Raio X do entusiasmo excessivo para pouco resultado no mercado de trabalho

Vamos a um balanço do mercado de trabalho em cima dos últimos dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílio Mensal (PNADM) do IBGE.

Alguns pequenos avanços foram saudados com quase euforia por parte do setor real da economia, tal o nível de desalento reinante.

Na primeira tabela tem as mudanças em relação a um ano atrás.

A Força de Trabalho aumentou em 1,149 milhão de pessoas. E houve um aumento de 1,860 milhão na FT ocupada e redução de 712 mil entre os desocupados.

No entanto, houve um aumento de 456 mil pessoas fora da FT – isto é, pessoas que desistiram de procurar emprego. 419 mil conseguiram emprego sem carteira de trabalho e 845 mil com carteira de trabalho. E 744 mil passaram a trabalhar por conta própria. São os uberizados.

É uma recuperação ínfima em relação às perdas dos últimos anos.

Confira a comparação de alguns indicadores em relação a nov 2014-jan 2015

A desocupação e subocupação aumentaram 56,3%; a subutilização (isto é, pessoas fazendo bico ocupando apenas parte do seu tempo) aumento em 56,8%; os desalentados fora da FT aumentaram184% e os desalentados dentro da FT aumentaram 173%.

Confira o gráfico dos Desalentados na FT desde 2015

Vamos para um período menor, para entender os pouquissimos avanços ocorridos. O nível atual está mais alto até do que o nível de 2017, no auge da crise.

É o mesmo movimento dos Subocupados.

Ou dos Desalentados Fora da FT.

Leia também:  A deterioração do emprego, especialmente para mulheres, pretos e pardos, por Luis Nassif

O aumento da informalidade, fruto da flexibilização da legislação trabalhista, já provocou redução na relação contribuintes x força de trabalho.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome