Proximidade de empresários com Bolsonaro causa crise no Instituto Brasil 200

Entidade simpática ao liberalismo sofre ruptura após inquérito das fake news, aponta jornal

Empresários parte do Brasil 200. | Foto: Divulgação

Jornal GGN – O Instituto Brasil 200, grupo de empresários de direita, perde força e mostra possível ruptura após os membros Edgard Corona, da Smart Fit, e Luciano Hang, dono da Havan, serem alvo do inquérito das fake news

Segundo o jornal O Globo, o instituto “vive uma crise de representatividade e atuação”. Empresários conversaram com a reportagem em sigilo e afirmaram que a situação é decorrência de uma atuação política radical dentro do grupo, “agrava pela investigação que apura financiamento a fake news”. 

De acordo com os entrevistados, uma possível ruptura entre os representantes do instituto começaram quando parte do grupo foi na mesma direção de Jair Bolsonaro (sem partido) e passou atacar a China por causa da pandemia do coronavírus. Muitos empresários tem o país asiático como maior parceiro comercial. 

Além disso, empresários criticam a flexibilização do acesso às armas de fogo e o fato do grupo se esforçar sobre os interesses de seus empresários mais influentes. “Exemplo: nos debates da reforma tributária, a maior bandeira era a defesa do imposto único, obsessão de Flávio Rocha”, explicou a reportagem.

Apesar de todos os fatos, o presidente do Instituto, Gabriel Kanner, minimizou os problemas e defendeu as pautas do instituto. “A China tem que ser responsabilizada pelo que aconteceu. É uma ditadura comunista e acabou agravando a pandemia mundial”, disse ao jornal. 

Nos próximos dias o instituto também deve anunciar parceria com programas social Pátria Voluntária, de Michelle Bolsonaro, “o que deve reforçar o coro dos descontentes com a politização da instituição”, destacou texto. 

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