PMs cearenses relacionam motim atual com o de 2011

Policiais dizem que acordo não foi atendido; embora neguem influência, líderes são ligados ao bolsonarismo

Foto: Reprodução/Governo do Estado do Ceará

Jornal GGN – Em seis dias de motim, os policiais militares do Ceará apresentam uma lista de 17 pontos para reivindicação, sendo “anistia” a primeira exigência. Os porta-vozes são cabos e sargentos com até 10 anos de vida militar, que também participaram de motim semelhante em 2011 e se dizem traídos por considerarem que as exigências anteriores não foram atendidas.

“Quando falamos em anistia, é em relação ao processo disciplinar, não a eventuais crimes”, diz o ex-deputado federal Cabo Sabino, apontado como líder do motim, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Entre as queixas desses policiais, está a política de reajustes salariais dos governos de Cid Gomes (PDT) e Camilo Santana (PT). Segundo Sabino, o salário do coronel dobrou ao longo dos anos, enquanto o do soldado aumentou 10%.

Houve negociação no motim ocorrido em 2011 para a concessão de um reajuste parcelado. Contudo, policiais dizem que a primeira parcela foi cumprida, mas as outras duas não, o que consideram “uma traição do governo”.

Políticos de oposição a Santana comandam as operações – inclusive, não é difícil encontrar amotinados com camisetas do presidente Jair Bolsonaro, embora as lideranças neguem o apoio. “Fui o primeiro a trazer o Bolsonaro para cá, em 2015, ainda deputado”, diz Cabo Sabino. “Mas, de lá para cá, fizeram intrigas, e ele se afastou. Há um ano não nos falamos.”

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