Resposta ao inacreditável texto de Luis Fernando Veríssimo no Globo, por Beatrice Papillon

    Resposta ao inacreditável texto de Luis Fernando Veríssimo no Globo

    por Beatrice Papillon 

    Em sua coluna de 6/09/18 no jornal O Globo, o escritor Luis Fernando Verissimo publicou texto de onde extraio o trecho a seguir. Logo abaixo, minha resposta.

    ATIVOS E PASSIVOS – Por L.F. Verissimo
    “Para o homem latino tradicional, só existe homossexual passivo, o ativo é apenas um heterossexual que prefere homem. Esta mentalidade talvez explique a curiosa existência no Brasil, até pouco tempo, de corruptos sem corruptores. (…) Políticos subornados por empresas era coisa tão corriqueira no capitalismo de compadres brasileiro que as primeiras reações às ações da operação Lava-Jato foram de choque, como a dessacralização de um tabu. O que todo mundo sabia em Brasília de repente estava nas manchetes e na boca do povo. Tremendo desrespeito a uma tradição.

    Outra manifestação da doutrina “homossexual é só quem dá” é a guerra ao narcotráfico, que ainda não chegou ao grande mistério, ou o grande paradoxo brasileiro: um mercado de tóxicos que só tem fornecedor. Um mercado que só dá. Ninguém consome tóxicos no Brasil, e nem por isso o mercado deixa de crescer.” (…)
    .

    CARO LUIS FERNANDO VERISSIMO,

    Não pode ser maior o meu espanto ao ler sua coluna no jornal O Globo de hoje. Sob o título “Ativos e Passivos” o senhor evoca a inacreditável comparação entre relações homossexuais e atividades criminosas como o tráfico e a corrupção. 

    No país que mais mata travestis e transsexuais no mundo, onde a cada dezenove horas uma pessoa morre vítima de lgbtfobia, um importante jornal, através da caneta de um intelectual respeitado, reafirmar a marginalização da nossa existência configura uma ameaça alarmante que eu não posso deixar de responder, a despeito da imensa admiração que tenho pela sua obra.

    Leia também:  Puta, por Janderson Lacerda

    Ao longo da leitura procurei ansiosamente encontrar uma justificativa razoável para comparação tão grosseira e imprudente. Não havia. A “piada” era mesmo essa. Envernizada por um tom de crítica distanciada, de quem identifica uma hipocrisia que atua silenciando parte de um “crime”, sua retórica comparativa inevitavelmente reafirmou preconceitos graves ao jogar tudo no mesmo balaio. Não creia o senhor que todos os seus leitores sabem reconhecer sofisticadas ironias.

    Cabe-me esclarecer algo: a questão de “ativos e passivos”, para nós LGBTIs (em especial gays e travestis, pela prática da penetração anal) é enfrentada com muita seriedade, porque o machismo atribui às passivas a condição de indivíduo submisso, o que extrapola o jogo sexual tornando socialmente mais vulneráveis à violências aqueles que sejam reconhecidos como tal. E isso não é teórico. Isso mata. São essas pessoas a imensa maioria das vítimas de assassinatos e violências. Bichas afeminadas e travestis são vistas como pessoas que “abdicaram da masculinidade” e portanto “não merecedoras de viver” num mundo de machos.

    Entretanto, este país recentemente consagrou uma drag queen como a maior estrela pop da temporada e efervece o reconhecimento da resistência da bicha afeminada. E se aqui me estendo no assunto é para informar-lhe da força revolucionária dessas bichas no confronto ao mundo de que o senhor mesmo se queixa em seu texto. Um mundo violento, cínico e assassino.

