Partido de Morales lidera intenções de voto na Bolívia

Ex-ministro da Economia no governo Evo, Luis Arce é o candidato do MAS; cinco frentes de direita e uma de centro enfrentam sigla de esquerda

Luis Arce, ex-ministro da Economia de Evo Morales e candidato à presidência da Bolívia pelo MAS. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Três meses após a queda de Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS) aparece liderando as pesquisas para as eleições na Bolívia, programadas para 03 de maio.

O candidato do partido à presidência é o ex-ministro da Economia Luis Arce, tendo o líder indígena David Choquehuanca como vice. Morales foi indicado pelo partido para disputar a vaga no Senado pela região de Cochabamba.

Segundo informações do jornal El País, o ex-presidente conseguiu seu registro eleitoral, mas dificilmente o Tribunal Eleitoral aceitará sua candidatura, uma vez que o ex-presidente está exilado na Argentina e as regras eleitorais exigem que o candidato more no país durante os dois anos anteriores às eleições.

Ao registrar suas listas, Arce declarou que sua plataforma representa os interesses dos mais pobres, dando ênfase aos indígenas, camponeses e as classes médias empobrecidas.

Enquanto foi ministro da Economia no governo de Evo Morales, Arce estabilizou a moeda boliviana e levou o país a atingir estabilidade macroeconômica, além de corrigir o déficit fiscal e ampliar as reservas, segundo o jornal Folha de São Paulo. O país também conseguiu reduzir seu nível de pobreza – passando de 38,2% em 2005 para 17% em 2018.

A disputa eleitoral na Bolívia concentra cinco formações de direita, com destaque para a Juntos, que tem como candidata à presidência a atual presidente provisória Jeanine Añez e à vice-presidência Samuel Doria Medina, tradicional opositor de Morales; e a chapa composta por Luis Fernando Camacho e Marco Pumari, que se atribuem a responsabilidade pela saída de Morales do poder.

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O ex-presidente Carlos Mesa é o único em uma posição central, e a principal carta da oposição nas últimas eleições, com 37% dos votos. Embora sua intenção de voto tenha caído, ele aparece como o primeiro ou o segundo rival do MAS na maior parte das pesquisas.

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