Pezão é condenado em primeira instância a quase 99 anos de prisão

O processo em que foi tomada a decisão é resultado de investigações feitas no curso da chamada operação "boca de lobo", da Lava Jato. Sentença foi expedida pelo juiz Marcelo Bretas

Foto: Fernando Frazão /Agência Brasil

da ConJur

Em sentença expedida nesta sexta-feira (4/6), o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e responsável pelos processos da chamada “lava jato” fluminense, condenou o ex-governador do estado Luiz Fernando Pezão (MDB) a quase 99 anos de reclusão, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O processo em que foi tomada a decisão é resultado de investigações feitas no curso da chamada operação “boca de lobo”. É a primeira condenação de Pezão no âmbito de “lava jato” — da qual a “boca de lobo” é um desdobramento. Outros dez réus foram condenados por Bretas; entre eles, o também ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB). Pezão e outros condenados que não estão presos poderão recorrer em liberdade.

Também nesta sexta, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil disse que vai encaminhar ao Conselho Nacional de Justiça e também ao Conselho da Justiça Federal um pedido de afastamento de Bretas. Segundo o advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho, o juiz negociou penas, orientou advogados e combinou estratégias com o Ministério Público. O relato de Nythalmar consta de acordo de delação premiada aceito pela Procuradoria-Geral da República. As informações foram divulgadas pela revista Veja.

Em sua decisão, Bretas também decretou o perdimento de bens dos condenados, no valor total de cerca de R$ 39 milhões (montante atribuído ao produto e proveito dos crimes) e de forma solidária entre os réus.

Clique aqui para ler a decisão
0500403-73.2019.4.02.5101

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