    Ambos os exemplos, corrupção e tráfico de drogas, esbarram sim, o senhor tem razão, na hipocrisia e se sustentam graças a ela. Mas a hipocrisia não é um protocolo corriqueiro no trato de questões cotidianas. É estrutural de uma sociedade que tem de ser totalmente reformulada. Para atacar esse mal na superfície, há que se chegar à sua raiz. Derrubar impiedosamente seus pilares, quebrar todos os tabus e preconceitos, negar dogmas, reinventar o homem e a mulher e, principalmente, decepar a mão violenta da moral judaico cristã, produtora de exclusão, sofrimento e morte. E não é com piadas sobre quem dá e quem não dá que se faz isso. 

    Leia também:  A carta do Fulano!, por Luciano Hortencio

    Se seu texto viesse para exaltar a liberdade de quem dá e não o nega, seria infinitamente mais bem vindo e útil. Ao contrário, mais do que somente nos ofender, seu texto representa uma ameaça grave à nossa segurança, ao legitimar publicamente muitos dos argumentos que baseiam e motivam crimes de ódio contra nós. Além de ser um desserviço, por se interpôr no caminho de uma revolução que quer e vai passar.

    lacradoramente,
    Beatrice Papillon

    Twt: @MolotovPapillon
    Inst: @PapillonBeatrice

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    35 comentários

    1. discordo

      Beatrice Papillon,

      Se o único problema no texto do Luis Fernando Veríssimo é esse que você indica, perdão mas sou obrigado a concordar com ele.

      Ao contrário que voce disse, penso que isso ajuda a proteger a  metade perseguida dos citados. Obriga a sociedade a pensar. Não cabe o diferenciamento machista estabelecido pelos brasileiros. 

      Cada um, respeitados os direitos dos outros, leva a vida como quiser. E que cada um trate da sua.

    2. Não sei..talvez me engane…..

      Me parece que no texto é questão de comparar e de expor a hipocrisia generalizada do funcionamento da sociedade brasileira………não “leio” no texto uma comparação direta entre homossexuais e atividades criminosas……….e inclusive não acho que seja a intenção do autor……..e acho complicado ler todo e qualquer texto com “oculos” das nossas crenças e “ativismos”….não tenho procuração para defender quem quer que seja, mas quando acho que “passa da conta” eu digo…….me parece um exercicio de “chutar o cachorro” errado….tavez me engane……

    3. Resumo da confusão Ativos Passivos

      Resumindo:

      Luis F Veríssimo escreveu “tomate” e a Beatrice leu “cavalo marinho” ou “tanque de guerra”.

      Com isso LFVeríssimo mais uma vez e como sempre merece nota 1000, pela inteligência literária, que, ao contrário do analisado e entendido intempestuosamente pela Beatrice, traz uma reflexão clara da parcialidade na abordagem dos temas.

    4. Resumo da confusão Ativos Passivos

      Resumindo:

      Luis F Veríssimo escreveu “tomate” e a Beatrice leu “cavalo marinho” ou “tanque de guerra”.

      Com isso LFVeríssimo mais uma vez e como sempre merece nota 1000, pela inteligência literária, que, ao contrário do analisado e entendido intempestuosamente pela Beatrice, traz uma reflexão clara da parcialidade na abordagem dos temas.

    5. ATIVOS E PASSIVOS

      Beatrice, concordo com tua argumentação acerca dos movimentos de minorias e a hipocrisia que ronda suas ações. 

      Apenas não vi o porque de tua reação ao texto de Veríssimo.

      Para mim o vetor que une a argumentação de LFV é justamente a hipocrisia reinante no Brasil na forma de ver o homosexualismo, uso de drogas e corrupção. 

      E nisso concordo totalmente com ele.

    6. Inteligencia é para poucos

      Adorei o texto do Verssimo, repleto de ironia. Não entendi foi a crítica, falta-me inteligencia

    7. Interpretação de texto

      Discordo radicalmente da análise de Beatrice. O texto mostra de maneira clara como a mesma hipocrisia é usada para justificar práticas sexuais e de consumo de drogas por parte de uma sociedade que tem um discurso moralista condenatório e acusador. Pelo texo de Beatrice, vejo que é uma pessoa bem escolarizada e que se expressa bem, mas creio que sua análise foi influenciada por uma carga emocional muito forte que mudou o foco da ideia central apresentada pelo colunista.

