Poluição das águas de São Paulo – O caso do fósforo e das ETEs

Olá Nassif e amigas/os do blog, começamos uma mobilização em São Paulo para organizarmos as inúmeras entidades sociais e ambientalistas que atuam em nosso estado e que estão com várias e graves demandas, mas sem corpo (movimento organizado) e sem cérebro (plano de ação, de trabalho e de formulação de políticas públicas).

Queremos um movimento forte, autônomo, inteligente, independente, organizado, que tenha metas, produza indicadores e que seja ousado na formulação de propostas e bem sucedido na luta social e ecológica com acuidade na atuação política.

Foi só fazermos um primeiro chamado para uma reunião na manhã do dia 28 de fevereiro, última segunda-feira, e olhem só o nível da colaboração e dos problemas em São Paulo que nos chegaram (abaixo e nos anexos).

Sabiam que a SABESP, empresa “semi” privatizada pelos tucanos de São Paulo, estado com universidades e centros de pesquisas com capacidade científica, estado berço da industrialização e também do agronegócio da cana de açúcar, com o nível de urbanização registrado como sendo o maior da América Latina, não constrói ETEs capazes de separar o fósforo dos efluentes que são lançados dessas mesmas ETEs diretamente nos rios do estado? Que o estado de São Paulo precarizou um programa de microbacias para a contenção do assoreamento e dos efluentes provocados pela ocupação do agronegócio nas terras paulistas? Que a Represa Billings, o maior reservatório para abastecimento de água da população que reside no maior assentamento humano da América do Sul, não possui estudos regulares de batimetria? Que a EMAE, Empresa Metropolitana de Água e Energia do governo do estado de São Paulo, possui um estudo batimétrico feito em 2003 mas que não o divulga e não o libera para consultas da sociedade civil?

É inacreditável, não?

Amigas/os, e os chamo com essa palavra poderosa, vejam abaixo e os anexos sobre o Rio Tietê no interior do estado de São Paulo.

Gustavo Cherubine.

***

Prezados Amigas/os do Blog do Nassif:

Nós, da ONG MAE Natureza – Movimento de Amparo Ecológico (Barra Bonita – SP) Agradecemos a divulgação.

Entendemos que um assunto muito importante neste momento, como vocês poderão conferir no anexo, seria todas as entidades ambientalistas pedir revisão nos niveis de fósforo contidos nas formulas do sabão e nos fertilizantes agricolas. O “tripolifosfato de sódio” (fósforo) esta aniquilando a vida dos nosso rios, lagos, etc.

O grupo de monitoramento de fósforo, no final do relatório (anexo), indica e propõe uma revisão no teor de fósforo na formula dos sabãos. Indica também a necessidade do tratamento terciário nas estações de tratamento.

Nenhuma delas tem esse procedimento. As que existem não separam o fósforo e, esse é o que vem causando a morte dos nossos rios, através da proliferação das algas cianofícias.

Estou a sua disposição para tratarmos com muito carinho esse grave problema.

Confiram nos anexos fotos do Rio Tietê, na região da eclusa de Barra Bonita.

Hélio Palmesan – Pres.

Contatos: (14) 9773-3148/3641-3425

http://tn.temmais.com/noticia/8/28497/aumento_de_algas_no_rio_tiete_ameaca_peixes.htm

06/11/2010 – 09:37 Atualizado em 07/11/2010 – 09:37

Algas se proliferam por causa da poluição

Da Redação/TV Tem

Uma ameaça ao meio ambiente. Por causa da poluição, algas estão aparecendo no rio Tietê. Elas impedem a sobrevivência de peixes e são tóxicas ao ser humano.

Tempo fechado é sinal de problemas no Tietê. E o perigo não tem a ver com a navegação, é ambiental. Ao longo do rio, há quilômetros de plantações de cana. Os fertilizantes usados na lavoura possuem fosfato, um elemento químico que é levado pela enxurrada para a água e esse produto serve de alimento para algas.

As algas estão próximas da barragem de Barra Bonita, um dos pontos turísticos mais bonitos no Tietê no centro oeste paulista. A bióloga Gisele Marconato explica que as algas formam uma camada na superfície da água que impede a entrada da luz solar e isso gera desequilíbrio no ecossistema.

Os ambientalistas dizem que a falta de tratamento de esgoto nas cidades que ficam à beira do Tietê está acelerando o processo de proliferação das algas. O esgoto “in natura” jogado na água é rico em material orgânico também  serve de alimento para as algas.

Além disso, produtos de limpeza, como sabões e alguns detergentes que contém fosfato na fórmula, que chegam ao leito do Tietê, ajudam a aumentar a quantidade de algas.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente divulgou neste ano um relatório com metas de redução de emissão de fosfato nos rios, mas parece que o objetivo está longe de ser alcançado.

http://tn.temmais.com/noticia/8/28497/aumento_de_algas_no_rio_tiete_ameaca_peixes.htm

06/11/2010 – 09:37 Atualizado em 07/11/2010 – 09:37

Algas se proliferam por causa da poluição

Da Redação/TV Tem

Uma ameaça ao meio ambiente. Por causa da poluição, algas estão aparecendo no rio Tietê. Elas impedem a sobrevivência de peixes e são tóxicas ao ser humano.

Tempo fechado é sinal de problemas no Tietê. E o perigo não tem a ver com a navegação, é ambiental. Ao longo do rio, há quilômetros de plantações de cana. Os fertilizantes usados na lavoura possuem fosfato, um elemento químico que é levado pela enxurrada para a água e esse produto serve de alimento para algas.

As algas estão próximas da barragem de Barra Bonita, um dos pontos turísticos mais bonitos no Tietê no centro oeste paulista. A bióloga Gisele Marconato explica que as algas formam uma camada na superfície da água que impede a entrada da luz solar e isso gera desequilíbrio no ecossistema.

Os ambientalistas dizem que a falta de tratamento de esgoto nas cidades que ficam à beira do Tietê está acelerando o processo de proliferação das algas. O esgoto “in natura” jogado na água é rico em material orgânico também  serve de alimento para as algas.

Além disso, produtos de limpeza, como sabões e alguns detergentes que contém fosfato na fórmula, que chegam ao leito do Tietê, ajudam a aumentar a quantidade de algas.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente divulgou neste ano um relatório com metas de redução de emissão de fosfato nos rios, mas parece que o objetivo está longe de ser alcançado.

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