PSB convida Flávio Dino, mas faz suspense com candidatura à Presidência

Dino acena positivo para a aproximação, mas ressalva que "jamais colocaria sobre a mesa a candidatura de 2022 para ir para o PSB. Seria desrespeitoso"

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – É destaque em O Globo desta quinta (9) que o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) foi convidado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para se filiar ao partido que lançou Eduardo Campos à Presidência em 2018. Dino denotou em entrevista ao jornal que essa aproximação tende a se consolidar após as eleições municipais de 2020. Mas tanto Dino quanto Siqueira não foram claros a respeito da chapa presidencial do PSB em 2022.

“Abri as portas do PSB para o Flávio Dino, que é um ótimo nome. Mas se ele aceitar e vier, tem que ser porque se reconhece alinhado com as propostas do partido. E não por um projeto presidencial. O nome do partido para 2022 ainda será discutido internamente”, disse Carlos Siqueira ao Globo.

“Minha relação com o PSB vem de antes do Eduardo Campos. Fui vice-líder do bloco PSB-PCdoB na Câmara. Temos uma trajetória em comum e, por isso mesmo, te diria que, nesse processo de reaglutinação da esquerda, o PSB é um parceiro preferencial do PCdoB. Tenho uma ótima relação com o PSB, que integra o nosso governo aqui no Maranhão. É um diálogo muito provável que se estreite”, respondeu Dino.

O governador comunista ainda acrescentou: “No que isso vai resultar, é como o próprio Siqueira disse: ‘Temos que ver mais para frente’. Eu jamais colocaria sobre a mesa a candidatura de 2022 para ir para o PSB. Seria desrespeitoso.”

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Dino é entusiasta de uma candidatura única na esquerda em 2022. Assim como Ciro Gomes (PDT), é a favor de que o PT, que venceu quatro eleições presidenciais na sequência, abra mão de uma candidatura própria depois da derrota eleitoral para Jair Bolsonaro em 2018.

“Olhando o Lula que governou o Brasil, não consigo imaginar que ele só veja esse caminho do isolacionismo. Falar em candidatura própria do PT em 2022 é só um movimento inicial, feito para resgatar a imagem do PT hoje. Mas isso não se sustenta até 2022. Seja pelo amor, seja pela dor. Contudo, o principal é compreender que, num país como o Brasil, só é possível a esquerda ganhar e governar fazendo alianças para além da esquerda”, disse Dino.

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