Primeiro dia de reunião dos BRICs tem cooperação econômica como foco

Encontro marcou a assinatura de nove acordos de cooperação entre Brasil e China; governos defendem aproximação na área de tecnologia

Foto de familia com chefes de estado do Brics, ,Xi Jinping, Vladimir Putin,Jair Bolsonaro, Narendra Modi, e Cyril Ramaphosa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN – A 11ª Cúpula dos Brics começou com o presidente Jair Bolsonaro realizando um encontro bilateral, no Palácio do Itamaraty, com o presidente da China, Xi Jinping, onde ambos se dispuseram a aumentar a parceria nas áreas econômica, jurídica e cultural.

De acordo com informações do jornal Correio Braziliense, foram assinados nove atos entre os governos brasileiro e chinês, como destaque para o intercâmbio de tecnologia na área do agronegócio. Enquanto o Brasil vai facilitar a venda de sua expertise na área, a China responderá aportando investimentos e negociando sua tecnologia na área social e em infraestrutura e construção.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro criticou a relação brasileira com a China dizendo que “a China não compra no Brasil. A China está comprando o Brasil”. Agora, a postura adotada tem sido mais pragmática, a ponto do relacionamento com o principal parceiro comercial do país ser alvo de elogios por parte do agora presidente.

O tom adotado na cúpula tem sido o de incentivar os negócios entre os países do bloco. Bolsonaro chegou a declarar que o governo brasileiro “tem feito o dever de casa para tornar o Brasil mais atraente para negócios e investimentos”, referindo-se à reforma da Previdência e à intenção de promover uma reforma tributária que reduza o custo das empresas.

Xi Jinping adotou postura semelhante, ressaltando a necessidade de se “mobilizar mais recursos da comunidade empresarial e fazer mais negócios entre o Brics”, o que traz boas “repercussões econômicas e sociais“.

Vladimir Putin, que representa a Rússia (que assume a presidência rotativa do grupo no ano que vem), disse que os recursos tecnológicos do país estão à disposição dos parceiros, além da cooperação no setor nuclear.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ressaltou que seu país está aberto a negócios e parcerias, ao passo que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, lembrou que, em 10 anos, os países do Brics tiraram milhões de pessoas da pobreza em 10 anos, mas solicitou que o Fórum do Brics fizesse um estudo sobre iniciativas que possam maximizar o que é definido pela cúpula.

3 comentários

  1. Esse foi primeiro despertar…
    O Trump deu 3 dribles da vaca no bolsonaro!
    Ele acusou o golpe e entendeu agora o que o LULA fazia…
    O LULA tinha um pé nos EUA e outro pé na Russia e China!
    De tal forma que mantinha em equilíbrio tanto para diálogo mútuo como auto defesa se alguns dos lados resolvessem encrencar…
    Isso nos daria tempo de concluir submarinos nucleares, armar nos forças armadas!
    Ou seja, poder caminhar de forma altiva e independente!
    A Índia já faz isso e agora ficou só!
    Ela é grande em área e população, ou seja, mercado e já tem sua bomba atômica e foguetes espaciais!
    Com LULA mantinha-se equidistância entre os dois blocos, um equilíbrio que nos favorecia na arbitragem comercial!
    Acabou…
    Depois do “I love you” não correspondido, coisa que a China e Rússia riram, sem chances de voltar ao que era!
    Serão esquivos na cooperação e agressivos nos seus interesses!
    Todos eles!
    Tanto China, Rússia e EUA!
    Burrice não tem fim, mas tem consequências…

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