PT repete 2013

Os resultados do levantamento feito pela Paraná Pesquisas para o Estadão e reproduzido pelo Valor Econômico comprovam mais uma vez o que eu sempre disse, se é que alguém ainda precisava de provas depois do Fiascoxinha convocado pelo MBL em março: a direita espumante anti-PT e pró-golpe é a mesma minoria ínfima de sempre, desde a vitória do Lula em 2002: 5% da população. A imensa maioria, apesar dos quinze anos de aprofundamento da já enorme despolitização popular, é difusa e confusamente democrática e progressista, mesmo não tendo muita ideia de como isso se traduz na prática. O grande crime (sim, porque não foi um “erro”, foi deliberado) das camarilhas burocráticas que controlam o PT e os seus partidos e organizações satélites foi ter empurrado essa grande massa confusa para os braços da direita vociferante, em 2013.

Diante da ameaça de ter uma oposição de massas à sua esquerda, o PT preferiu reforçar o aparato repressivo do Estado e utilizá-lo contra o núcleo incipiente dessa oposição e, apoiado numa campanha maciça de calúnias em aliança com a mídia mafiosa, inventar e promover uma oposição de direita para mobilizar as suas cada vez mais parcas tropas e garantir a sobrevivência do seu controle sobre os movimentos populares domesticados pelos anos de bonança dos dois mandatos do Lula. Agora, como se vê na onda de “suspeitas” levantadas contra os organizadores da manifestação convocada para o Largo da Batata amanhã, confrontado com o ressurgimento de um movimento de resistência que ameaça escapar ao seu controle, põe na ruas as mesmas tropas com as mesmas táticas mentirosas e caluniosas, preferindo dividir e sabotar a resistência a correr o risco de ser posto de lado por ela.

Hoje, mais do que nunca, o PT é o maior inimigo das esperanças e do projeto de vida que a sua vitória em 2002 fez nascer e crescer.

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