PT volta ao Conselho do Ministério Público contra Deltan, agora por “empresa de fachada”

Ação agora envolve notícia de que Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobom, procuradores da Lava Jato em Curitiba, ensaiaram abrir uma empresa de palestras, mas em nome das esposas

Foto: Instagram/Roberson Pozzobon

Jornal GGN – O PT ingressou nesta segunda (15) com mais uma ação contra Deltan Dallagnol, agora envolvendo a “empresa de fachada” que o procurador pretendia abrir com o colega Roberson Pozzobon – mas em nome das esposas – para “lucrar” com palestras e congressos decorrentes da “fama” com a Lava Jato.

Conversas de Telegram entre os procuradores sobre a empresa foram divulgadas pelo Intercept Brasil em parceria com a Folha, no domingo (14).

Na petição do PT, consta que houve “articulação para criar empresa de fachada e simular sua efetiva participação em sociedade comercial, eis que ‘não apareceriam [os procuradores] formalmente como sócios, para evitar questionamentos legais’, em conluio com suas respectivas cônjuges.”

A ação ainda pede esclarecimentos das empresas “Star Palestras e Eventos, Polyndia e Conquer, que Deltan cita como parceiras em potencial. O partido que saber se houve intenção de “simular a participação em sociedade comercial, por meio do envolvimento de terceiros.”

O PT ainda denunciou a “prática de atividade comercial distante do ensino jurídico e com foco na busca de ‘clientes’ jovens e interessados em cursos motivacionais, eis que ‘teria que incluir coisas que envolvam como lucrar, como crescer na vida, como desenvolver habilidades de que precisa e não são ensinadas na faculdade’.”

Além disso, apontou para a “utilização dos serviços de servidores da Procuradoria da República em Curitiba para a organização de atividades pessoais de palestrante” de Deltan.

“A falta de decoro pessoal, zelo e probidade, e de ilibada conduta particular” marcaram as conversas dos procuradores. Pozzobon sequer mostrou preocupação quando alertado sobre a “possibilidade de investigação das atividades comerciais”. “Que veeeenham”, respondeu a Deltan.

Leia também:  “Eu quero sair daqui com 100% de inocência”, diz Lula a Bob Fernandes

“Depura-se que os senhores Deltan Martinazzo Dalagnoll e Roberson
Henrique Pozzobon, ambos Procuradores da República, teriam praticado atos em flagrante desacordo com a Lei Complementar nº 75/1993, que dispõe sobre a organização, as atribuições e o estatuto do Ministério Público da União e com a Lei nº 8.625/1993, que institui a Lei Orgânica Nacional do Ministério Público.”

Leia a ação na íntegra.

empresa de fachada

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

1 comentário

  1. Sei lá. Acho que a questão aí é ética, e não jurídica, já que não houve relação de causalidade, o que é exigido pelo art. 13, do CP:

    “O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa.”

    O Dallagbosta pensou na abertura da empresa cítrica mas essa abertura não foi concretizada, ou seja, não houve resultado.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome