“Papéis do Panamá” envolvem banco brasileiro denunciado em escândalo do CARF

A investigação conduzida pelo ICIJ, o consórcio mundial de jornalismo investigativo, publicada na imprensa mundial no domingo (3/4) trouxe mais preocupações aos controladores do Grupo Safra. Sua companhia financeira com sede em Luxemburgo (“paraíso fiscal” encravado entre França, Alemanha e Bélgica) foi apontada pelo diário suíço Neue Bürcher Zeitung (2/4) como “um dos maiores administradores de patrimônios da Europa” em um momento muito delicado.

 

A instituição de finanças suíça foi apontada pelo relatório do ICIJ como a segunda maior no mundo a providenciar empresas de fachada para seus clientes ((963). Vejam o gráfico abaixo:

O banco J. Safra Serasin é administrado desde 2012 pelos filhos do patriarca Joseph Safra: Daniel, Jacob e Alberto. O periódico suíço informou que os negócios na confederação helvética são prioridade para o grupo.

 

O momento não favorece esses financistas internacionais. Que tem origem em Aleppo, Síria, e uma boa e longa e frutífera passagem pelo Brasil. A revista Forbes, este ano, classificou Joseph Safra como “o banqueiro mais rico do mundo”.

 

O banqueiro foi acusado de pagar propina ao CARF- o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais- para evitar pagar multas. A Forbes (31/3) informou o mundo de fala inglesa sobre a Operação Zelotes. Que não tem a visibilidade internacional da Lava Jato. Joseph Safra está sendo investigado por suspeita de pagamento de suborno ao CARF em troca de um parecer favorável a uma subsidiária de seu grupo, a JS Administração de Recursos. Que livraria o conglomerado financeiro de uma multa de 1,8 bilhões de reais devidas ao órgão.

 

Um porta-voz anônimo do grupo adicionou que “não houve impropriedades de nenhum dos negócios do Grupo Safra. Nenhum representante do grupo ofereceu algum benefício no julgamento do Tribunal”, declarou o funcionário em nome dos donos da corporação à Forbes.

 

A corporação financeira internacional tem raízes no Brasil, mas seu passado e ambições futuras a qualificam mais como uma entidade financeira internacional. Ela só apareceu no relatório da investigação publicada no domingo porque é a segunda maior entidade financeira do mundo em número de solicitações de contas para seus clientes em paraísos fiscais no planeta. Segundo registros da Mossack-Fonseca, a maior vendedora mundial de firmas de “fachada”.

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