PF afirma que Rodrigo Maia cometeu corrupção passiva, lavagem e falsidade ideológica

Documento foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, do STF, que deu 15 dias para Raquel Dodge decidir se irá apresentar denúncia contra o presidente da Câmara

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um inquérito que conclui que há “elementos concretos e relevantes” de que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, tenha cometido falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação nasceu a partir de delação da Odebrecht.

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Segundo a PF, em 2008, 2010, 2011 e 2014, Rodrigo e seu pai, Cesar Maia, ex-prefeito do Rio e hoje vereador, cometeram o crime de corrupção passiva por terem recebido “contribuições indevidas” da Odebrecht.

O relatório foi encaminhado ao relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, que deu 15 dias para a Procuradoria Geral da República, Raquel Dodge, se manifeste sobre o documento.

As informações iniciais são do UOL.

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20 comentários

  1. Vamos verifica o quanto o mercado “precisa” do presidente da câmara. O engraçado neste momento de neros a incendiar o solo do país é que o apelido dele na planilha da empreiteira era “botafogo”

  2. Estranho… Um fato divulgado há um bom tempo, só agora é veiculado com grande ênfase… Apesar de não conhecermos a veracidade ou não da notícia, uma pergunta que não quer calar nessa atual conjuntura: Estará Rodrigo Maia desagradando muito a alguém!???

  3. O contra-ataque do lavajatismo veio forte.

    Deltan se safou hoje, com juiz amigo da Lava Jato.

    Já se fala em Bolsonaro capitular para Moro nos vetos ao abuso de autoridade, por causa da queda de popularidade.

    E agora isso, uma maneira de enfraquecer Maia e fortalecer Moro.

    Amanhã será julgada suspeição de Moro.

    A gangue do Moro demonstrou que não está morta, não.

    E vai incomodar muito.

  4. Enche o saco este estratagema utilizado pelos pseudo combatentes da corrupção, que soltam denúncias em conta-gotas dependendo do setor que pretendam pressionar. Assemelha-se a um processo de chantagem.
    Rodrigo Maia é um canalha que acelera todas as pautas contra o povo, mas a maioria do parlamento é composta por canalhas. Contudo, bastou encaminhar pauta para evitar excessos de certas autoridades que se julgam acima da lei, para que todo aparelhamento de estado se torne visível.

  5. Ibsen Pinheiro comandou o impedimento de Collor: foi cassado em seguida. Luis Antônio Magalhães comandou as votações da reforma da previdência de FHC: morreu em seguida. João Paulo Cunha comandou a votação da reforma da previdência de Lula: foi cassado em seguida e preso logo depois. Eduardo Cunha comandou as votações do impedimento de Dilma: foi derrubado e preso logo depois de ter prestado seus serviços. Rodrigo Maia está na fila.

  6. E ainda há os que acreditam que os agentes de uma neutralização podem ser considerados neutros ao fazerem com que um funcionário perca a sua virtude de bem funcionar…

    quando em conluio com a mídia, até Jesus Cristo pode ser retirado da cruz

    hora do recreio da madruga:
    se espelhei o Queiroz em algum ponto, onde exatamente?

  7. Agora eu entendo porque crimes no Brasil ficam impunes.

    É porque os responsáveis por enforçar as leis brasileiras SEMPRE usam essa responsabilidade com objetivos políticos, engavetando os crimes de aliados e possíveis adversários para usar como meio de pressão quando quiserem um aliado fora da prisão ou favores. Isso é coisa de REPÚBLICAS BANANEIRAS, senhores… Não existe um ÚNICO agente da lei no Brasil que enforce as leis sem querer levar vantagem com isso?

  8. Nassif, por trás dessa ação contra o Maia (que não é santo, óbvio) parece haver o dedo do ex-juiz suburbano deslumbrado de Maringá. Mas essa ação não é única: o diário oficial de Moro, o blog Anta-gonista, está novamente sendo usado para atingir o BTG Pactual, provavelmente para atender interesses de outros bancos, possivelmente o Safra (NU Bank), Itau/Unibanco e Bradesco – como já provado, os três gozam da proteção dos milicianos/palestrantes da Lava Jato. Teria algo a ver com a prisão recente do doleiro dos doleiros e as revelações que ele tem a fazer sobre a corrupção do sistema financeiro? Teria a ver com as articulações da direita liberal (PSDB, DEMO) para tirar o Bolsonaro de cena? Quais ações estratégicas (negociais e políticas) do BTG podem estar incomodando os concorrentes, especialmente aqueles interessados em disputar com o banco de Andre Esteves os lotes de estatais que Paulo Guedes se prepara para ofertar na bacia das almas? A nota encomendada que o Anta-gonista divulgou a mando possivelmente dos milicianos de sempre da Lava Jato fez o BTG perder R$ 22 bilhões em valor de mercado num único dia. A quem interessa isso? Por que Moro quer quebrar aquele que é talvez o mais bem-sucedido banco de investimentos brasileiro? Seria apenas uma jogada para tentar salvar a imagem da Lava Jato, hoje absolutamente enlameada? O que a XP, a Empíricus etc tem a ver com a lambança do Anta-gonista? Seus reconhecidos conhecimentos de economia e política, Nassif, podem nos esclarecer? Como pequeno acionista do BTG Pactual, gostaria muito de questionar a CVM sobre o papel do Anta-gonista e dos milicianos/palestrantes!

