Resumo: O Império está ficando sem opções.

O grande capital não que mais sistemas políticos baseados em votos!

A perseguição aos líderes populares na América Latina é a ponta do iceberg do atual comportamento do grande capital para se manter no poder.

Quando se ultrapassa um nível de concentração de renda como o atual, todo e qualquer sistema democrático ou falsamente democrático fica inviável. Temos que lembrar que os sistemas que antes do século XX que davam base a uma concentração de renda da mesma ordem, que temos nos dias atuais, eram sistemas despóticos.

A França até se firmar a República diversas tentativas para a volta do bonapartismo foram feitas, simplesmente porque a concentração de renda era de tal ordem que sistemas eleitorais levavam naturalmente a esquerda. A única solução achada pelo Imperialismo da época foi lançar uma guerra mundial que reduziu todos a miséria e o fenômeno de concentração foi retomado. Como a solução guerra se tornou inviável a medida que guerra significa não só uma diminuição do padrão de vida, mas sim uma possibilidade de extinção da raça humana, em que incluiria as oligarquias imperialistas, estas forças testam outras possibilidades.

POSSIBILIDADE NÚMERO UM: A INCLUSÃO DE FALSOS LÍDERES POPULISTAS.

As candidaturas de Luciano Huck ou qualquer coisa do gênero, pode ser um exemplo marcante desta tentativa, se pega um qualquer que tenha alguma projeção nos meios de mídia e através de marketing eleitoral apoiado pela grande mídia tenta-se vender a imagem deste como um possível presidente da república.

Esta possibilidade é esgotada por diversos fatores, primeiro deste é que se projetar numa emissão televisiva é uma coisa, outra coisa é enfrentar-se com seu eleitorado e o pior com o próprio povo. A segunda é que sendo esta espécie de clone de político um artista de uma emissora de TV ou rádio o governo deste artista será o governo não da mídia como um todo, mas será sim o governo de UM GRUPO DOS DIVERSOS que existem. No caso do Huck provavelmente ao longo de seu governo as outras emissoras de TV concorrentes da Globo, assim como rádios e jornais serão reduzidos a pó, ou seja, dentro do mercado concorrencial a falência dos diversos grupos concorrentes ao candidato clone é uma expectativa totalmente realista.

POSSIBILIDADE MÚMERO DOIS: LEVAR A CONFUSÃO A ESQUERDA.

A manipulação dos diversos grupos de esquerda ou mesmo de falsos esquerdistas implantados no sistema é uma opção altamente proveitosa, entretanto para estes candidatos aparecerem como tal, uma série de promessas e discursos eleitorais para convencer não só os despolitizados, mas como também os mais militantes, terão que ser feitos. Como estes discursos deverão ser religiosamente traídos, não restará em curto espaço de tempo a opção de um governo de força com base em forças militares, o que recairá numa variante da próxima possibilidade.

POSSIBILIDADE NÚMERO TRÊS: GOLPE MILITAR.

O uso das forças armadas, algo comum há algumas décadas, deixou de ser colocado em pauta pela possibilidade de desvio para governos nacionalistas e intransigentes que estão no próprio bojo desta possibilidade. É extremamente impossível nos dias atuais a colocação de um só líder, como Pinochet no Chile, que assuma o poder e o mantenha por algumas décadas.

Há um problema básico que todos esquecem, um militar só é importante no país que ele atua, ou seja, não é possível contratar grande parte das forças armadas para servir como mercenários em outros países, ou seja, um militar é um profissional com bandeira. Como o discurso de um golpe militar sempre está centrado em valores nacionais, por mais sínico e falso que seja este discurso, uma parte significativa destas forças armadas podem começar a exigir que o governo não saia fora da proposta nacionalista, e num país como o Brasil, que devido as suas características geográficas e populacionais torna extremamente difícil e perigoso intervenções estrangeiras, o uso das forças armadas pode causar em um intervalo médio de tempo exatamente o contrário que desejam as Oligarquias internacionais. Isto sem falar no problema econômico que criaria um governo militar mesmo se fosse honesto, os contingentes desejarão um ganho compatível com os atuais príncipes da república, o judiciário.

POSSIBILIDADE NÚMERO QUATRO: FRAUDE ELEITORAL.

Com um sistema frágil de voto e apuração como o brasileiro, pode parecer que esta hipótese é a mais fácil e menos dolorosa, entretanto com a divulgação fora dos grandes meios de imprensa da popularidade de um candidato A em relação ao B, torna evidente e facilmente denunciável a fraude, e uma fraude detectada logo após uma eleição é algo extremamente explosivo.

Além dos certos tumultos generalizados que ocorreriam nas grandes e médias cidades brasileiras, onde estão concentradas em torno de 80% da população, o regime nasceria com completo descrédito, que em médio prazo poderia resultar a sua deposição por meios violentos.

POSSIBILIDADE NÚMERO CINCO: REGIME FASCISTA.

A possibilidade de um regime fascista esbarra no mesmo problema do golpe militar. Para a implantação de um regime fascista é necessária uma ampla militância engajada para este fim, e como quase aconteceu na Alemanha Nazista o Strasserismo, movimento de direita com amplo apoio popular, teve que ter sua direção presa e ASSASSINADA para evitar o que os mesmos chamavam a segunda revolução. Porém para fazer isto Hitler se apoiou no exército alemão que indiretamente armou as SS para exterminar a linha populista do nazismo.

POSSIBILIDADE NÚMERO SEIS: SAÍDA A CIÊNCIA FICÇÃO.

Como se pode ver em inúmeros filmes, séries e livros norte-americanos, há sempre a possibilidade de implantar um sistema de domínio da população, onde nunca fica claro como é feito este domínio, pois em 100% dos filmes há grupos de resistência totalmente desordenados, despolitizados e nucleados que procuram derrubar o sistema completamente ditatorial implantado. Os autores de ficção científica norte-americanos, como estão envoltos na maior farsa democrática do mundo, um país que tem dois partidos exatamente com as mesmas bases ideológicas e que as pessoas pensam que são diferentes, não conseguem ter a genialidade de um Júlio Verne e projetar algo diferente do que a desgraça.

É interessante notar que nas últimas eleições norte-americanas para a presidência, pela primeira vez na história apareceu um candidato socialista, e como sinal dos tempos andou perto de ganhar as eleições.

Resumo: O Império está sem opções.

 

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