Presidentes da CNI e da Fiepe são presos na Operação Fantoche

PF cumpriu 40 mandatos de busca e apreensão e dez de prisão temporária no Distrito Federal, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso e Alagoas

Robson Andrade. Foto: Divulgação/CNI

Jornal GGN – O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Andrade, foi preso na manhã desta terça-feira (19) pela Polícia Federal na Operação Fantoche – nome que faz referência ao projeto do Sesi Bonecos do Mundo.

A ação deflagrada tem origem em investigações feitas em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos envolvendo entidades do “Sistema S”. 

Andrade presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e foi detido em São Paulo. Além dele, a PF cumpriu outros nove mandatos de prisão temporária no Distrito Federal, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso e Alagoas, além de 40 mandados de busca e apreensão.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, também foi preso. O PF afirma que um grupo de empresas, ligadas ao mesmo núcleo familiar, atuava desde 2002 executando contratos conveniados com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S em vários estados. Os investigadores estimam que o grupo recebeu mais de R$ 400 milhões.

A maioria dos contratos eram voltados à execução de eventos culturais e de publicidade. Muitos foram considerados superfaturados pela PF e não chegaram a ser executados inteiramente. Os empresários utilizavam entidades de direito privado, sem fins lucrativos, para justificar a celebração de contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S. Os investigadores afirmam, ainda, que empresas de fachada foram utilizadas para intermediar serviços.

Leia também:  Paulo Guedes, o negacionismo e o imbecil econômico, por Luis Nassif

O caso Senac-RJ

Em fevereiro do ano passado, a PF e agentes do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro prenderam o presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, em um desdobramento da Operação Lava Jato.

O gestor responde por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e pertencimento a organização criminosa. A operação foi batizada de Jabuti porque teve origem na investigação de contratações de funcionários fantasmas pelo Sesc e Senac do estado carioca. Até dezembro de 2017 Diniz era presidente do Sesc-Rio, quando foi afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de irregularidades no comando da entidade.

Em outubro de 2017, o portal Intercept divulgou uma reportagem mostrando que, enquanto fazia demissões em massa, o Senac-RJ investia em publicidade e palestras de jornalistas do Grupo Globo. A entidade pagou R$ 2,979 milhões por palestras de jornalistas, comentaristas e analistas, todos ​da​ Globo​ Overseas.

Uma das contratações que chamaram a atenção foi a de Merval Pereira. O comentarista recebeu R$ 375 mil para fazer uma série de palestras sobre “Perspectivas para o Brasil” em vários municípios do Rio de Janeiro no âmbito do evento “Mapa do Comércio”.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

3 comentários

  1. O tipo da Operação Me Engana Que Eu Gosto,em cima de dois cadáveres insepultos,Paulo Afrodescendente e Aloisio 300.00,para desfocar a bandalheira do laranjal bolsonariano.A constelação solar não deve cobrir um sujeito do carater de Sergio Moro.Pode demorar,mas duvido que escape ileso desse Governo que exala odor insuportável.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome