Sem emprego, médicos cubanos que ficaram no Brasil querem migrar para os EUA

À BBC, alguns dos profissionais remanescentes disseram que antes eram tratados como "deuses", mas agora que não podem exercer a medicina, são tratados como "nada".

Jornal GGN – Reportagem publicada pela BBC nesta segunda (25) mostra o drama dos médicos cubanos que “desertaram” do Mais Médicos após o governo da Ilha ter anunciado o rompimento com o Brasil, em novembro de 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro.

Segundo a matéria, todos os entrevistados enfrentam dificuldade para conseguir qualquer emprego, até fora de seu ramo de atuação. A possibilidade de revalidar o diploma para seguir atuando na área médica é, na prática, ilusória, porque depende do relacionamento do governo cubano com o brasileiro para fazer tramitar os documentos necessários.

Além disso, aos cubanos que ficaram foi prometida a chance de entrar no edital do governo Bolsonaro para preencher as vagas deixadas após o fim do Mais Médicos em parceria com Cuba. Mas, antes do chamamento ser concluído, os médicos cubanos foram avisados de que não mais poderiam participar.

À BBC, alguns dos profissionais remanescentes disseram que antes eram tratados como “deuses”, mas agora que não podem exercer a medicina, são tratados como “nada”. Eles também reclamaram da intolerância e xenofobia em algumas regiões do País onde residem.

Diante da crise, todos os que conversaram com a BBC admitiram a intenção de deixar o Brasil rumo aos EUA.

Leia a matéria completa aqui.

3 comentários

  1. Ficaram por acreditar em promessas de um governo que não as cumpre. Agora, amargam um calvário que nao mereciam e tentam opção ainda pior; buscar oportunidade num pais, EUA, governado por quem tem demonstrado especial asco de imigrantes.

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