Pitaco: O poema, a marchinha, o inferno

Enviado por Felipe A. P. L. Costa

Pitaco: O poema, a marchinha, o inferno

Por F. Ponce de León, do blogue Poesia contra a guerra

A vida e a obra de um líder popular como Lula dão um grande poema, daqueles que são lidos décadas, séculos ou milênios depois de escritos.

A vida e a obra desse juiz de Curitiba dão uma marchinha esperta, daquelas que tocam na rádio durante o Carnaval, enquanto a agência dos Correios é assaltada.

Olhar para trás e descobrir que a sua vida tem sido movida não pelo amor ao que faz, mas sim pelo ódio ao que o outro está fazendo, é de uma tristeza imensa. (O juiz, claro, não é o único ser humano a viver assim.)

Veja a turma dos endinheirados, a maioria dos quais vive tão somente a amealhar e a pilhar. Nada fazem pela coletividade. Nada deixam atrás de si, exceto talvez a tardia sensação de alívio que brota naqueles que sobreviveram ao pisoteio. (O que o falecido criador da Rede Globo deixou atrás de si? Filhos e instituições a se aproveitar ou a burlar a lei? E o criador do SBT, o que tem feito pela sua cidade ou pelo seu país? A herança dele será diferente?)

E o que dizer então da classe média brasileira, avara com os empregados e os mais próximos, mas que gasta o que pode e o que não pode durante as férias na Disney, sempre com os olhos vidrados nos endinheirados, pensando consigo mesma – “Um dia eu chego lá!” Chega aonde, José? Ao inferno?

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