Retorno de Aécio Neves é a bofetada da Justiça na cara do Brasil

A recondução de Aécio Neves ao mandato de senador é a nova bofetada da justiça na cara de um país humilhado todos os dias pela indecência dos donos do poder.

Aécio é o arquétipo da podridão onde nos enfiamos moral e eticamente: multidelatado na Lava-Jato, com esquemas fartamente conhecidos pelos próprios pares, o homem cujos asseclas são apanhados na coleta de propina e cuja irmã é detida pela polícia após conduta criminosa.

Ele próprio foi flagrado em conversas indecorosas com empresário para pedir dinheiro e, no ápice de uma conversa republicana, confessou ter iniciado o processo judicial contra uma presidente honesta apenas para dar dor de cabeça aos adversários. Ou seja: atirou o país na lama para gozar de satisfação pessoal e obter vantagens eleitorais.

Aécio é a síntese mais bem-acabada da canalhice política dos nossos dias atuais e o modelo ideal de como não queremos ser enquanto sociedade civilizada.

A recondução ao cargo do senador – contra quem pesa um pedido de prisão – significa tão somente o desprezo absoluto da Justiça pelo Brasil. Por muito menos, o senador Delcídio Amaral – um petista, claro – foi preso e cassado sob a pressão da mídia e dos patos amarelos da CBF.

A Aécio, é concedido o direito de gozar das prerrogativas do Senado para manter as articulações criminosas sob os olhos de um judiciário cúmplice de todas as barbaridades cometidas no país em anos recentes.

Não bastassem as armações no STF, onde os processos contra tucanos chegam tardiamente e são distribuídos em um sorteio viciado para ministros colegas, na garantia suprema de inimputabilidade.

A imoralidade não poderia ter escolhido data mais cínica para ser praticada: às vésperas do recesso judiciário, quando juízes esfregam na cara do trabalhador o privilégio de descansar duas longas vezes ao ano, e no dia de uma paralisação geral no país.

Greve deflagrada justamente para tentar, no derradeiro suspiro democrático, frear a subtração completa dos poucos direitos trabalhistas e previdenciários patrocinada pelo bando de um presidente reconhecidamente criminoso.

A justiça brasileira é, de forma inequívoca, um convite pronto à desobediência civil.

 

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1 comentário

  1. Quem são os pais da

    Quem são os pais da Constituição? 
    A Assembleia Constituinte, O Ulisses, o Teotônio, o Arraes, o Congresso, nóis?

    Decidamos, pois a moça está sobre a guarda dessa gente que vive pelos bares se embriagando e arrumando brigas, que festeja com bandidos, chega fedendo em casa e bate nela porque a janta num tá quente as 2 matina. Isso lá é jeito de tratar uma custodiada tão sagrada?
    Dizem que anda até passando fome. E que a truculência chega ao ponto de abençoar estupros à moça, negociados e negligenciados na necessidade de interesses.

    Qualquer juiz de família tira a guarda deles no ato. 
    Mas quem são os pais?

     

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