Produção industrial brasileira avança 3,2% em agosto, diz IBGE

Embora setor tenha registrado seu quarto crescimento seguido, indústria brasileira ainda não se recuperou das perdas de março e abril

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A produção industrial brasileira subiu 3,2% no mês de agosto ante o visto em julho, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar do resultado, o segmento ainda não se recuperou das fortes perdas de março e abril, quando a queda acumulada chegou a 27% por conta da pandemia da covid-19. No ano, a produção mostra um recuo de 8,6%, enquanto o confronto contra agosto de 2019 indica que a indústria caiu 2,7% – o 10º resultado negativo seguido nessa comparação. Nos últimos 12 meses, a queda é de 5,7%.

Todas as grandes categorias tiveram melhora de desempenho na análise mensal, com destaque para o crescimento de 18,5% no segmento de bens de consumo duráveis – o que também foi seu quarto mês seguido de expansão na produção, com acumulado de 524,2% nesse período. O segmento, entretanto, ainda se encontra 3% abaixo do patamar de fevereiro.

Bens de capital (2,4%), Bens intermediários (2,3%) e Bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) também cresceram no período, mas ficaram abaixo da média da indústria. Todos também aumentaram pelo quarto mês consecutivo e acumularam, nesse período, ganhos de 76,4%, 25,2% e 25,0%, respectivamente.

Dezesseis dos 26 ramos pesquisados apresentaram aumento. A atividade mais influente foi Veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 19,2%.  Embora acumule uma expansão de 901,6% em quatro meses, o setor ainda se encontra 22,4% abaixo do patamar de fevereiro.

Também tiveram influência no resultado da indústria, na passagem de julho para agosto, os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com avanço de 3,9% e de Indústrias extrativas, que cresceu 2,6%.

Entre os dez ramos que apontaram redução na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,7%), Outros produtos químicos (-1,8%) e bebidas (-2,5%) foram os que mais contribuíram para os impactos negativos.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de agosto mostra que a indústria nacional segue em recuperação após o agravamento das medidas para conter a pandemia. “Há uma manutenção de certo comportamento positivo do setor industrial nos últimos meses. É um avanço bem consistente e disseminado entre as categorias, mas ainda há uma parte a ser recuperada”, afirma.

 

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