Ricardo Barros diz que “provará sua inocência”

Em nota, líder do governo na Câmara repudia criminalização de doações oficiais e pediu acesso à delação de executivos para fazer esclarecimentos

Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara e ex-ministro no governo Temer, Foto: Reprodução

Jornal GGN – O líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), divulgou nota onde critica “o ativismo político do judiciário” ao afirmar que nunca integrou os quadros da Copel.

Ex-ministro do governo Temer, Barros também pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o acesso à delação premiada para fazer esclarecimentos, e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigação para identificar o responsável pelo vazamento.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a Copel anunciou a criação de uma comissão de investigação ainda em 2019, após ter sido notificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de uma colaboração premiada que teria citado informações relacionadas à venda de um ativo de geração para a empresa entre os anos de 2011 e 2013.

A manifestação foi feita depois que Barros foi delatado por executivos da empresa Galvão Engenharia, que teriam acusado o deputado de receber mais de R$ 5 milhões em propina para destravar uma negociação com a Copel.

Segundo o comunicado, Barros “nunca fez parte dos quadros da Copel, e afirma que não há possibilidade de interferência política nas decisões da Companhia que são embasadas em pareceres de grupos de trabalho de servidores da empresa e aprovadas no conselho de administração”.

“O deputado federal Ricardo Barros declara que não tem e nunca teve operador financeiro. A afirmação é leviana e irresponsável. Barros reforça que economizou R$ 5 bilhões com a revisão de contratos na sua gestão no Ministério da Saúde. Os recursos foram integralmente reaplicados no Sistema Único de Saúde”.

 

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