    8. Só para complementar: o

      Só para complementar: o Brasil é o campeão mundial de homicídios, no ano passado, uma média de 170 por dia. Ou seja, a cada oito minutos e meio, um brasileiro é assassinado – homem, mulher, adulto, criança, heterossexual, homossexual, transsexual, bissexual, negro, mulato, branco, índio e de qualquer outra divisão que se queira estabelecer.

    9. Schmetterling

       Independentemente do conservadorismo tacanho no que diz respeito aos homossexuais masculinos apresentado pelo escritor, o que me surpreende pouco em virtude de inúmeros fatores que certamente são de conhecimento público no que diz respeito à vida do Autor (o que não significa que não o leia), o foco principal do que pretendo abordar é outro: a cortina de fumaça imperial.

      O tráfico de armas é o ÚNICO responsável pela violência com balas perdidas e mortes  a granel país afora por uma razão simples: caso assim não fosse, as disputas por pontos de venda de entoporcentes dar-se-iam com porretes, tacos de baseball, facas, tacapis, arcos-e-flecha, pedras e outras armas brancas – mas, jamais, munição e equipamento de caça

      Ora, é óbvio que as armas de fogo responsáveis pelas incontáveis mortes no Brasil – quando não são utilizadas legalmente pelas forças de segurança nacional no desempenho das suas atividades – são adquiridas no mercado negro, ou seja, no tráfico, até porque as armas de grosso calibre possuem simplesmente comercialização proibida. Como, então, há tantas mortes violentas por causa do “tráfico de drogas” através de armas de fogo?

       Por que a imprensa, com o auxílio da inteligentsia brasileira, gostam mais de manter tudo como está e não se expor. Todos os atos de desenvolvimento (vide Irineu Evangelista de Souza) tomados a partir de raciocínios individuais tendem a ser olhados, admirados, analisados e abandonados pelos círculos efetivos de poder, isolando e deixando completamente à deriva os movimentos que poderiam efetivamente atacar nós górdios da estrutura.

      Assim, o nobilíssimo “analista de Bagé” (de Porto Alegre na verdade) vem analisar os gays, a corupção e a violência relacionada ao “tráfico de drogas” simplesmente com um objetivo: maner exatamente o status quo e permitir a continuidade do regime dentro do que ele possui de adaptável e adequável à nova ordem que virá após essa violenta crise que está varrendo o Brasil em muitos sentidos e onde ontem o candidato dos concurseiros provou a realidade do fascismo: a violência.

      Todas as pessoas que estudaram e viveram na Europa, particularmente na Alemanha, sabem o efeito devastador que possuiu não apenas conjunturalmente no local como também no curso do tempo e alhures.

       Assim, a terra dos poetas e dos músicos da baronesa de Staël-Holstein, louvada pela arte e cultura e terra de debates profundíssimos como o trazido por Martin Luther, tornou-se a “terra dos nazistas”, onde cidadãos são ridicularizados mundo afora com saudações nazistas absolutamente anacrônicas e constrangedoras, mas efetivamente por culpa de um processo social que afetou profundamente a imagem do país tanto por dentro quanto no exterior.

      É esse o caminho do Brasil? A análise dos “passivos fracos” que “deixam que aconteça” contra os “ativos fortes” que afinal “agem” buscando “resolver” o problema? E resolver o problema como? Comprando mais armas de fogo??

      A corrida armamentista auxilia à indústria bélica que vende armas para todas as facções criminosas e também para os agentes do governo. Assim, qualquer anúnico de recrudescimento das ações de repressão contra o tráfico de entorpecentes sem atacar frontalmente a origem da violência – o tráfico de armas de fogo – inevitavelmente leva à corrida armamentista por todos os lados, vez que os “traficantes” precisam estar devidamente preparados para enfrentar as forças de segurança que, legalmente, estão alimentando a indústria bélica e não vão fazê-lo com .32 ou .38.

