Petrobrás admite veiculação de 2 milhões de anúncios em sites com conteúdo impróprio

    Assim como ocorreu com o Banco do Brasil, TCU julga nesta quarta-feira (29) se aplica medida cautelar para impedir estatal do petróleo de anunciar em páginas que disseminam fake news

    [Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

    O Tribunal de Contas da União (TCU) julgará, nesta quarta-feira (29), a possibilidade de aplicação de medida cautelar para impedir a Petrobrás de anunciar em sites, blogs, portais e redes sociais que disseminam fake news.

    De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, a estatal enviou documento à corte em que admite terem sido veiculados cerca de 2 milhões de anúncios com a sua marca em mídias digitais com conteúdos indevidos.

    As investigações sobre possíveis irregularidades nas campanhas publicitárias não se restringem à Petrobrás. No dia 27 de maio, o TCU atendeu pedido do Ministério Público e determinou a suspensão de propagandas do Banco do Brasil em sites acusados de divulgarem notícias falsas.

    A defesa da Petrobrás alega que a falha pelos anúncios foi da empresa Gamned, uma subcontratada da Propeg – agência de publicidade responsável por suas campanhas. Ao todo, foram veiculados 1,95 milhões de “impressões publicitárias” em 736 sites. No entanto, a lista de sites autorizados pela estatal continha apenas 261.

    Essa relação de páginas, conhecida como “whitelist”, é feita previamente e homologada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), excluindo-se aquelas com conteúdo impróprio, como sexo, drogas, piratarias e fake news.

    A estatal, entretanto, declarou que os anúncios não geraram gastos extras, já que a Gamned os omitiu no relatório que comprova as veiculações e serve como comprovante para os pagamentos.

    Notícias falsas

    O site Jornal da Cidade Online, propagador de fake news favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), recebeu 13.038 anúncios em dezembro de 2019, sem a aprovação da estatal, de acordo com documento enviado ao TCU.

    Em maio, o Banco do Brasil havia informado o corte de anúncios nesse site, mas recuou após ser cobrado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). O fim da publicidade estatal ocorreu apenas com a intervenção do TCU.

    Nesta semana, o Ministério Público também pediu ao TCU que apure as peças publicitárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB), com suspeitas de também serem publicadas em sites propagadores de desinformação.

    No final de maio, uma reportagem do jornal O Globo mostrou que a Petrobrás e a Eletrobras, juntas, veicularam 28.845 anúncios em sites que distribuem notícias falsas, entre janeiro de 2017 e julho de 2019.

    Alguns desses sites pedem intervenção militar e seus proprietários estão sendo investigados no “inquérito das fake news”, em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

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    3 comentários

    1. O horripilante seria alguém alegar que retirar as propagandas de tais sites acarretaria “prejuízos” à empresa. É quando a moralidade pública chega ao jurídico nazista.

    2. Nassif: não sei porque perder tempo em levantar essas coisas que sabemos corre solto no QuartelPlanalto. Putaquepariu (esse é o termo exato), qual a novidade na quadrilha que tomou de assalto a Nação? Essa é ponta de Iceberg. Acompanhou a “OperaçãoSaúva”, da terra do ViceÍndio? É o modelo. E só levantaram aquele, lá onde Judas perdeu as botas, com fraca mídia local, que é pra não fazer alarde, e o caso tá pronto. Essa do financiamento de propaganda nazista pelos caras é a menor das façanhas. Siga o fluxo de transações comerciais etc e o destino não será diferente. E não se trata de “rachadinha”. Tamos falando de “rachadona”. Mas, como você sabe, a bala tem sempre razão…

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