PM usa fuzil para empurrar aluna durante protesto em escola de Guarulhos

Estudantes reivindicavam melhorias na unidade de ensino. Jovem de 17 anos que tentava sair do tumulto pelo portão foi agredida por policial

PM aponta arma contra estudante de colégio em Guarulhos. Reprodução.

Jornal GGN – Um policial militar usou o cano de um fuzil para empurrar uma aluna da escola estadual Frederico de Barros Brotero, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele estava acompanhado de mais dois agentes que foram chamados pelo diretor da unidade, José Maria, para acabar com um protesto de estudantes na noite desta quinta-feira (05).

Dois alunos foram detidos e levados à polícia para prestar depoimentos a pedido do diretor, acusados de portarem drogas. Entretanto, eles faziam parte do grupo de estudantes que faziam as manifestações. Um porta-voz do PSOL, Ivan Canoletto, que acompanhou tudo de perto, foi até o 1º DP de Guarulhos, onde os dois adolescentes ficaram presos. “Os próprios policiais admitiram que não havia flagrante de delito algum, e que só conduziram os estudantes a pedido do diretor”, escreveu em sua conta no Facebook.

Os estudantes entraram em greve durante os três períodos da escola. A principal queixa foi o fim dos minutos de tolerância para entrar na escola, perseguição da diretoria e intolerância policial.

A Folha de S.Paulo mostra que a estudante agredida pelo PM é Eduarda Sória, de 17 anos, que tentava passar por uma área bloqueada pelos policiais.

“Na hora só fiquei com muito medo. Ele é homem, é mais forte que eu, o empurrão que ele me deu machucou. Foi uma coisa que eu nunca tinha passado antes”, disse Eduarda ao jornal, que ficou com uma marca da agressão. Assista o vídeo das agressões a seguir.

6 comentários

  1. são efeitos dos projetos Vélez/olavinianos: MiliciAnoLetivo; MEC – Meganha; Fora Paulo Freire – Venha Pablo Escobar; Viva a Ditadura: educação terrorista; MEC – MEDO

  2. assustador…
    para que você seja morto por um descontrole emocional que pode levar o dedo ao gatilho, que é uma reação extintiva nos que são treinados para matar, basta que um diretor de escola mande

  3. O vídeo revela que o soldado está claramente apavorado. Se o “Judge Dredd Enforcement Act” da lavra de Sérgio Moro estivesse em vigor esse policial poderia ter matado uma duzia de moleques e a Justiça seria obrigada a absolve-lo com base nestas imagens.

  4. Felizmente nós sabemos que a polícia não é toda assim e que tem muitos profissionais que merecem os nossos aplausos e elogios. Porém, a insensatez e o desatino de alguns outros policiais ; a possível sensação de poder e de autoridade que assumem e que incorporam de modo bruto, estúpido e descontrolado; a violência, a truculência gratuita aliada ao uso ostensivo e perigoso de armas letais, contra a população desarmada e pacífica, já nos permite avaliar o quanto despreparado e atormentado se mostra esse grupo de policiais. Os comandos dos quartéis tem a obrigação de requisitar a avaliação psicológica e, se preciso, exigir a reciclagem no treinamento, o acompanhamento médico ou o afastamento, a bem da segurança pública. Caso contrário, os policiais se tornarão cada vez mais inconfiáveis e mais malvistos pela população.

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