  9. Quero que esse Rodrigo Maia responda por todas as irregularidades que cometeu. Com certeza, não são poucas.
    Mas precisamos denunciar e frear esse ímpeto vingativo da turminha de Curitiba.
    Não podem utilizar o aparato jurídico institucional do estado brasileiro, bancado pelo contribuinte, para resolver suas questiúnculas pessoais.
    A Câmara aprova projeto que coíbe abuso de autoridade. No dia seguinte, essa orda lavajateira coloca na agenda do judiciário denúncias contra o presidente da Câmara.
    Este tipo de postura é inconcebível com o estado democrático de direito.
    O judiciário brasileiro, especialmente o Supremo, precisa acordar e voltar a atuar de forma institucional, ou não haverá mais esperança de salvação.

  10. BTG Pactual comprou a revista Exame; Abril diz que venda depende de plano de recuperação

    ANGELO PAVINI
    24 de março de 2019
    O banco de investimentos BTG Pactual fechou a compra da revista especializada em economia Exame e de seu site, informou hoje o jornal Valor Econômico. Segundo o jornal, a compra da revista, hoje um dos principais títulos da Editora Abril, em processo de recuperação judicial, faz parte de um acordo firmado entre o empresário Fabio Carvalho, que comprou o controle da editora, e o banqueiro André Esteves, que financiou a aquisição. Carvalho manterá sob seu controle a revista semanal “Veja”, além de outros títulos, informa o Valor.

    A revista é um dos títulos de melhor rentabilidade da Abril, ao lado da Veja. Procurado, o BTG Pactual informou que não comentaria a notícia. Já o Grupo Abril divulgou nota em que não confirma o negócio, e afirma que parte da reestruturação da empresa passará pela busca de oportunidades para venda de ativos. E que qualquer venda de ativos dependerá do plano de recuperação judicial e que esse plano terá de ser aprovado pelos credores. A venda dos ativos, segundo a nota, terá de ser feita em leilão judicial sem comprador pré-definido.

    Segundo a nota, “Parte da estratégia de restruturação passará pela busca de oportunidades para venda de ativos. Como o Grupo Abril está em recuperação judicial, qualquer venda de ativo será contemplada no plano de recuperação judicial, que ainda esta em processo de revisão e será submetido à aprovação em assembleia de credores. Somente depois desta aprovação, unidades poderão ser vendidas em leilão judicial sem comprador pré-definido.”

  11. A palavra da PF não vale o que o gato enterra. Há poucos dias a PF disse que os bandidos achavam pior dialogar com Moro do que com os Ministros da Justiça dos governos anteriores.

  12. BTG Pactual compra 80% da Ourinvest
    A Ourinvest se tornará uma marca dentro da unidade digital de varejo do BTG Pactual; valor da operação não foi informado
    Por Alberto Alerigi Jr., da Reutersaccess

    São Paulo — O BTG Pactual digital anunciou nesta sexta-feira acordo para compra de 80% da Ourinvest DTVM, que será mantida como uma plataforma independente.

    A operação, cujo valor não foi informado, envolve o Banco Ourinvest e as operações do banco ligadas à operação de câmbio para empresas e clientes institucionais, informou o BTG.

    A Ourinvest distribui produtos estruturados e do mercado imobiliário. “Com o acesso à plataforma do BTG Pactual, a equipe da Ourinvest DTVM poderá expandir a oferta de produtos” e melhorar a experiência de seus clientes, afirmou o BTG em comunicado. “Sua base de clientes (Ourinvest) é bastante sofisticada”, disse no comunicado Marcelo Flora, sócio responsável pelo BTG Pactual digital.

