Para PGR, divulgação integral de vídeo fortaleceu discurso político de Bolsonaro

De acordo com PGR Augusto Aras, não era necessária a divulgação integral da gravação, já que apenas dois trechos têm ligação com as investigações

Foto: Nelson Jr. | STF

Jornal GGN – A Procuradoria-Geral da República considerou nesta sexta-feira, 22 de maio, que a divulgação integral do vídeo ministerial fortaleceu o discurso político de Jair Bolsonaro (sem partido), sem concluir que as falas foram criminosas. 

Para o procurador-geral da República, Augusto Aras, não era necessária a divulgação integral da gravação, uma vez que apenas dois trechos têm ligação com as acusações de Sérgio Moro sobre a interferência de Bolsonaro nos trabalhos da Polícia Federal. 

De acordo com Aras, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, pela divulgação integral do material, dá “viés político em uma investigação que deveria se ater ao campo criminal”, destacou o jornal O Globo. 

Em manifestação enviada ao STF, o PGR já havia informado que “a divulgação integral do conteúdo o converteria, de instrumento técnico e legal de busca da reconstrução histórica de fatos, em arsenal de uso político, pré-eleitoral (2022), de instabilidade pública e de proliferação de querelas e de pretexto para investigações genéricas sobre pessoas, fatos, opiniões e modos de expressão totalmente diversas do objeto das investigações”.

 


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7 comentários

  1. É fato que a divulgação maior do que a necessária ao processo traz viés politico.
    Por outro lado (sem justificar), tal divulgação teve o efeito positivo de se conhecer (mais) o lixo que é este (des)governo, algo reconhecido, criticado e até ridicularizado internacionalmente (para nossa vergonha).
    Evidentemente, isto não é reconhecido pelos mínions e acirra a polarização, criada e mantida por eles próprios.
    Note-se que esta tão falada polarização, que não era “acirrada” até as “jornadas de junho/13”, é de um lado ativa e agressiva, na superfície e submersa. De outro, discursiva em “notas de repúdio”.
    Não se está falando de milícias armadas para “gerar medo” (®Sara “Winters”), mas de ações (institucionais) firmes e contundentes, como interpelar judicialmente ou extra o Gal.Heleno, para esclarecer as motivações pela sua mensagem e afirmações nela contidas. Ou retratação, pois sem sem ser um Poder (é só um auxiliar) atacou sem causa um outro Poder.
    Ou continuaremos a ser comidos pelas beiradas, a ser cozidos como sapos.

    • Acrescente-se que o papel principal do PGR é se manifestar sobre o processo, dando-lhe o devido destino, sob pena de prevaricação, qualquer que seja ele.
      Julgar atos do ministro é secundário (ou mesmo indevido), principalmente se não vier acompanhado de comentários sobre o processo (no caso o vídeo).
      O correto, na verdade é ficar calado, fazer seu trabalho e apresentar o resultado.

      • E mais:
        Uma vez divulgado o vídeo ao público, o PGR tomou conhecimento de DÚZIAS de fatos que requerem abertura de OUTROS processos.
        Desnecessário listá-los, pois aqui e na mídia estão mencionados às carradas (exs: Weintraub, Ricardo Salles, etc.)
        Se não abrir, prevaricará, sujeito a impeachment.

  2. O discurso do presidente é Deus acima de tudo, Brasil acima de todos. Nas palavras da DAMARES, esse é um governo que agrega valores. Então, Caralho, ele não vai esperar foder a família dele nem seu amigo para trocar o Degolado Geral da PF

    Enquanto isso, eles vendem o Brasil na calada da noite, né, Onyx?

    Os meus sonhos foram todos vendidos, tão baratos que eu, tal qual o Cazuza, nem acredito, nem acredito

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