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Senadores apontam descaso do governo com Cinemateca Brasileira

Foto: Reprodução/Ariane Breyton

Jornal GGN – O incêndio ocorrido na Cinemateca Brasileira nesta quinta-feira (29/07) foi alvo de lamentação e críticas por senadores, que ressaltaram o caso como “uma tragédia anunciada” por conta dos sucessivos alertas pedindo mais cuidado com o acervo.

“A tragédia anunciada se concretizou. Parte da memória do cinema nacional brasileiro foi destruída em um incêndio na Cinemateca. Apesar do alerta feito pelo MPF sobre os riscos, nada foi feito. O que já não vinha bem em virtude de um governo que enxerga a cultura como um instrumento de manipulação ideológica, degringolou de vez com a pandemia e a crise econômica”, apontou a senadora Leila Barros (PSB-DF), segundo a Agência Senado.

Líder do PT, Paulo Rocha (PA) cobrou profunda investigação, mas apontou o governo Bolsonaro como responsável.  “O legado do governo Bolsonaro para o Brasil na cultura é a completa falta de gestão e suas consequências graves. O incêndio da Cinemateca Brasileira, como se poderia imaginar, é um crime anunciado. Exigimos investigação total dessa perda irreparável”, afirmou. 

No último dia 20, o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo alertou o governo federal sobre o risco de incêndio na Cinemateca Brasileira tanto na sede da entidade, na Vila Mariana, como nos galpões da Vila Leopoldina. “Pelo MPF, houve comentários sobre a visita realizada e sobre o fato de terem sido bem recebidos. Destacou, entretanto, o fato de risco de incêndio, principalmente em relação aos filmes de nitrato”, diz o termo da audiência.

Nove dias depois, em meio ao descaso e o abandono da Secretaria Especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro com a memória cultural do país, um galpão da Cinemateca, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, pegou fogo.

Segundo o Corpo dos Bombeiros, as chamas começaram após a manutenção de um ar-condicionado em uma sala da instituição. Filmes, material impresso e documentos foram consumidos pelo fogo. Não houve vítimas.

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