  13. BTG Pactual cria unidade digital para disputar clientes do varejo
    Com a aposta, banco ambiciona dobrar sua base e ser o sexto maior em varejo
    Por Tais Laportaaccess, 29 maio 2019

    De olho no avanço dos bancos digitais, o BTG Pactual vai criar uma unidade do segmento voltada para o varejo de serviços financeiros. A ideia é ser 100% digital.

    A nova área une núcleos do que estavam separados no banco, como serviços de investimentos e conta corrente da plataforma do BTG Pactual Digital, seguros e previdência.

    Com vocação para investimentos e gestão de recursos, o BTG mira como nunca o consumidor pessoa física. A meta é dobrar a base de clientes nos próximos quatro meses.

    Em um mercado concentrado em 5 grandes bancos, o Pactual não esconde mais a ambição de ser o sexto maior do país no segmento de varejo.

    Marca única no digital

    O novo negócio será comando por Amós Genish, ex-presidente da Telefônica Brasil e novo sócio do banco. O objetivo é lançar uma marca única para todos os serviços do varejo, disse o executivo em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

    O novo negócio também engloba serviços para pequenas e médias empresas (PMEs), incluindo crédito e financiamento ao consumo prestados pelo Banco Pan, um dos braços da instituição.

    Para Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, o passo acontece em um momento ideal, cinco anos após o lançamento de serviços digitais que abriram o leque do banco para clientes pessoas física.

    De olho no potencial dos serviços digitais, o banco pretende fortalecer parcerias com as cerca de 30 fintechs que mantém hoje.

    Oferta de ações

    O banco também vai aproveitar a valorização de suas ações para vender ao redor de R$ 2 bilhões de suas units (agrupamento de ações). Isso será feito por meio de uma oferta pública secundária (follow on).

    Com Isso, o BTG pretende aumentar a circulação de suas ações no mercado. O objetivo é que as units cheguem a 21%, mínimo exigido para ingressar no Nível 2 da B3, segmento da bolsa com regras mais rígidas de governança corporativa.

    Transferência de capital na EFG

    Outra novidade anunciada pelo banco é a transferência de 25% do capital que detém na gestora suíça de recursos EFG International para a holding do BTG Pactual. Dessa forma, o banco reduz sua fatia no negócio para apenas 5%.

    “A holding é um veículo que segura melhor as ações do EFG neste momento”, observou Sallouti.

    Segundo o BTG, a transação dará uma percepção mais clara da performance dos negócios do grupo e um substancial aumento do índice de capital principal, avançando de 10,2% para 13,4%.

    Ações em alta

    As ações do BTG subiam mais de 3% pela manhã após o anúncio. Nos últimos 12 meses, as units do BTG mais que dobraram de valor, passando de cerca de R$ 20 para R$ 45.

  14. BTG avalia comprar no mercado participação da Caixa no banco Pan
    BTG já um dos controladores do banco, ao lado da Caixa, que de tem 32,8% do negócio. Ontem, o banco reafirmou interesse em se desfazer da fatia
    Por Estadão Conteúdoaccess, 25 jun 2019

    São Paulo, Brasília — O BTG Pactual está avaliando comprar a participação da Caixa no banco Pan. A Caixa é controladora do Pan, ao lado do BTG, com 32,8% do negócio. Ontem, o banco público reafirmou seu interesse em se desfazer da fatia no Pan por não considerá-la estratégica.

    O banco Pan será usado pelo BTG para expandir sua presença no varejo voltado para as classes C e D. O banco de investimento, que tem reforçado sua aposta na plataforma digital, concentra sua carteira de clientes nas classes A e B.

    Estamos conversando com o BTG para sair do Banco Pan neste ano. Não faremos nada que não seja coordenado com os sócios (o BTG), afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ao divulgar os resultados da instituição financeira. Procurados, BTG e Pan não se manifestaram.

    Na Bolsa
    A venda da fatia da Caixa será feita depois que o banco público concluir a oferta de venda de ações do Pan na B3, bolsa paulista, segundo fontes a par do assunto. Primeiro, será feita uma oferta primária (para que a Caixa levante recursos e reduza ainda mais sua participação no banco). Depois, a Caixa pretende fazer uma oferta secundária.

    O Pan é avaliado em R$ 3,8 bilhões no mercado. Segundo fontes, a Caixa quer valorizar ainda mais o preço das ações do Pan no mercado com as duas novas ofertas públicas de ações do Pan, antes de vender de vez sua fatia no banco.

    Até 2011, o banco Pan era conhecido como Panamericano e pertencia ao empresário Silvio Santos. O BTG Pactual tornou-se acionista do Pan em fevereiro de 2011, ao comprar, por R$ 450 milhões, pouco mais de 50% das ações da instituição.