      Aproveito o espaço para propor o debate: porque o jornal O Globo não abre espaço para debates como o aqui proposto? Haverá algum interesse comercial entre as organizações Globo – que, como qualquer empresa de comunicação, depende das verbas publicitárias para sua manutenção – com a corrida armamentista? Entre os patrocinadores do Globo, quantos são relacionados à indústria bélica? Pode não haver investimento direto das forjas, mas há dos grupos econômicos controladores? 

       Essas questões apresentadas têm o condão de buscar, sobretudo, respostas para entender porque não realizar a campanha correta. Será, afinal, a “guerra das drogas” da imprensa brasileira uma propaganda permanente para a indústria bélica como as famosas “matérias pagas”?  Não há fundamento para que não se enxergue o óbvio. Sem armas de fogo nas mãos do tráfico, não haveria balas perdidas, não haveria tiros nas ruas e vielas das cidades (sim, as favelas e comunidades e quebradas são parte das cidades brasileiras) apavorando os brasileiros de todas as idades, sexos, crenças, times de futebol, e todas as formas que nos “diferenciam”. A “guerra ao tráfico” seria, assim, guerreada com porretes e quando as forças de segurança pública lá chegassem, bastariam 2 policiais militares – “cosme e damião” – com suas .40 avisando ao pessoal “acabou a brincadeira” e todos seriam devidamente encaminhados para onde de direito sem maiores prejuízos, restringindo-se as mortes àquelas viáveis em combates corporais sem armamento moderno.

       Todos ganhariam. As forças de segurança pública veriam um fim na estatística vergonhosa brasileira onde os policiais militares trabalham sabendo-se alvos e que podem ser, a qualquer momento, assassinados simplesmente por que alimentam suas famílias com o suor de seu trabalho junto à segurança pública, diminuindo o volume de riscos e tornando a atividade compatível com o que é: segurança pública, não invasão de inimigos estrangeiros com armamento de guerra.

       Ganharia a sociedade civil organizada, que veria o final das verdadeiras “zonas de exclusão” trazidas pelo poderio bélico inaceitável adquirido pelo tráfico de armas e que, com a força e o tacão, determina a ordem do dia em um sem-número de locais Brasil afora, além da diminuição brutal nos índices de violência, além de ver o fim da discussão inútil com respeito à “violência urbanda gerada pelo tráfico (de drogas)” que iria despencar para índices escandinavos.

      Bom feriados para todos.

    10. Simples
      Procurou chifre em cabeça de cavalo e encontrou. Há os que não querem ver e os que veem p que querem, até o que não existe.

    11. De repente, estou numa

      De repente, estou numa posição indefinida, quase como aquela relativa a aborto Acho que ambos estão certos, e com mais certeza de que Veríssimo, tão abertamente livre de preconceitos, mas um crítico ferrenho justo contra isso, não foi feliz na interpretação do seu texto. 

      Eu amo Veríssimo, e amo todos que sofrem diuturnamente qualquer tipo de discriminação, de preconceito, porque são pessoas como todas, e merecem apenas viverem suas vidas como lhes convierem.

       

    12. Betrice faltou a aula de
      Betrice faltou a aula de interpretação de texto. A diversidade tem a ameaça do Bolsonaro, Beatrice, não perca o foco, nao gaste energia a toa ainfa maus com quem é aliado da causa, quase um militante.

    13. Liberdade Ju
      A tribuna é livre e exercitar cada vez mais o nosso livre arbítrio tem que ser uma atividade prioritária e cotidiana na vida de toda população. A concordância ou não, entre partes envolvidas, provocará e produzirá o debate, a troca de opiniões e o fortalecimento de uma sociedade democrática e respeitadora do estado de direito. Opinar, debater, aceitar, discordar é dever e é direito. Façamos, sempre.

