Quando não for dinheiro em paraísos fiscais será o ouro e os diamantes!

Quando não for dinheiro em paraísos fiscais será o ouro e os diamantes!

Parece que todos estão chegando a uma mesma conclusão, a capacidade de corromper dos grandes capitalistas é imensa.

Se uma empresa em dez anos conseguiu a proeza de gastar US$3,3 BILHÕES (dólares, é claro) se somarmos todas as empreiteiras, os bancos, as multinacionais e mais outros grandes capitais, poderemos sem fantasiar muito chegarmos a valores em torno de US$20 bilhões em suborno aos políticos que estiverem disponíveis para serem subornados.

Porém tem algo mais do que isto, se os grandes capitalistas gastam US$20 bilhões em suborno e se os valores destes subornos são em torno de 10% a 15% do sobre faturamento destas das obras superfaturadas, na melhor das hipóteses elas estão roubando da POPULAÇÃO em torno de US$150 bilhões em dez anos, ou seja, US$15 bilhões por anos. Fazendo a conversão para reais dá algo em torno de R$45 bilhões por ano, ou seja, para um orçamento previsto para investimento públicos em infraestrutura nos seus bons momentos, que chegavam em algo torno de R$700 bilhões (contando empréstimos BNDES  e outros através de PPPs) ou seja, na melhor das hipóteses 6,4% de tudo que deveria ser investido.

Colocando sobre os 6,4% mais o lucro das empresas este valor sobe acima de 15%, ou em resumo:

O CUSTO DOS INVESTIMENTOS PÚBLICOS É MAJORADO EM TORNO DE 15% QUANDO SE UTILIZA EMPRESAS PRIVADAS PARA REALIZAR ESTES TRABALHOS.

Estes dados são extremamente minimizados, com um cálculo mais preciso pode-se atingir facilmente valores em torno de 30%!

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Caso quisermos combater a corrupção ela simplesmente mudará de forma, no lugar de contas na Suíça ou em outros paraísos fiscais o dinheiro pode ser entregue, por exemplo, em barras de ouro ou mesmo de diamantes que são comprados em lotes em New York ou na Antuérpia. Os diamantes são mais interessantes, pois uma meia dentro de uma mala transporta alguns milhares de dólares destas pedras preciosas e só ter uma pequena casa de campo e abrir um buraco no terreno e escondê-la, jamais polícia nenhuma do mundo acha.

Porém há uma solução simples que nos dias atuais poderia ser empregada resultando em economias imensas aos cofres públicos. A execução direta de obras públicas por agentes públicos. Por mais inexperiente que sejam os membros do serviço público, mesmo que os mesmos atuem de forma lenta e burocratizada, com todas as condições de controle que se dispõe nos dias atuais em termos de softwares para controles de orçamento e custos, para controle e acompanhamento de obras e serviços, o que custaria para a população seria menor do que os 30% que é perdido pela terceirização da terceirização que ocorre nas obras públicas, um verdadeiro sistema em cascata que envolve no mínimo três a quatro níveis de decisão e execução.

Talvez a solução seria a volta ao passado com todo o ferramental moderno que existe para o controle e execução de obras que são correntes e conhecidos por qualquer engenheiro bem formado.

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