Procurador-geral é o termômetro da crise em torno de Bolsonaro

Se o PGR decidir ir para cima do presidente, será porque viu sinais de que Bolsonaro tem chances fortes de cair da cadeira

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Augusto Aras, o procurador-geral da República, é o “termômetro da crise política” que pode custar a cadeira de Jair Bolsonaro. Para saber quando e se as condições ideais para um impeachment, por exemplo, estarão dadas, é só observar se Aras vai partir para cima de Bolsonaro, ou continuar levando as acusações contra o presidente em banho maria.

Essa é a visão dos professores de ciência política Fabio Kerche (USP) e Marjorie Marona (UFMG). Em artigo divulgado na Folha desta terça (12), eles analisaram os movimentos “habilidosos” de Aras. O PGR tem preocupação em não entrar em conflito direto com Bolsonaro, caso contrário, não será reconduzido ao cargo no próximo ano.

Por isso, Aras “segue como o último homem de Bolsonaro. Se ele atuar de forma agressiva contra o presidente, como faziam os PGRs escolhidos pelas listas tríplices, haverá um forte sinal de que percebeu que Bolsonaro não se segurará por muito tempo no cargo. Se ele o proteger, mantendo a tradição do engavetador-geral da República, há um indicador de que Bolsonaro ainda tem força para se manter na Presidência. Aras é uma espécie de termômetro da crise política: fiquem de olho nele.”

Os movimentos de Aras ficaram claros nos dois inquéritos que podem render punições duras a Bolsonaro. No caso das manifestações antidemocráticas – que contou com a participação do presidente – Aras decidiu investigar a organização do evento, e não quem marcou presença. Já no caso Sergio Moro, decidiu investigar também o ex-juiz.

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