Pela primeira vez em 60 anos, BID será presidido por norte-americano

Quebrando tradição, Maurício Claver-Carone venceu disputa neste sábado; candidato teve o apoio de países como Brasil, Japão e Canadá

Maurício Claver-Carone, novo presidente do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deu fim a uma tradição de 60 anos com a eleição do norte-americano Maurício Claver-Carone para a presidência da instituição, antes comandada apenas por representantes de países latino-americanos.

Segundo o jornal O Globo, o candidato de Donald Trump conseguiu o apoio de 66,8% do capital votante, como dos governos do Brasil, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Equador, Canadá, Japão e Bolívia, entre outros.

Inclusive, o governo brasileiro foi um dos primeiros a aderir à candidatura de Claver-Carone, renunciando ao seu papel de liderança regional. E por conta de seu alinhamento com os Estados Unidos em termos de política externa, acredita-se que o governo Bolsonaro possa designar um vice-presidente do BID.

Já os governos da Argentina, Chile, Peru, Nicarágua e México decidiram abster-se em repúdio à eleição do norte-americano. Muitos governos europeus também optaram por não votar. Durante a campanha, Claver-Carone chegou a acusar o governo argentino de subversivo, ao tentar adiar a eleição do BID para depois da disputa presidencial norte-americana.

O BID é considerado estratégico para a América Latina, por ser um ponto de criação das regras para investimentos estrangeiros no continente. Diante da eleição de um norte-americano, o governo dos Estados Unidos poderia tornar as regras mais favoráveis aos seus investimentos, em detrimento ao capital chinês.

 

 

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1 comentário

  1. Nassif: o texto merece pequena correção. Os latinos americanos, particularmente em Pindorama, não há “liderança” local ou regional. Os gringos, que são donos do Quintal onde moramos, tiram e põem o lacaio que lhe convém. Agora, resolveram assumir a cadeira. Até porque, não vislumbram, e suas Colônias, ninguém com capacidade pra tocar a tropa. Eu, se fosse os chinas (que eles pretendem sacanear) disponibilizava grana baratinha. Quero ver os caras acompanharem juros lá em baixo, com sua economia em baixa. Por outro lada, basta que digam “passa” e os sabujos fazem o que for mandado. Pra eles (principalmente os fardados e donos das baionetas) o Povo que se lasque. A viagem deles (e família) à Disneylândia já tá garantida…

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