro em razão do seu protetor, Petro O. Poroshenko não hesita em mandar suas Forças Armadas bombardear civis inocentes nas cidades que resistem ao seu governo.

Em razão da crise, a Rússia recuperou o controle de sua base naval em Sebastopol e passou a enviar ajuda humanitária para as vítimas do novo governo ucraniano. Em razão disto, os EUA passaram a hostilizar o Kremlin. Sanções contra Moscou foram aprovadas pelos norte-americanos e “sugeridas” aos seus aliados europeus que, desarmados, nada podem fazer senão fazer salamaleques diante do imperador negro de alma branca que habita a Casa Branca.

O clima de guerra civil na Ucrânia vai sendo constantemente instigado pelos EUA. O país governado pelo vencedor do Prêmio da Paz Barack Obama  enviou instrutores militares para ajudar a treinar tropas de Kiev, acusou os russos de invadir a Ucrânia e de derrubar um Boing da Malasya Airlines em território ucraniano, despachou uma centena de seus tanques de guerra para a fronteira da Rússia e , pouco antes das conversações de paz em Minsk, anunciou que enviará uma centena de modernos aviões anti-tanques para reforçar a defesa do tirano Poroshenko

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As conversações de paz em Minsk resultaram num modesto cessar fogo. As causas do conflito, porém, não foram e não podem ser superadas sem que o país seja dividido ao meio. Aqueles que são fiéis a Kiev terão um país. Aqueles que falam russo e se sentem mais seguros longe das mãos dos nazistas ucranianos construirão seu novo país com ajuda da Russa.

O Presidente dos EUA, principal causador da crise na Ucrânia, não estava presente em Minsk. Obama preferiu ameaçar Putin por telefone. Ao governante russo o imperador de toda terra, de todo ar e de todos os mares disse que “sérias consequencias” ocorrerão caso a Rússia continue interferindo na crise ucraniana que ele mesmo criou. A resposta de Putin a Obama não foi e nem precisa ser divulgada. Desde a década de 1950 os russos riem das ameaças vãs feitas por imperadores norte-americanos. A Rússia sabe que pode reduzir centenas de cidades dos EUA a escombros contaminados de radiação e só não usa suas armas de destruição em massa porque os norte-americanos usariam as deles e todos sairiam perdendo.

“Olho por olho e dente por dente” não é uma boa política externa quanto todos os olhos e todos os dentes podem ser incinerados nas primeiras horas de uma guerra global total termonuclear. Deve ter sido por isto que os russos preferiram divulgar um vídeo com seus alegres submarinistas tomando banho de água gelada no Ártico http://sputniknews.com/art_living/20150212/1018170065.html . Obama, seu Ministro da Guerra Permanente e seus generais controlados pelos fabricantes de armamentos “made in USA” que estão sendo ou serão vendidos ao tirano de Kiev, poderiam fazer o mesmo. Seria bem melhor para todos nós se os norte-americanos esfriassem suas cabecinhas vazias num mar gelado qualquer antes que todos nós sejamos queimados num planeta devastado por uma guerra termonuclear.

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E já que estamos falando de devastação e de piras funerárias, impossível não lembrar o destino que teve o último imperador da morte que ameaçou um líder russo e que agrediu militarmente a Rússia. Com medo de cair nas mãos do Exército Vermelho, Hitler se suicidou no seu bunker próximo à Chancelaria do Reich e foi queimado com algumas latas de gasolina num buraco ao lado da entrada do mesmo. O que dirão Bradley Manning e Julian Assange se Barack Obama acabar sendo incinerado da mesma forma que Hitler no jardim das ruínas da Casa Branca?

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