Re: A burocracia nas compras científicas

Prezado Adriano:

O CNPq foi criado em 1951. Curiosamente foi criado com o objetivo inicial de fazer o Brasil desenvolver se programa nuclear. A ideia era a bomba atômica mesmo. Foi criado por físicos. Para mudar tal pecha, na década de 70 mudou o nome de Conselho Nacional de Pesquisas para Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Manteve-se a sigla CNPq. 

Seus servidores não são seletistas. Por ser uma fundação federal, os servidores são estatutários, regidos pela lei 8112/1990 e precisam prestar concurso público para lá trabalhar. A carreira é a de Ciência e Tecnologia, a mesma de quem trabalha no MCT, CNEN, no INPE, no Renato Archer. Claro, há muitos terceirizados trabalhando lá também.

Para as pessoas que recebem auxílio, os cheques estão sendo substituídos por um cartão do pesquisador. Essa burocracia do cheque existia porque eram de conta do tipo B, ou seja, os pesquisadores eram noemados pelo CNPq para gastarem os recursos, mas era tudo em nome do CNPq. Se um pesquisador emitisse, por descuido, um cheque sem fundos, todos os outros não podiam depositar cheques, pois o nome do CNPq ficava retido. Baita transtorno. Com os cartões (que tem limites) isso tende a acabar. E a transparência será maior, porque no portal da transparência, espera-se, saberemos em que as pessoas estão gastando individualmente e não só na pessoa jurídica do CNPq. 

Quando à ouvidoria, me parece mais uma determinação da CGU. Em tese, todos os órgãos públicos federais estão montando as suas. Não sei o potencial de eficiência delas, confesso. Hoje, pelo que são, fazem isso: ouvem uma parte, procuram a outra, ouvem também e devolvem uma resposta à parte inicial. Isso revela um potencial limitado. 

Espero ter esclarecido alguma coisa.

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