PBH cria falsa versão para esconder obras criminosas

Prefeitura de BH, com a cumplicidade do Governo de Minas, inventou “2ª maior chuva dos últimos 100 anos” para enganar a população

Evidente que as chuvas que têm caído na capital e em todo estado de Minas Gerais estão acima do normal. Inacreditável, porém, é a que ponto chegou a administração pública mineira ao valer-se de mentiras procurando isentar-se de culpa e responsabilidade pelos lamentáveis fatos ocorridos em função das chuvas que caem sobre o estado e principalmente sobre a capital mineira. A imprensa, que teria a responsabilidade de aferir e denunciar qualquer tipo de “armação” contra a sociedade civil, alia-se na divulgação de fatos sabidamente mentirosos como se fossem científicos na tentativa de dar credibilidade aos mesmos.

Desde a ocorrência dos incidentes e inundações causados na capital mineira pelas primeiras chuvas de dezembro deste ano, Novojornal saiu à procura de explicações com especialistas na área hidrológica e meteorológica. Após quase uma semana de consultas sem conseguir que técnicos falassem a respeito, nossa reportagem decidiu procurar integrantes de um grupo de pesquisa da área existente na UFMG, que se recusaram a dar qualquer informação sobre o que estaria ocorrendo alegando receio de contradizer colegas que prestam “consultoria” a construtoras e ao governo.

Ao perceber que as “chuvas em BH” eram assunto proibido, a reportagem do Novojornal resolveu mudar o alvo da pesquisa e procurar técnicos da área que já haviam se aposentado, desta forma não sujeitos à mesma preocupação existente em relação aos profissionais ainda na ativa. O resultado foi inesperado. Porque além de conseguirmos as explicações sobre as verdadeiras causas das enchentes que castigam a capital mineira, tomamos conhecimento de um “esquema”, montado para encobrir a verdade.

Em relação às inundações que vem ocorrendo em Belo Horizonte, nossa reportagem teve acesso a um relatório que foi entregue ao Governo de Minas e à Prefeitura de BH há quase quatro anos. Este relatório já previa e advertia sobre possibilidades, motivos e as graves consequências destas inundações. Além de atribuir as inundações ao crescimento de áreas impermeabilizadas devido à expansão da malha urbana o relatório advertia:

“… serão inevitáveis os alagamentos devido a duas intervenções. A duplicação da Avenida Antonio Carlos e da Cristiano Machado com a construção de diversos viadutos e elevados quadriplicando a área impermeabilizada de solo na bacia hidrográfica já saturada, sem que qualquer obra de ampliação das calhas de drenagem seja realizada.

“… com a impermeabilização de solo, a velocidade da água das chuvas vai multiplicar-se exponencialmente estourando galerias e outras redes pluviais”.

Segundos os técnicos procurados por Novojornal, as intervenções urbanísticas ocorridas nas Avenidas Cristiano Machado e na Antonio Carlos sem a construção da infra-estrutura de drenagem, “foi jogar dinheiro fora”. O objetivo da construção foi apenas político. Mesmo conscientizados de que estariam montando uma bomba, optaram por não realizar as obras de drenagem devido ao fato destas obras ficarem abaixo do solo, ninguém vê, desta forma não dão votos.

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