Podcasts da Bolívia relatam a ocupação rápida e violenta do país pelo golpe

Dois podcasts sobre o golpe na Bolivia relatam incêndio em sedes de movimentos sociais, de casas de lideranças populares,  ocupação de rádios, violência contra a população

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15 comentários

    • O povo ainda não acordou para o seu poder, não há necessidade de armas, hoje com a internet seria possível boicotar grandes marcas e várias outras ações não armadas que simplesmente fariam até mesmo os EUA entrar em declínio.

  1. Já era…
    assim que viu seu povo sendo agredido pelos golpistas, Evo renunciou

    nos próximos dias veremos os milicos de merda, os ignorantes e fanáticos religiosos, os milicianos de lá e os policiais traidores e covardes ocuparem o vazio de poder deixado pela renúncia

    desnecessário dizer que por aqui conseguiram ocupar este vazio com a eleição de Bolsonaro

  2. Infelizmente mais um golpe de estado na AL. Provavelmente é a região mais atrasada e retrógrada do mundo. O bem estar de todos e políticas que resgatam a dignidade humana e a cidadania de excluídos incomodam os mais abastados. Quem conheceu e conhece estes países onde existe grandes bolsões de miséria e da falta de dignidade humana, é de se questionar a natureza de pessoas e autoridades que são indiferentes e contribuem ainda mais a estas condições degradantes. Porque será que o sucesso e a melhora de vida daqueles que menos tinham qualquer coisa incomodam aqueles que tem mais recursos e apoios? Será que as características do projeto HOMO SAPIENS tem como efeito colateral sentimentos como: ÓDIO, INTOLERÂNCIA, EGOÍSMO e INDIFERENÇA? Vamos continuar a esta eterna guerra interna?
    Acho que este desabafo nem deveria ser postado aqui no GGN e blogs irmãos mas sim naqueles que propagam justamente estas coisas negativas. Estou começando a acreditar que vivemos numa grande penitenciária com alas e pavilhões com graus de “segurança” e mudanças de internos. Grécia 2500 anos atrás, Idade Média, aurora árabe, Renascimento, iluminismo, século 20 e tempos atuais…… É para refletir.

  3. Espero q o povo boliviano saiba usar a sua faca de cozinha como arma pq ate alguem do povo morrer ja matou uns 10 trairas
    A faca

  4. Bolivianos pedem que imprensa do mundo entreviste ministra da Saúde para denunciar a violência nas ruas.
    Situação é grave!

    Buenas tardes, se puso en contacto con nuestra Red de Comunicadores del MERCOSUR, el compañero Fabian Restivo desde Bolivia, con el siguiente mensaje:

    —–

    El golpe aquí está listo y es violento.

    Necesitamos toda la prensa posible sobre lo que pasa.

    Nuestra voz para eso es Gabriela Montaño, actual ministra de salud y ex-presidenta de ambas cámaras.

    Su celular privado es

    +59174919717

    —–

    Todo contacto periodístico en estas horas es importante. Gracias.

  5. No início de 1952, a Bolívia vivia uma grave crise eleitoral, que resultou na subida ao poder de uma junta militar.
    Em abril daquele ano uma convulsão social varreu o país, em um processo revolucionário de caráter nacionalista, uma verdadeira revolta popular que levou ao poder, Victor Paz Estenssoro, que havia sido o candidato vencedor das eleições, de perfil reformista, e líder do MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário).
    Mineiros e camponeses aliados a militares nacionalistas formaram a força motriz desse movimento. O exercito foi totalmente derrotado. Foram criadas por todo o país milícias populares formadas por sindicatos, que assumiram o poder de policia nas ruas.
    A partir daquele momento, a Bolívia passou por um amplo processo de modernização e valorização da classe trabalhadora, com nacionalização das principais minas e aplicação da reforma agrária.
    Esse processo de reformas nacionalistas durou até 1964, quando ocorreu um golpe liderado pelo general René Barrientos, que era vice na chapa do próprio Estenssoro e que contou com o apoio do Governo dos EUA, dando início a um grande retrocesso social.
    Em 1953, ainda no período inicial da revolução, viajava pela Bolívia um jovem aventureiro, de nome Ernesto Guevara de La Senra, que aos 24 anos ficou empolgado com o processo social que ali ocorria.
    Hoje o mundo fica estarrecido com a ocorrência na Bolívia do mais violento golpe militar do século XXI, disfarçado de “renuncia do presidente”.
    Não houve pressão popular pela renuncia. O que houve foram hordas fascistas armadas, alimentadas por policiais, mercenários e integrantes de falsas igrejas evangélicas, todos previamente acertados com as FFAA, que se “fingiu de morta” e nada fez para impedir a barbárie, passando a falsa impressão de que não houve participação militar. Houve sim, por omissão. A posição das FFAA foi decisiva para a consolidação do golpe.
    Por trás desse golpe militar, travestido de renuncia, está a não aceitação, pela burguesia branca boliviana, do poder nas mãos de um nativo originário, um “colla” que representa a maioria da população, além dos interesses imperialistas de olho no lítio, mineral utilizado na produção de baterias pelas indústrias de alta tecnologia.
    Hoje, seu celular e os de todos, funciona com baterias de lítio e seu futuro carro elétrico será movido por ele também. O lítio é hoje, estrategicamente, mais importante do que o petróleo.
    A Bolívia tem a maior reserva de lítio do mundo, praticamente inexplorada, equivalente a metade da que existe no planeta,
    Morales optou pela extração e industrialização do litio por empresas nacionais, e chegou há poucas semanas atrás, a lançar um veiculo elétrico totalmente produzido na Bolívia.
    De nada valeram os excelentes índices de crescimento da economia boliviana, os melhores da America Latina, que conforme projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgada em outubro/19, sinalizam um avanço de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), isso além de uma média de 5% de crescimento na ultima década. .
    Está claro, que assim como produziram um golpe no Brasil para se apoderarem das imensas reservas de petróleo localizadas no Pré Sal, também na Bolívia, a questão eleitoral foi apenas um pretexto para mais essa tragédia latina.
    Não houve renuncia, houve golpe.

  6. + comentários

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