    14. Andar de sk8 não é crime

      Que mulher que enxerga distante. Eu jamais enxergaria o Veríssimo equiparando homossexualismo com crimes.

      Mas todos nós estamos sujeitos a preconceitos, que teimam em nos driblar e se exibir.

    15. Junto-me aos colegas

      Junto-me aos colegas comentaristas. A Papilon foi extremamente infeliz na interpretação do texto. Ela entedeu tudo errado, o oposto.

      O que o Veríssimo disse, até já falei também, e qualquer homem brasileiro sabe por experiência própria. Desde a adolescência a gente ouve esse discurso de que “viado é quem dá”, “quem come é macho”.

      Soube de colegas de rua aqui no Rio que “comiam uma bicha” em troca de um tênis importado. Nenhum deles se considerava homossexual ou que pelo menos estavam sendo enquanto praticavam o ato.

      Depois espera-se que o sujeito fique maduro o suficiente para perceber que uma relação homosexual é aquela que se dá entre pessoas do mesmo sexo, independente de “quem está em cima ou embaixo”.

      Veríssimo constata que esse amadurecimento não ocorre necessariamente no Brasil machista. Ele aponta a hipocrisia na lata. E faz uma comparação totalmente pertinente ao pensamento de que “corrupto é o político”, como se o empresário que corrompe “por ser ativo” é “o macho da relação”, então não merece punição.

      A hipocrisia nos dois casos tem o mesmo tipo de miopia, corrupção só com corrompido, e homosexualismo só com quem é penetrado.

      Ver o texto do Veríssimo com uma afirmação de que homosexualidade é comparável à crime é um tremendo equívoco.  

      • Veríssimo

        Sou gay e curti o texto do Veríssimo.

        A crítica veio de alguém que não entendeu o texto. Ou está tentando aparecer sem merecer.

         

      • RESPOSTA AO INACREDITAVEL TEXTO DE LUIS FERNANDO VERISSIMO NO GL

        BEATRICE, OTIMO TEXTO !   O QUE  deveria estar junto ou ao lado 
        do texto do Verissimo. Como critica a ele …se perdeu.

    16. A Militantolice

      A postagem é o exemplo escarrado de como algumas práticas têm se dedicado a dar linha em militância, mas são fruto de deficiências formativas, compensações e sobrecompensações, óculos errados para pessoas com graus de miopia diferentes. 

      Não é por dizer, sorry, mas vi isto dezenas e dezenas de vezes. O pior é quando tem gente que aceita e reproduz essas tolices. 

      Por outro lado, sobre o conteúdo da “indignada”.. que foi literal. Sim, na cultura latino-americana, homossexual, gay, bicha (o termo que vc queira usar) se refere ao passivo. Tanto isto que homossexuais ativos não se reconhecem como homossexuais (com muito custo, bissexuais). É a velha história entre o fato, a consciência de si e a consciência coletiva, de reprodução social. 

      Alguém se lembra do caso do militar que foi estuprado por colegas dentro do quartel? Ah, não, há vários casos. Na mente de cada um, não há homossexualidade. Sim, trata-se de um exemplo exagerado para mostrar um grau extremo da variação e da negação da homossexualidade sob o manto do “ativo”.

      Fora isto, alguém já ouviu algum homossexual procurar um parceiro… macho? 

       

    17. Menos
      É incrível que você tenha encontrado ofensa em em texto que obviamente não tem intenção nenhuma de ofender.

    18. Prezada Beatrice. Você não

      Prezada Beatrice. Você não entendeu nada. Leia melhor o texto. Atenciosamente, Fernando.

