Pressão de aliados leva Bolsonaro a sondar evangélicos para MEC

Educação fica em segundo plano, uma vez que o presidente teme desagradar os grupos que ainda o apoiam – como a bancada evangélica

Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – A pressão da bancada evangélica levou o presidente Jair Bolsonaro a sondar nomes ligados à ala religiosa para assumir o Ministério da Educação.

O esforço do presidente não é para colocar a educação como prioridade, mas para atender aos interesses da bancada que é um dos pilares que sustenta o atual governo, e manter o perfil conservador estabelecido pelo ex-ministro Abraham Weintraub.

Desde a saída de Weintraub, no mês passado, o presidente indicou dois nomes: Carlos Decotelli, que caiu por conta de informações falsas em seu currículo; e o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, que declinou do convite após receber críticas dos religiosos.

Três evangélicos já conversaram com a equipe de Bolsonaro: o pastor Milton Ribeiro, ex-vice-reitor do Mackenzie em São Paulo; o professor da Unb (Universidade de Brasília) Ricardo Caldas; e o reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Anderson Correia – e considerado favorito no momento por palacianos, devido ao seu perfil técnico e interlocução política.​

Em conversas reservadas, Bolsonaro tem declarado que busca um ministro com perfil semelhante ao do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello: que tenha respaldo técnico, mas que atenda às demandas pessoais do presidente. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

 

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4 comentários

  1. Não tem nenhum milico prá colocar como interino permanente, como Pazuello?
    Apetite é que não falta.

  2. Dúvida de todo governante burro…
    é o Ministro que tem que ser de qualidade ou é a Educação?

    Mas escolha deve ser evangélica mesmo, seguindo a tradição:
    assim como não aprendes, apenas repetes, educarás!

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