Primeira prisão de Adriano da Nóbrega foi marcada por escândalos

Em 2003 a patrulha do ex-capitão torturou, extorquiu e atuou em operações clandestinas no Rio de Janeiro

Adriano da Nóbrega foi morto no dia 9 de fevereiro, após troca de tiros com a PM da Bahia.

Jornal GGN – O ex-capitão e miliciano Adriano da Nóbrega, ligado aos Bolsonaro, teve sua primeira prisão marcada por escândalos no 16º Batalhão da Polícia Militar, em Olaria, no Rio de Janeiro. Em novembro de 2003, a patrulha de Adriano torturou, extorquiu e atuou em operações clandestinas. As informações são do jornal Extra.  

O miliciano, que chegou a receber visitas do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), foi morto no dia 9 de fevereiro durante operação da Polícia Militar na Bahia. 

Segundo o Extra, em 27 de novembro de 2003, oito PMs do 16º BPM foram presos em flagrante, acusados pelo assassinato do flanelinha Leandro dos Santos Silva, em Parada de Lucas, na zona norte do Rio. O homem foi morto um dia após denunciar os crimes de tortura e extorsão praticados pela patrulha. 

Na época, os agentes foram detidos e um deles era o então tenente Adriano da Nóbrega. Uma investigação da PM aberta após as prisões revelou as operações clandestinas que os agentes estavam envolvidos. Viaturas eram usadas em operações fora de serviço ou à paisana, além disso dois fuzis do tráfico, que deveriam estar acautelados, eram usados pelo batalhão.

O relatório final da investigação obtido pelo Extra também determinou a abertura de processos administrativos para a exclusão de dois oficiais da PM, um deles era Adriano. 

Entretanto, os oito PMs presos e denunciados pela morte do flanelinha nunca chegaram a responder pelas acusações de tortura, também denunciadas por outros dois moradores de Parada de Lucas. De acordo com a reportagem, um deles disse que foi capturado em casa no dia 11 de outubro, levado para um terreno baldio e liberado só após pagar R$ 1 mil aos PMs. Outra vítima relatou que passou o mesmo no dia 11 de novembro.

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