    19. Tetxto brilhante do brilhante Verissimo

      A Beatrice  apresentou uma indignação equivocada. Com ironia e  exemplos descritos (e  sem nenhumn julgamento), o brilhante Verissimo expos  a hipocrísia que existe no Brail apoiada em hábitos de comportamento há tempo existentes. ATé hoje, em certos rincões do Brasil , homossexual é só quem  é penetrado ou faz sexo oral,, Assim como corrupto é quem aceita a corrupção, o suborno, não quem a pratica, a oferece. Dessa maneira, quem dá dinheiro escondido ao guarda de transito para se livrar do flagrante de diirigir bebado não é corrupto. A analogia ficou clara e oportuna para este Brasil cínico

       

    20. Ativos e Passivos Luis F Verissimo
      Realmente o que está acontecendo nesse País é o que Verissimo diz, sem botar nem tirar. A elite brasileira é a pior de todas, seja ela política,empresarial ou acadêmica. O que está matando esse País é o excesso de pós doutores de Harvard, cadê os técnicos? Doutores não sabem empreender(Por em prática), são teóricos apenas,não basta ser ético tem de ser resoluto. As elites são mais do que hipócritas sabem ler sim,a interpretação é conforme sua moral mesquinha, vem de berço.

    21. Coisas dos novos tempos da

      Coisas dos novos tempos da internet.

      Conseguiu que uma parte da população tivesse conhecimento do nome, ou codinome, ou pseudonimo, ou acrônimo, BEATRICE PAPILLON.

      Palmas.

      Sugestão: Seguem abaixo outros textos do atacado autor para, quem sabe, encontrar incitação ao ódio ou outra coisa semelhante.

      P.S.- Sarcasmo e ironia vai encontrar de montão. 

       

