Primeira-ministra escocesa tenta driblar Johnson para seguir na União Europeia

Em entrevista, Nicola Sturgeon fala de decepção com decisão do Reino Unido, e que não é possível manter a unidade de um país contra a vontade das partes

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Apesar da decisão do Reino Unido de se retirar da União Europeia, a Escócia decidiu manter a bandeira do bloco europeu hasteada na sede da Assembleia autônoma. E a primeira-ministra da região, Nicola Sturgeon, explica que a decisão se deu contra a vontade da região, que votou contra o Brexit.

Em entrevista ao jornal El Pais, Nicola explica que a União Europeia foi uma força positiva para a região, mesmo com suas imperfeições, uma vez que foi possível obter diversos benefícios econômicos e sociais – e o país está decidido a voltar ao coração da Europa de forma independente.

“Não acredito que a UE expresse publicamente seu apoio à independência da Escócia. Não lhe cabe”, explica a ministra “Mas acredito, pelas conversas que tive com as instituições europeias e com diversos Estados membros, que a acolhida será calorosa. Haverá muita solidariedade”.

Sobre a realização de um novo referendo para recolocar a Escócia no bloco comum europeu, a ministra diz que não é possível manter a unidade de um país contra a vontade das partes, e o Reino Unido não é um Estado unitário – e sim composto por quatro nações. “A aparente força do (Boris) Johnson (premiê do Reino Unido e um dos responsáveis pelo Brexit) é na verdade uma amostra de fraqueza. Se tivesse tanta confiança como diz em que a união prevalecerá, não teria problemas em permitir aos cidadãos que eles decidissem”.

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