Saúde bucal na terceira idade requer cuidados especiais

Imagem: Shutterstock

A população mundial está envelhecendo cada vez mais. Mas, graças aos avanços científicos e da medicina moderna, os idosos experimentam uma qualidade e expectativa de vida inéditas na história da humanidade.

No Brasil, por exemplo, até os anos 1980, formávamos uma população com mais jovens do que idosos. Segundo o IBGE, até o ano de 2060 teremos uma inversão na base da pirâmide populacional, com uma população majoritariamente mais velha.

Por isso, muitos aspectos da sociedade começam a enfrentar grandes desafios e transformações para adaptar sua demanda de serviços para a terceira idade, e isso não seria diferente na atenção à saúde bucal.

Especialidades como a odontogeriatria ganham cada vez mais espaço e campo de atuação especializado, tudo para atender um público com suas necessidades especiais decorrentes de sua fisiologia e histórico de saúde.

Quase metade dos idosos brasileiros não possuem os dentes

Apesar de a maioria dos brasileiros darem muito valor a um sorriso harmônico e cuidar bem da saúde bucal ao longo da vida, alguns números ainda demonstram uma triste realidade que afeta nossos idosos.

Segundo os dados reunidos e divulgados pelo IBGE através da Pesquisa Nacional da Saúde, cerca de 41,5% dos idosos acima dos 60 anos já não contam com nenhum dente natural na boca. Algumas medidas básicas e cuidados especiais são fundamentais para que o Brasil do futuro não repita os mesmos padrões atuais.

Principais cuidados para a saúde bucal em idosos

Independentemente da idade, cuidar da saúde das gengivas e dos dentes é uma medida essencial para a manutenção do bem-estar geral. Para os idosos, a atenção à saúde bucal é determinante para a melhoria da sua qualidade de vida.

Durante o processo natural de envelhecimento, alguns fatores podem afetar a integridade bucal. É comum que idosos se queixem de sensibilidade nos dentes e manifestem doenças periodontais. Esses quadros podem ser resultado da higienização ineficiente ou quadros pré-existentes, como diabetes. O uso de alguns medicamentos e doenças sistêmicas também podem desencadear efeitos colaterais como boca seca.

A presença de próteses dentárias e coroas também podem dificultar a escovação e a passagem do fio dental, criando o ambiente propício para a proliferação dos micro-organismos causadores da placa bacteriana.

Diversos estudos científicos já encontraram evidências de que bactérias desenvolvidas na boca podem se infiltrar na corrente sanguínea e migrar para outros órgão vitais, como pulmões e coração, causando infecções graves que colocam a vida do paciente em risco.

Por isso, os idosos devem visitar o dentista ao menos duas vezes por ano para consultas clínicas preventivas e realização de procedimentos para a preservação dos dentes e gengivas.

Os profissionais de odontologia e ortodontia devem avaliar cuidadosamente o histórico de saúde bucal nos idosos e orientá-los sobre os cuidados com a alimentação, rotina e procedimentos de escovação adequados à sua arcada dentária.

Quanto à manutenção, é preciso se atentar às correções de mordida e dos dentes remanescentes para melhorar o processo de mastigação dos alimentos, respiração e dicção.

Mesmo que o idoso tenha perdido a maior parte da dentição, ainda assim é necessário realizar o acompanhamento para a escolha e instalação das próteses adequadas, receber orientação sobre a limpeza e armazenamento correto de dentaduras e cuidados especiais com as gengivas.

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