    Silvio Santos vendeu o Pan para o BTG para liquidar uma dívida de quase R$ 4 bilhões, que tinha contraído com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e cobrir dois rombos no banco. A operação de venda foi fechada em poucos dias porque uma eventual quebra do Pan poderia provocar prejuízos ao sistema financeiro nacional.

    Mais vendas
    Guimarães confirmou também que o banco público pretende lançar ações da Caixa Seguridade no segundo semestre do ano. O processo já está adiantado e acredito que a Oferta Inicial de Ações da Caixa Seguridade será feita em outubro ou novembro, afirmou.

    Segundo ele, na sequência, o banco deverá abrir o capital da Caixa Cartões e da Caixa Loterias. Já a abertura de capital da gestora de recursos de terceiros Caixa Asset seria a última a ser feita, porque ainda depende da constituição da empresa. Acredito que podemos ter o triplo de clientes da XP investindo com Caixa Asset. Teremos provavelmente os maiores fundos imobiliários do País, um com as agências e outro com prédios próprios, disse.

    Guimarães disse ainda que a Caixa deixará a participação na corretora Wiz. Não faz sentido a Caixa ser o único grande banco sem corretora 100% própria, disse. Segundo ele, o banco concentrará sua operação de corretora na Caixa Seguridade.

  15. André Esteves, o novo tycoon da imprensa

    O Antagonista confirmou a notícia do Valor: a revista Exame passará ao controle direto do BTG Pactual, de André Esteves.

    A Exame será integrada à plataforma BTG Pactual Digital, que vende produtos de investimentos do banco.

    A transferência da revista faz parte do acordo do advogado Fabio Carvalho, o novo dono nominal da Abril, com André Esteves, que financiou a compra das dívidas da editora, com desconto de 92%, por meio da Enforce, empresa de créditos podres do BTG Pactual. Esteves ainda emprestou 70 milhões de reais para a Abril ter capital de giro.

    Quanto à Veja, André Esteves vem dizendo a interlocutores que não tem interesse em controlar a revista, porque a publicação poderia lhe causar “dores de cabeça com investidores” do seu banco. Mas o mercado acredita que Esteves terá influência sobre a linha editorial da Veja, dadas as suas ligações com Fabio Carvalho.

  16. A financeirização da mídia vai acabar com a sua aposentadoria

    Está nos jornais. A revista Exame, mais antiga e mais tradicional publicação econômica do Brasil, foi vendida. Será controlada pelo banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual. O esquartejamento da Editora Abril, antigo império da família Civita, é consequência direta da crise dos meios de comunicação no Brasil. Com uma dívida superior a R$ 1 bilhão, a Abril foi vendida por valor simbólico ao empresário Fabio Carvalho, que já era ligado ao BTG e decidiu entregar uma das joias da coroa aos seus parceiros.

    POR LEONARDO ATTUCH DO BRASIL 247

    Com a Exame nas mãos, Esteves tentará replicar a estratégia do site Infomoney, que é controlado pela corretora XP, recentemente adquirida pelo Itaú. É um site de notícias, mas também um canal de venda de produtos financeiros, como fundos de investimento. Ou seja: a notícia é a isca usada pelos banqueiros para atingir seus verdadeiros interesses. Como o BTG também trava uma guerra empresarial contra a XP, a compra da Exame é um movimento absolutamente coerente na lógica corporativa.

    As implicações disso, no entanto, vão muito além da disputa entre dois grupos empresariais. Quando a mídia tradicional ainda conseguia se financiar, banqueiros influenciavam a linha editorial indiretamente. Sempre tiveram peso entre os maiores anunciantes, mas também havia apoiadores da indústria, do comércio e mesmo os assinantes representam uma parcela significativa das receitas.

    Quando a mídia foi tragada pela revolução digital, a influência dos banqueiros cresceu. Eram anunciantes e passaram a ser credores. Agora, entra-se num novo estágio. São donos.

    Esse processo de financeirização da mídia tem consequências diretas na vida das pessoas. Qualquer pessoa que se julgue “informada” repetirá a tese de que ou o Brasil aprova a reforma da Previdência ou cai no precipício. Outros dirão até que a única saída é a capitalização chilena, muito embora o Chile hoje seja conhecido pelo suicídio de idosos e nada menos que 18 países estejam abandonando esse modelo.

