Representantes de Estado farão reunião de desagravo a Evo Morales

Jornal GGN – Uma reunião extraordinária com representantes de sete países foi marcada para esta quinta-feira (4) à tarde em Cochabamba, na Bolívia, para aprovar um ato de desagravo à situação a que foi submetido o presidente Evo Morales nesta quarta-feira (3). A reunião deve contar, ainda, com os demais países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O embaixador Eduardo dos Santos, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, comparecerá representando o Brasil.

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, confirmou que os presidentes Ollanta Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Nicolás Maduro (Venezuela) e Dési Bouterse (Suriname), além de Morales, estarão presentes. 

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, disse que o objetivo da reunião é aprovar um desagravo a Morales e registrar o “abuso imperial” que desencadeou “o sequestro” do presidente. A reunião foi convocada a pedidos de Correa, do Equador.  A convocação extraordinária é uma resposta coletiva à proibição do avião de Morales de sobrevoar e aterrissar em quatro países europeus. A Unasul é formada por 12 países, mas o Paraguai está suspenso temporariamente.  

Nesta quarta-feira, os presidentes Dilma Rousseff, Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), Mujica (Uruguai) e Correa (Equador) prestaram solidariedade a Morales. Nas declarações, eles consideraram os atos dos governos europeus uma violação à América Latina.

ONU

Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), pediu aos governos que proibiram a circulação do avião presidencial de Morales que debatam a questão com respeito aos legítimos direitos. Ele se sente “aliviado” por o incidente não ter causado “consequências para segurança” do presidente boliviano, Evo Morales e de sua comitiva. A Bolívia disse ter encaminhado queixa formal contra Portugal, a Espanha, a França e a Itália por terem fechado o espaço aéreo para a aeronave presidencial.

Na Bolívia

Na última quarta-feira (3), Morales chegou à cidade de El Alto, perto de La Paz, capital boliviana, e foi recebido por uma multidão de simpatizantes, aliados políticos, militares e representantes de organizações não governamentais. Ao descer do avião presidencial, Morales ouviu o lema das Forças Armadas bolivianas: “Pátria ou morte, venceremos”.

Entenda o caso

Na terça-feira (2), o avião do presidente boliviano foi proibido de ingressar no espaço aéreo de Portugal, França, Itália e Espanha por suspeitas de que Edward Snowden estivesse a bordo. Morales foi obrigado a desviar a rota e aguardar em Viena, na Áustria, por 13 horas até receber autorização para prosseguir a viagem.

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