      O Popular (1973, ed. José Olympio)A Grande Mulher Nua (1975, ed. José Olympio)Amor Brasileiro (1977, ed. José Olympio)O Rei do Rock (1978, ed. Globo)Ed Mort e Outras Histórias (1979, ed. L&PM)O Analista de Bagé (1981, ed. L&PM)A Mesa Voadora (1982, ed. Globo)Sexo na cabeça[nota 1] (1982, ed. L&PM)Outras do Analista de Bagé (1982, ed. L&PM)A Velhinha de Taubaté (1983, ed. L&PM)A Mulher do Silva (1984, ed. L&PM)A Mãe de Freud (1985, ed. L&PM)O Marido do Doutor Pompeu (1987, ed. L&PM)Zoeira (1987, ed. L&PM)Glauco Rodrigues (1989, ed. Salamandra Com Glauco Rodrigues)Orgias[nota 2] (1989, ed. L&PM)Pai Não Entende Nada (1990, ed. L&PM)O Santinho (1991, ed. L&PM)Humor Nos Tempos do Collor (1992, ed. L&PM Com Millôr Fernandes e Jô Soares)O Suicida e o Computador (1992, ed. L&PM)O Arteiro e O Tempo (1994, ed. Berlendis e Vertechia Com Glauco Rodrigues)Comédias da Vida Pública (1995, ed. L&PM)A Versão dos Afogados – Novas Comédias da Vida Pública (1997, ed. L&PM)A Mancha (2004, ed. Cia das Letras, coleção Vozes do Golpe)Em Algum Lugar do Paraíso (2011, ed. Objetiva)Diálogos Impossíveis (2012, ed. Objetiva)Os Últimos Quartetos de Beethoven (2013, ed. Objetiva)O Gigolô das Palavras (1982, ed. L&PM)Peças Íntimas (1990, ed. L&PM)Comédias da Vida Privada (1994, ed. L&PM)O Nariz e Outras Crônicas (1994, ed. Ática)Novas Comédias da Vida Privada (1996, ed. L&PM)Ed Mort, Todas as Histórias (1997, ed. L&PM)Aquele Estranho Dia que Nunca Chega (1999, Editora Objetiva)A Eterna Privação do Zagueiro Absoluto (1999, Editora Objetiva)Histórias Brasileiras de Verão (1999, Editora Objetiva)As Noivas do Grajaú (1999, ed. Mercado Aberto)Todas as Comédias (1999, ed. L&PM)Festa de Criança (2000, ed. Ática)Comédias para se Ler na Escola (2000, Editora Objetiva)As Mentiras que os Homens Contam (2000, Editora Objetiva)Todas as Histórias do Analista de Bagé (2002, Editora Objetiva)Banquete Com os Deuses (2002, Editora Objetiva)O Melhor das Comédias da Vida Privada (2004, Editora Objetiva)Mais comédias para ler na escola (2008, Editora Objetiva)O Mundo é Bárbaro, e o que Nós Temos a Ver com Isso (2008, Editora Objetiva)Time dos Sonhos (2010, Editora Objetiva)Amor Verissimo (2013, Editora Objetiva)As Mentiras que as Mulheres Contam (2015, Editora Objetiva)Verissimas (2016, Editora Objetiva)Informe do Planeta Azul (2018, Boa Companhia)Pega pra Kapput (1978, ed. L± com Moacyr ScliarJosué Guimarães e Edgar Vasques)O Jardim do Diabo (1987, ed. L&PM)Gula – O Clube dos Anjos (1998, Editora Objetiva, coleção Plenos Pecados)Borges e os Orangotangos Eternos (2000, ed. Cia das Letras, coleção Literatura ou Morte)O Opositor (2004, Editora Objetiva, coleção Cinco Dedos de Prosa)A Décima Segunda Noite (2006, Editora Objetiva, coleção Devorando Shakespeare)Os Espiões (2009, Editora Objetiva)Traçando New York (1991, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)Traçando Paris (1992, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)Traçando Porto Alegre (1993, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)Traçando Roma (1993, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)América (1994, ed. Artes e Ofícios)Traçando Japão (1995, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)Traçando Madrid (1997, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)As Cobras (1975, ed. Milha)As Cobras e Outros Bichos (1977, ed. L&PM)As Cobras do Verissimo (1978, ed. Codecri)O Analista de Bagé em Quadrinhos (1983, ed. L± com Edgar Vasques)Aventuras da Família Brasil (1985, ed. L&PM)Ed Mort em Procurando o Silva (1985, ed. L± com Miguel Paiva)As Cobras, vols I, II e III (1987, ed. Salamandra)Ed Mort em Disneyworld Blues (1987, ed. L± com Miguel Paiva)Ed Mort em Com a Mão no Milhão (1988, ed. L± com Miguel Paiva)Ed Mort em Conexão Nazista (1989, ed. L± com Miguel Paiva)Ed Mort em O Sequestro do Zagueiro Central (1990, ed. L± com Miguel Paiva)A Família Brasil (1993, ed. L&PM)As Cobras em Se Deus existe que eu seja atingido por um raio (1997, ed. L&PM)Pof (2000, ed. Projeto)Aventuras da Família Brasil (reedição – 2005, Editora Objetiva)As Cobras – Antologia Definitiva (2010, Editora Objetiva)O Arteiro e o Tempo (infantil; ed. Berlendis & Vertecchia; ilustrada por Glauco Rodrigues)Poesia Numa Hora Dessas?! (poemas; 2002, Editora Objetiva)Internacional, Autobiografia de uma Paixão (2004, ed. Ediouro)As gêmeas de Moscou (infantil; 2016, Companhia das Letrinhas; ilustrada por Rogério Coelho)

       

    22. Tempestade em copo d’água. A
      Tempestade em copo d’água. A crônica crítica o machismo, me parece bem claro.

    23. Deus do céu, como alguém anda
      Deus do céu, como alguém anda dizendo : com interpretacao de texto e consciência de classe, salvariamos o Brasil!

      A pessoa autora do texto precisa ler mais…

    24. No meu entender, Veríssimo
      No meu entender, Veríssimo defendeu os homoafetivos ao criticar os ativos que não saem do armário e nem mesmo se reconhecem como homens que gostam de homens, sim, tal qual a turma do helicoca, cuja existência jamais será reconhecida. Salve Veríssimo.