    Como se criam esses falsos consensos na mídia? Basicamente porque as vozes que contestam o chamado “pensamento único” não encontram espaço nos veículos tradicionais. Quantos críticos da reforma da Previdência de Paulo Guedes você encontra na Globonews, na Folha, no Estado, no Globo, no Infomoney ou na Exame, agora sob nova direção? Ninguém. O que se vê por aí é gente dizendo até que, se o atual governo não entregar a tal reforma, será derrubado pelo mercado – como se o mercado votasse.

    Isso não quer dizer que não seja necessário realizar ajustes atuariais na seguridade social, especialmente numa sociedade que envelhece e vive mais. O ex-presidente Lula fez uma reforma na Previdência dos servidores. A ex-presidente Dilma também apresentou uma proposta que foi sabotada quando PSDB e PMDB se uniram na política do “quanto pior, melhor” que visava derrubá-la.

    O problema é outro: os meios de comunicação no Brasil, cada vez mais financeirizados, não revelam seus conflitos de interesse. Ou, para usar uma expressão típica do mercado financeiro, não fazem o chamado “disclaimer”. Será que a Exame informará aos leitores que é controlada por um banco interessado na venda de produtos financeiros? Provavelmente, não.

    Aliás, a Exame não é um caso isolado. A XP, como já se disse, controla o Infomoney. No grupo Folha, que recentemente demitiu uma das donas que pretendia investir no jornalismo, o principal ativo já é o PagSeguro. A Empiricus, que é sócia do site Antagonista, se apresenta como empresa de mídia – e não de venda de relatórios financeiros propagandeados pela notória Bettina. O Estado de S. Paulo, na prática, já caiu nas mãos dos banqueiros. E o Valor Econômico é 100% controlado pela família Marinho, que não demonstra compromisso com o capitalismo industrial do País.

    É um quadro dramático e que tem consequências diretas na economia nacional. A lógica do capital financeiro não passa necessariamente pelo desenvolvimento do País. Um quadro de insegurança econômica, associado à falta de uma previdência pública, pode potencializar a venda de produtos financeiros. E políticas econômicas que fragilizem o estado trazem como consequência lógica as privatizações de ativos públicos, das quais também se beneficiam os financistas nacionais.

    Portanto, cuidado ao ler as páginas econômicas da mídia tradicional, porque será cada vez mais difícil separar o que é informação e o que é propaganda. Bettina é apenas um exemplo grotesco. Cada vez mais financeirizada, a mídia corporativa fará de tudo para acabar com a sua aposentadoria.

    FONTE:

    https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/388089/A-financeiriza%C3%A7%C3%A3o-da-m%C3%ADdia-vai-acabar-com-a-sua-aposentadoria.htm

  17. Justiça proíbe especulação da Empiricus, dona do site O Antagonista
    Sócios empresa tiveram seus registros suspensos no final de 2017 pela Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado por propaganda enganosa.
    O site O Antagonista não poderá mais veicular “análises” de mercado da Empiricus Research, decidiu a desembargadora Diva Prestes Marcondes Malerb, do Tribunal Regional da 3ª Região (TRF3).

    Desde novembro passado, a dona do site O Antagonista conseguiu uma liminar que liberava a empresa Empiricus Research de se submeter às normas editadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Os sócios da Empiricus tiveram seus registros suspensos no final de 2017 pela Apimec (Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) por propaganda enganosa.

    O site O Antagonista foi adquirido pela Empiricus há três anos, conforme anunciou a agência de especulação.

    “Tivemos o prazer de anunciar em Março de 2016 que a Empiricus e O Antagonista juntaram forças”, diz um trecho do ‘comunicado importante’ que ainda nomina como sócios ‘os 3 Antagonistas, Diogo Mainardi, Mario Sabino e Claudio Dantas’.

    “Considerando a inexistência de comprovação de que o conteúdo do material produzido pela Empiricus não se enquadra na definição de relatório de análise,a publicidade das análises técnicas é inerente ao exercício da atividade de analista de valores mobiliários, cujos relatórios e recomendações são divulgados ao público em geral, não há como se afastar a exigência de credenciamento”, sentenciou a desembargadora do TRF3.

    O ápice da ilegalidade da Empiricus ocorreu no dia do primeiro turno presidencial, 7 de abril de 2018, quando a empresa de especulação cometeu crime eleitoral vedado pelo TSE — segundo, na época, os advogados do Partido dos Trabalhadores.

    Há outros sites cujos donos são empresas de “consultoria”, qual seja, de especulação no mercado de ações e investimentos. A Infomoney, por exemplo, tem o dedo da XP/Investimentos que recentemente foi adquirida pelo banco Itaú. O BTG Pactual, interessado nas privatizações, quer assumir a editora Abril e a revista Veja. (Fonte: domtotal.com, 14/01/2019)

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