Procurador volta atrás e pede que TRF-4 julgue Lula no caso Atibaia

O advogado Cristiano Zanin repudiou a mudança de posicionamento. Ele afirmou que é “escandaloso que o procurador regional da República mude sua posição

Jornal GGN – O procurador do Ministério Público Federal no TRF-4, Mauricio Gotardo Gerum, havia concordado que o caso Atibaia voltasse à primeira instância porque Lula tem direito a apresentar defesa final depois dos demais réus da ação. Mas com Lula colocado em liberdade, Gerum voltou atrás e usou um ataque à defesa do ex-presidente para justificar a nova posição.

Gerum agora diz que não pode ser a favor de que o caso Atibaia volte à primeira instância porque os advogados de Lula, “sem maiores compromissos éticos”, tentam “buscar a anulação do processo penal como estratégia defensiva de alongar o seu curso e eventualmente garantir que a pretensão punitiva seja atingida pela prescrição”.

“Ora, a partir dessa percepção de que a própria defesa não acredita nas teses que argui, não há por que o Ministério Público encampar sem maior juízo crítico pretendida declaração de nulidade em razão da apresentação simultânea com os demais réus das alegações finais”, disse Gerum. A informação foi divulgada pelo UOL nesta quinta (21).

O advogado Cristiano Zanin repudiou a mudança de posicionamento. Ele afirmou que é “escandaloso que o procurador regional da República mude sua posição em memorial como uma tentativa de punir o ex-presidente Lula também pelo fato de sua defesa ter obtido uma decisão favorável no STJ”.

“O Ministério Público de segunda instância deveria atuar de forma imparcial, como fiscal da lei, mas lamentavelmente não é isso o que está ocorrendo também nesse processo”, completou.

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O TRF-4 julgará no dia 27 de o caso Atibaia volta à fase de alegações finais.

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7 comentários

  1. Procuradores, o que vocês procuram como servidores públicos mantidos pela população brasileira? Deveriam procurar a justiça e não perseguir uma pessoa que só bem fez à nação, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva! Vocês não me representam e me envergonham!

  2. Queria ver esse Prucurador jogando xadrez e, após avançar uma de suas peças, recuá-la imediatamente a fim de fazer outra jogada. Aquieta aí, Kasparov.

    É brasil, terra das jaboticabas e das ‘dançarinas’, e não dos juristas.

  3. Plagiando o Tarso Genro, eu diria que o MPF não é loja de conveniência para ficar mudando de posição na calada da noite, de acordo com a maresia.

    No caso do ativista italiano Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro disse que o STF não é “loja de conveniência” para ficar mudando de decisão “na calada da noite”.

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