    25. lacradoramente

      Prezada sei-eu-lá-quem-é-você,

      Deixo aqui, com outras palavras, as impressões que transmiti via Twitter hoje pela manhã, em resposta ao Nassif e a você.

      Arrastei-me pesadamente ao longo desse texto enfadonho à procura do seu objetivo. Fui encontrá-lo no final, na palavra “lacradoramente”. O objetivo era “lacrar”, futilidade típica das redes sociais em que o efeito emocional das palavres importa mais do que o conteúdo.

      Fracassou miseravelmente.

      Se quiser investir nesse estilo sugiro-lhe estudar os textos de um expert no assunto, o pseudojornalista gaúcho Juremir Machado da Silva. Ele passou anos a fazer o mesmo: atacava LFV pra ver se grudava sua insignificância na imagem do escritor famoso. Se você se esforçar bastante talvez consiga alcançar os mesmos graus de virulência e dissimulação.

      Alerto desde já que a recompensa pode ser amarga. Passados os anos LFV continua célebre enquanto Juremir se reduziu ao radialista canalha que armou uma cilada para Márcia Tiburi no estúdio da Rádio Guaíba, trazendo Kim Kataguiri para lhe dar um beijo indesejado. Ele também escreve para o moribundo Correio do Povo.

      A poeira do esquecimento é o prêmio dos ignóbeis.

      P.S. O ídolo do Juremir, por muito tempo, foi Diogo Mainardi, que defecava suas opiniões na Veja. Chamava-o de o melhor colunista do Brasil. É desnecessário explicar aonde aquele jornazismo levou tanto o autor quanto a revista.

    26. Texto de Luis Fernando Veríssimo
      Parabéns e gratidão pela bravura e inteligência na resposta ao texto citado. A sede de justiça das minorias precisa também disso: Heróis e Heroínas que tem a bravura de não deixar barato manifestações públicas com entrelinhas preenchidas de preconceito.

    27. Inacreditável MESMO

      Mais uma vez comprovo que estamos vivendo em tempos muito ruins. Como é possível haver tanto conhecimento à disposição e as pessoas não conseguirem acessar?? A “resposta lacradora” acima só consegue mostrar o quanto esta e muitas outras pessoas saíram pela tangente na luta por respeito e por direitos sociais, vendo ofensa e desrespeito onde não há.

      O texto me mostra apenas falta de conhecimento básico em interpretação de textos, falta raciocínio abstrato, falta bom senso também, e sobra, sobra muito complexo de inferioridade, sim, porque sente-se tão diminuído pelo preconceito que realmente (e infelizmente) existe em outros âmbitos que acaba se defendendo de ataques que não existiram, como neste caso. Dá pra arriscar até um “Ego Inflado” nessa tentativa de “arrasar”, “causar”, ou “lacrar” como queiram. Essa superestimou um conhecimento que não possui. É visto que possui algum conhecimento, seu texto foi bem-escrito, mas responde à coisa nenhuma, o que joga qualquer possível mérito no lixo. Ler sua resposta foi hilário como vê-la dando tapas no vento aleatoriamente, como se este estivesse lhe agredindo. Não sei se acho graça ou se choro de desgosto.

      Me faz lembrar a recente crítica à obra “O Menino que Espiava pra Dentro” de Ana Maria Machado, acusada recentemente de incentivar o suicídio infantil!

      Creio que seja necessário sim, indignar-se contra o preconceito e tantas injustiças que vemos à nossa volta. Não podemos nos acostumar, não podemos nos conformar, como sociedade, a esse tipo de coisa. Mas a crítica deve ser consciente, sempre. Não dá pra ser tão reacionário a ponto de ver preconceito onde não tem, sob pena de tornar-se ridículo.

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